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| O PAPEL DOS INIBIDORES DE CHECKPOINT E DAS CÉLULAS CAR-T NA IMUNOTERAPIA CONTRA O CÂNCER | |
| 1ISADORA DI MARQUI MAESTÁ, 2ELIANE APARECIDA DA ROCHA, 3FABIANA BORGES PADILHA FERREIRA | |
| 1Discente do curso de Biomedicina da Universidade Paranaense - UNIPAR - Umuarama – PR. 2Discente do curso de Biomedicina da Universidade Paranaense - UNIPAR - Umuarama – PR. 3Docente do curso de Biomedicina da Universidade Paranaense - UNIPAR - Umuarama – PR. |
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| Introdução: A desregulação dos mecanismos que controlam a divisão celular, aliada à capacidade de invasão e disseminação para outras estruturas orgânicas, define o desenvolvimento do câncer (BRITO et al., 2024). Ademais, a maioria dos tumores suprime as respostas imunes ou é fracamente imunogênica e por isso essas respostas frequentemente falham em prevenir o crescimento tumoral (ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S., 2019). Nesse contexto, nos últimos anos, a imunoterapia tem emergido como uma alternativa promissora e inovadora para o tratamento do câncer, estimulando ou modulando o sistema imunológico do próprio indivíduo para detectar e eliminar as células tumorais com mais eficiência (PETTERSEN et al., 2025). A imunoterapia apresenta, em geral, efeitos colaterais diferentes (mais controláveis) quando comparado aos dos tratamentos oncológicos convencionais, como a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. Entre seus principais métodos, destacam-se os inibidores de checkpoint imunológico e a terapia com células T portadoras de receptores de antígenos quiméricos (células CAR-T) (BRITO et al., 2024). Objetivo: Destacar os mecanismos de ação dos inibidores de checkpoint e células CAR-T na imunoterapia para tratamento do câncer e pontuar suas barreiras. Desenvolvimento: Em pessoas com câncer, o sistema imunológico não funciona de forma ideal porque, em vez de ativar células de defesa que atacam o tumor, muitas vezes entram em ação mecanismos reguladores que agem como um ʻfreioʻ, reduzindo a resposta contra as células cancerosas (FALÇONI JUNIOR et al., 2020). A imunoterapia contra tumores atua pela administração de efetores específicos ao tumor ou pelo bloqueio de mecanismos imunorregulatórios. Em outras palavras, busca remover os ʻfreiosʻ das respostas imunológicas, potencializando a atividade do sistema imune contra as células tumorais (ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S., 2019). Os inibidores de checkpoint têm melhorado significativamente a sobrevida de pacientes com cânceres agressivos, especialmente os melanomas e os cânceres de pulmão (SOARES et al., 2024). A utilização de anticorpos monoclonais direcionados aos checkpoints imunológicos, como PD-1, PD-L1 e CTLA-4, revolucionou o tratamento do câncer. Esses anticorpos bloqueiam sinais inibitórios que mantêm os linfócitos T em um estado anérgico, restaurando sua ativação e capacidade de reconhecer e destruir células tumorais (BRITO et al., 2024). Essa estratégia de imunoterapia representa uma mudança paradigmática na oncologia, permitindo uma resposta imune antitumoral mais robusta e sustentada (SOARES et al., 2024). No caso da terapia com células CAR-T, linfócitos T autólogos são geneticamente modificados para expressar receptores de antígeno quiméricos (CAR), adquirindo a capacidade de reconhecer e destruir células tumorais de forma específica (SILVA et al., 2021). Esses receptores são estruturas sintéticas projetadas para redirecionar a atividade dos linfócitos T contra células que expressem determinado antígeno. O processo inicia-se com a coleta do sangue do paciente, seguido do isolamento das células T em laboratório (BRITO et al., 2024). Em seguida, essas células são modificadas geneticamente por meio de vetores virais, como o Lentivirus, que tem seu RNA alterado para inserir os genes codificadores dos CARs, possibilitando a expressão de receptores de superfície específicos para antígenos tumorais (BRITO et al., 2024). Para aumentar a eficácia do tratamento, o paciente geralmente é submetido a um regime de imunossupressão prévia (JORGE, J. J., 2019). Esse método tem mostrado resultados clínicos significativos, especialmente no tratamento de neoplasias hematológicas, como a leucemia linfoblástica aguda, mas apesar do potencial terapêutico, estudos relatam efeitos adversos, incluindo toxicidades autoimunes, além do elevado custo associado à produção personalizada dessas células (SOARES et al., 2024). Estudos continuam sendo desenvolvidos com foco na melhoria das abordagens terapêuticas e na descoberta de novos biomarcadores. Com os avanços obtidos, cresce a expectativa de que a imunoterapia contra o câncer se torne mais acessível e amplamente aplicada, beneficiando um número cada vez maior de pacientes (JORGE, J. J, 2019). Conclusão: A imunoterapia representa um avanço significativo no tratamento do câncer, oferecendo métodos mais específicos e com efeitos colaterais distintos em comparação às terapias tradicionais. Progressos recentes, como os inibidores de checkpoint e a terapia com células CAR-T têm ampliado as possibilidades e proporcionado um aumento da taxa de sobrevida dos indivíduos. No entanto, esses métodos enfrentam desafios notáveis, como efeitos adversos, altos custos e limitações técnicas. Ainda assim, o contínuo desenvolvimento da imunoterapia indica um futuro promissor, no qual ela ajudará ainda mais na eficácia do sistema imunológico no combate às neoplasias. |
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| Referências: ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Cellular and Molecular immunology. 9.ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. BRITO, J. M. et al. Avanços terapêuticos no combate ao câncer: o papel da imunoterapia e das terapias alvo. 9º Encontro de Biomedicina do Vale do São Francisco, 2024. Anais do 9º Encontro de Biomedicina do Vale do São Francisco, 2024. Disponível em: https://www.unirios.edu.br/eventos/ebvale/anais/arquivos/2024/avancao_terapeuticos.pdf. Acesso em: 05/05/2025 FALÇONI JUNIOR, A. T. F. et al. Imunoterapia - uma revisão sobre os novos horizontes no combate ao câncer. Rev Med. v. 99, n. 2, 2020. Disponível em:https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/151941/160281 Acesso em: 25/04/2025 JORGE, J. J. Imunoterapia no tratamento do câncer. Arq Asma Alerg Imunol. v. 3, n. 2, 2019. Disponível em: http://aaai-asbai.org.br/detalhe_artigo.asp?id=980 Acesso em: 29/04/2025 PETTERSEN, L. M. C. et al. Avanços Recentes na Imunoterapia para o Tratamento do Câncer: Perspectivas e Desafios Clínicos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. v. 7, n. 2, p. 1834–1846, 2025. DOI: 10.36557/2674-8169.2025v7n2p1834-1846. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/5252 Acesso em: 01/09/2025. SILVA, E. S. et al. Elucidando a imunovigilância e imunoedição tumoral: uma revisão abrangente. Ciência Animal Brasileira, v. 22, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cab/a/3FtDMTnSPm3Z3KcvntWC3xr/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 25/04/2025 SOARES, B. S. et al. Inovações na imunoterapia para o tratamento do câncer: um panorama atual. JMBR, v. 1, n. 3, 2024. Disponível em: journalmbr.com.br/index.php/jmbr/article/view/240/190 Acesso em: 26/04/2025. |
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