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| IMPORTÂNCIA DA LIVRE DEMANDA NO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO | |
| 1LAURA EMANUELLI SOUZA PAULINO, 2JULIA VENDRAMINI ANTUNES, 3AGHATA POSSATTO, 4GESSICA PAULA BATTISTI, 5MAYELI THAIS FERNANDES VIEIRA, 6LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Acadêmica do PIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 6Docente do Curso de Enfermagem da Unipar – Universidade Paranaense, Campus Francisco Beltrão – PR |
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| Introdução: A relação de vínculo entre o binômio mãe/bebê é favorecida, principalmente, pelo aleitamento materno, que fornece inúmeros benefícios na saúde materno-infantil. Mundialmente, essa é a estratégia de maior prevenção de mortes infantis (Ministério da Saúde, 2015). É entendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Aleitamento Materno Exclusivo (AME) a nutrição infantil que vem apenas pelo leite materno, sem incluir demais líquidos ou sólidos, exceto medicamentos, vitaminas, suplementos e sais minerais (De Faria; Silva; Passberg, 2023), considerado o modelo ideal de alimentação, nos primeiros seis meses de vida. O Aleitamento Materno (AM) influência no desenvolvimento na primeira infância, define a evolução da linguagem, as habilidades motoras e tem impacto cognitivo, desempenhando papel importante na performance pedagógica (Camilo et al., 2024). Tornando o processo natural, não há horário determinado nem tempo de duração de cada mamada (Siqueira; Santos, 2017). Diante do exposto, é notória a necessidade de seguir abordando e incentivando o processo de LD no AME. Objetivo: Analisar a importância da prática da livre demanda no aleitamento materno exclusivo. Material e Métodos: Pesquisa de campo, exploratória-descritiva, com abordagem quantitativa, desenvolvida em duas maternidades de referência de risco habitual, intermediário e alto risco. Participaram da pesquisa 305 puérperas. Os dados foram coletados por questionário com as seguintes variáveis sociodemográficas (idade, cor, escolaridade, renda familiar, estado civil, atividade remunerada), os dados obstétricos e do pré-natal (histórico gestacional, planejamento gestacional, número de consultas, plano de parto, grupo de gestantes, via de parto, tipo de hospital, orientação sobre aleitamento no pré-natal, profissional que orientou), além dos conhecimentos específicos sobre o aleitamento materno intra-hospitalar (tipo de aleitamento ao nascer, se amamentou logo após o nascimento, se o primeiro contato foi doloroso, se estão/pretendem amamentar em livre demanda e se forneceu bico/chupeta). A pesquisa foi submetida à análise do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos (CEPEH), da Universidade Paranaense (UNIPAR), conforme Certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAAE) n.º 83174924.8.0000.0109. Resultados: Dos 305 questionários aplicados, verificou-se que 270 puérperas (88,5%) afirmaram estar amamentando em livre demanda, enquanto 17 (5,6%) relataram controlar os horários das mamadas. Além disso, 18 mulheres (5,9%) ainda não haviam iniciado a amamentação dos bebês no momento da coleta dos dados. Discussão: Dentre as 305 entrevistadas, 207 (88,5%) afirmaram estar amamentando em livre demanda. A fim de promover e apoiar o AM, a Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância criaram o guia “Dez passos para o sucesso do aleitamento materno”, que contribui para o entendimento a respeito do tema (Ribeiro et al., 2021). Em vista disso, a prática da LD está ligada ao sucesso do AME, pois respeita a necessidade do lactente e evita complicações. Compreende-se que o processo de AM é mutável, visto que o tempo para esvaziar a mama pode variar. Diante disso, o Ministério da Saúde (MS) incentiva a amamentação sob LD e traz orientações quanto à flexibilidade do tempo de mamada (Bortoloci et al., 2023). Entre os resultados, 17 lactantes (5,6%) optaram por controlar os horários das mamadas, prática que pode comprometer a manutenção do leite e reduzir a eficácia do AME, pois diminui a resposta à demanda do bebê e interfere nos reflexos da sucção (De Moraes et al., 2021). Em relação ao atraso no início da amamentação, 18 parturientes ainda não haviam amamentado os bebês (5,9%), resultado influenciado por diversos fatores, como falta de estrutura institucional que pode gerar constrangimento e insegurança para a puérpera (Hernandez; Kohler, 2011). A livre demanda é caracterizada pela oferta de aleitamento quando o recém-nascido apresenta sinais de fome. Além disso, não há horário determinado nem tempo de duração de cada mamada, tornando o processo natural (Siqueira; Santos, 2017) visto que é um tópico relevante para o desenvolvimento social e econômico mundial. Conclusão: Observou-se, portanto, expressiva predominância da LD entre as participantes, em contraste com percentuais reduzidos de controle de horários e não amamentação. Esse resultado demonstra a autoeficácia das puérperas perante o processo. Entende-se que existem muitos desafios a serem enfrentados para alcançar o resultado almejado pela OMS, contudo esta temática está em constante desenvolvimento. E, a enfermagem atua frente a ela, com educação em saúde, apoio emocional, orientação sobre o manejo e dificuldades e assistência qualificada. |
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| Referências: BORTOLOCI, J. G. et al. Conceito de livre demanda: olhar das puérperas em aleitamento materno exclusivo. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, [S.l.], v. 27, n. 5, p. 2716-2728, 2023. Disponível em: https://l1nq.com/0wJxs. Acesso em: 9 ago. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde, Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. 2. ed. Brasília, DF, 2015. Disponível em: https://l1nk.dev/S7K1q. Acesso em: 9 ago. 2025. CAMILO, L. S. et al. Aleitamento materno e fatores associados ao desenvolvimento neuropsicomotor de crianças em vulnerabilidade social. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, [S.l.], v. 24, 2024. Disponível em: https://sl1nk.com/Y7tNF. Acesso em: 9 ago. 2025. DE FARIA, E. R.; DA SILVA, D. D. F.; PASSBERG, L. Z. Fatores relacionados ao aleitamento materno exclusivo no contexto da Atenção Primária à Saúde. CoDAS, [S.l.], v. 35, n. 5, 2023. Disponível em: https://l1nq.com/rr7w2. Acesso em: 9 ago. 2025. HERNANDEZ, A. R.; KÖHLER, C. V. F. Determinantes sociais do desmame: contribuições das diferentes abordagens metodológicas. Revista de Saúde Coletiva, [S.l.], v. 21, n. 3, p. 937-954, 2011. Disponível em: https://l1nq.com/eZyPy. Acesso em: 9 ago. 2025. DE MORAES, G. G. W. et al. Association between duration of exclusive breastfeeding and nursing mothersʼ self-efficacy for breastfeeding. Revista da Escola de Enfermagem da USP, [S.l.], v. 55, 2021. Disponível em: https://sl1nk.com/iVPCb. Acesso em: 9 ago. 2025. RIBEIRO, P. L. et al. Dez passos para o sucesso no aleitamento materno: influência na continuidade da amamentação. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, [S.l.], p. 451-459, 2021. Disponível em: https://sl1nk.com/Yz092. Acesso em: 9 ago. 2025. SIQUEIRA, F. P. C.; SANTOS, B. A. Livre demanda e sinais de fome do neonato: percepção de nutrizes e profissionais da saúde. Saúde e Pesquisa, [S.l.], v. 10, n. 2, p. 233, 2017. Disponível em: https://sl1nk.com/pL76K. Acesso em: 9 ago. 2025. |
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