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| SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE | |
| 1GIOVANI DANTAS DE OLIVEIRA, 2SERGIO JUNIOR FAVARO ANDRADE, 3DANIEL HUMMIG, 4MARCELL FLORES JUNIOR, 5AUGUSTO CERETTA KUNZ, 6ROSILEY BERTON PACHECO | |
| 1Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade Paranaense 2Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A Síndrome de Burnout é um distúrbio ocupacional definido por exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional, acometendo especialmente indivíduos submetidos a alta carga de estresse no ambiente de trabalho (Maslach; Jackson, 1981). Reconhecida pela CID-11 como fenômeno ocupacional, apresenta elevada prevalência entre profissionais da saúde, em particular médicos e enfermeiros, devido à sobrecarga assistencial, longas jornadas e constante exposição a situações de sofrimento (Meira-Silva et al., 2022). Pesquisas nacionais apontam taxas de ocorrência que variam de 25% a 75%, com maior incidência em enfermeiros de oncologia e terapia intensiva, bem como em médicos residentes em especialidades de emergência (Costa et al., 2023; Santos et al., 2022). Esse quadro impacta não apenas a saúde física e mental dos trabalhadores, mas também a segurança do paciente e a qualidade da assistência, estando associado a eventos adversos como erros de medicação, quedas e infecções hospitalares (Alves et al., 2023). Objetivo: Investigar a prevalência, os fatores de risco e os impactos da Síndrome de Burnout em profissionais da saúde, bem como suas consequências para a saúde dos trabalhadores e para a qualidade da assistência, com o intuito de subsidiar estratégias de prevenção e promoção de ambientes laborais mais saudáveis. Desenvolvimento: O desenvolvimento da Síndrome de Burnout entre profissionais da saúde está diretamente relacionado a fatores estruturais e psicossociais do ambiente de trabalho (Alves et al., 2023). A rotina marcada por longas jornadas, múltiplos vínculos empregatícios e sobrecarga assistencial contribui para elevados níveis de estresse ocupacional, que favorecem a instalação de sintomas como exaustão emocional, distanciamento afetivo e queda no desempenho (Costa et al., 2023). A escassez de recursos materiais e humanos, somada à pressão institucional por produtividade e à baixa valorização profissional, intensifica a sensação de impotência e reduz a motivação (Croce et al., 2022). Durante a pandemia de COVID-19, esses fatores foram potencializados, com prevalências relatadas entre 14,7% e 76%, refletindo a vulnerabilidade desses profissionais em situações de crise sanitária (Meira-Silva et al., 2022). Estudos apontam ainda que enfermeiros atuantes em oncologia e unidades de terapia intensiva, bem como médicos residentes e profissionais de emergência, apresentam risco elevado devido à exposição constante a situações de sofrimento e morte (Santos et al., 2023). O acúmulo dessas pressões favorece o adoecimento psíquico, podendo desencadear transtornos depressivos, ideação suicida e afastamentos prolongados do trabalho, o que acarreta prejuízos individuais, institucionais e sociais (Costa et al., 2023). Nesse sentido, o enfrentamento da Síndrome de Burnout requer não apenas intervenções individuais, como acompanhamento psicológico e programas de autocuidado, mas principalmente estratégias institucionais e políticas públicas voltadas para a melhoria das condições laborais, valorização profissional e promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis (Croce et al., 2022). Conclusão: A Síndrome de Burnout constitui um desafio significativo para a saúde ocupacional, afetando não apenas o bem-estar físico e mental dos profissionais, mas também a qualidade da assistência prestada aos pacientes. A sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos e a pressão institucional são fatores centrais que contribuem para o adoecimento psíquico, podendo levar a afastamentos, transtornos depressivos e impactos sociais. Dessa forma, torna-se essencial a implementação de estratégias preventivas, incluindo suporte psicológico, programas de autocuidado, melhorias nas condições laborais e políticas organizacionais voltadas à valorização do profissional de saúde, visando reduzir os efeitos da síndrome e promover ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros. |
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| Referências: ALVES, Ana Paula da Penha et al. Síndrome de burnout em profissionais de enfermagem: uma revisão sistemática. Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 1, n. 37, p. 1-14, 2023. Disponível em: https://www.eumed.net/rev/cccss/2023/37/burnout-enfermagem.html. Acesso em: 19 ago. 2025. CROCE, Kamila Simões et al. Síndrome de burnout em profissionais de saúde: prevalência e fatores de risco associados. Revista Brasileira de Educação, Saúde e Bem-estar, v. 1, n. 2, 2022. Disponível em: https://revista.reeducaesaude.com/2022/v1n2/burnout.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025. DA COSTA, Mayara Lima et al. A prevalência da síndrome burnout em profissionais de enfermagem: uma revisão integrativa da literatura. Revista Contemporânea, v. 3, n. 12, p. 29268–29282, 2023. DOI: 10.56083/RCV3N12-228. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/2725. Acesso em: 20 ago. 2025. MASLACH, Christina; JACKSON, Susan E. A mensuração do burnout vivenciado. Journal of Organizational Behavior, v. 2, n. 2, p. 99-113, 1981. Disponível em: https://doi.org/10.1002/job.4030020205. Acesso em: 21 ago. 2025. MEIRA-SILVA, Vinicius S. T. et al. Síndrome de burnout em trabalhadores da saúde durante a pandemia de COVID-19: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, v. 20, n. 1, p. 122–131, 2022. DOI: 10.47626/1679-4435-2022-849. Disponível em: https://www.rbmt.org.br/details/1668/pt-BR/sindrome-de-burnout-em-trabalhadores-da-saude-durante-a-pandemia-de-covid-19-–-uma-revisao-sistematica. Acesso em: 20 ago. 2025. SANTOS, Ana Beatriz Moreira et al. Síndrome de burnout nos profissionais de saúde do âmbito hospitalar: uma revisão integrativa. Fisioterapia Brasil, v. 23, n. 5, p. 735–747, 2022. Disponível em: https://convergenceseditorial.com.br/index.php/fisioterapiabrasil/article/view/4922/8170/35428. Acesso em: 28 ago. 2025. |
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