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| ADESÃO AO TRATAMENTO DE PACIENTES COM HIV/AIDS ACOLHIDOS EM UM SERVIÇO DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO NO SUDOESTE DO PARANÁ | |
| 1ANA GABRIELA MORENO, 2AMANDA ISABELLI PICOLOTTO, 3LUAN CLAUDIO BARCELLA, 4LARISSA SALLA, 5VOLMIR PITT BENEDETTI | |
| 1Acadêmico do PIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Farmácia da UNIPAR 4Docente da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A epidemia de HIV/AIDS representa um grande desafio para a saúde pública. No Brasil implementou-se uma política universal e gratuita de tratamento, com destaque na distribuição de antirretrovirais (Brasil, 2007). Entretanto, o sucesso desse modelo depende da adesão ao tratamento pelos pacientes, um processo dinâmico que envolve a corresponsabilidade e interação contínua entre o indivíduo e a equipe multiprofissional de saúde (Cardoso, Arruda, 2004). Nesse sentido, a análise da adesão deve considerar não apenas o uso dos antirretrovirais, mas a integração do tratamento à rotina do paciente, destacando a tomada de decisões em conjunto e a adoção de uma abordagem integral e humanizada no enfrentamento da doença. Objetivo: Analisar os índices de adesão ao tratamento antirretroviral de pacientes vivendo com HIV/AIDS no Sudoeste do Paraná. Materiais e métodos: O estudo foi desenvolvido no SAE/CTA (Serviços de Assistência Especializada/Centros de Testagem e Aconselhamento) de Francisco Beltrão/PR, onde acompanhou 253 pacientes com HIV/AIDS. Nesta pesquisa foram coletados dados epidemiológicos, condições socioeconômicas, comportamentais, clínicas e adesão a tratamento dos prontuários dos pacientes. As informações foram colhidas no período de 2020 a 2024. Este trabalho foi aprovado pelo Conselho de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, estando sob registro de protocolo 3667278. Resultados: No total foram analisados 253 pacientes, dos quais 16,2% (41) apresentaram baixa adesão ao tratamento, ou seja, deixaram de tomar a medicação antirretroviral ou utilizaram de maneira incorreta em um período de 7 dias. A faixa etária média foi de 47,4 anos, com predominância do sexo masculino 53,6% (22). Com maior porcentagem em adultos 80,4%, entre 20 a 64 anos. Observou-se também que a maior parte dos pacientes com baixa adesão recebia até um salário mínimo e possuía baixa escolaridade (sem formação ou até ensino fundamental completo). Além disso, grande parte desses pacientes auto declararam-se brancos ou pardos. Discussão: Os resultados mostram que fatores socioeconômicos e educacionais estão diretamente ligados às taxas de adesão ao tratamento de HIV. Segundo Mills et al. (2006), alguns obstáculos impactam diretamente na adesão ao tratamento, como o uso de substâncias psicoativas, medo do diagnóstico, esquemas terapêuticos complexos, além de dificuldades financeiras, por outro lado, a aceitação da soropositividade, compreensão dos benefícios do tratamento, e o sentimento de autovalorização são vistos como importantes facilitadores. Dados semelhantes aos deste estudo foram obtidos por Silva et al (2014), o qual identificou uma prevalência de pessoas do sexo masculino, com faixa etária acima de 30 anos, ainda o autor cita que a vulnerabilidade social (baixa escolaridade e renda) pode afetar diretamente no risco de infecção, tanto quanto no processo de adesão ao tratamento. Conclusão: No presente trabalho, observou-se que a baixa adesão dos pacientes ao tratamento antirretroviral está relacionada a fatores como baixa escolaridade, baixa renda e, em menor grau, ao gênero e etnia dos indivíduos. Esses resultados reforçam a importância de estratégias que vão além da simples oferta de antirretrovirais, tornando fundamental o fortalecimento de políticas públicas que promovam o acolhimento humanizado. Levando em consideração fatores sociais, psicológicos, educacionais e culturais dos pacientes como parte fundamental para a promoção de uma melhor adesão. |
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| Referências: BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes para o fortalecimento das ações de adesão ao tratamento para pessoas que vivem com HIV e AIDS. 2007. CARDOSO, Gisele Pereira; ARRUDA, Angela. As representações sociais da soropositividade e sua relação com a observância terapêutica. Ciência & Saúde Coletiva, v. 10, n. 1, p. 151-162, 2005 MILLS, Edward J. et al. Adherence to HAART: a systematic review of developed and developing nation patient-reported barriers and facilitators. PLoS medicine, v. 3, n. 11, p. e438, 2006.. SILVA, Ana Cristina de Oliveira et al. Qualidade de vida, características clínicas e adesão ao tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 22, p. 994-1000, 2014. |
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