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| IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL NO PLANEJAMENTO DO PARTO E NA AMAMENTAÇÃO | |
| 1MARICELI SILVEIRA GOMES, 2EDILAINE GOMES, 3AGHATA POSSATTO, 4GESSICA PAULA BATTISTI, 5LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Discente do Curso de Enfermagem – Universidade Paranaense – Unidade Universitária de Francisco Beltrão- PR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Docente do Curso de Enfermagem da Unipar – Universidade Paranaense, Campus Francisco Beltrão – PR |
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| Introdução: O acompanhamento pré-natal é fundamental para assegurar a saúde maternoinfantil, visto que possibilita tanto o planejamento do parto quanto a promoção do aleitamento materno. Estudos recentes evidenciam que a educação ofertada durante o pré-natal favorece a autonomia da gestante, reduz as cesarianas desnecessárias e aumenta a confiança para iniciar e manter a amamentação no pós-parto (Rodrigues et al., 2022). Além disso, análises nacionais demonstram que um pré-natal de qualidade, associado à oferta de orientações e serviços de referência, contribui para melhores indicadores de saúde materna e neonatal no Brasil (Rocha et al., 2025). Objetivo: Compreender como o pré-natal contribui para o planejamento do parto e o incentivo à amamentação, visando promoção da saúde maternoinfantil. Material e Métodos: O estudo foi desenvolvido com delineamento de campo, de caráter exploratório-descritivo e quantitativo, envolvendo 305 puérperas em pós-parto imediato, internadas em duas maternidades de referência. A coleta ocorreu entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, por meio de questionário estruturado que abrangeu informações sociodemográficas, aspectos obstétricos, vivências no pré-natal e conhecimentos sobre aleitamento materno. Os dados foram analisados estatisticamente no SPSS (versão 25.0), com aplicação de frequências absolutas e relativas, respeitando-se as normas éticas previstas na Resolução nº 466/2012 e a aprovação do Comitê de Ética da UNIPAR (CAAE nº 83174924.8.0000.0109). Resultados: A análise dos resultados obtidos nesta pesquisa, a partir de 305 questionários aplicados, apontaram predomínio de mulheres brancas (62,3%), com média de idade de 28 anos, nível de escolaridade entre nove e 12 anos (54,4%) e, em maioria, em união estável (47,5%). Quanto ao histórico obstétrico, grande parte era multigestas, com gestação não planejada, realizou mais de seis consultas de pré-natal, porém não elaborou plano de parto nem participou de grupos de gestantes, e predominou o parto cesáreo em hospitais públicos de referência para risco intermediário e alto. Sobre a amamentação, observou-se que cerca de metade das puérperas amamentava exclusivamente, a maioria não iniciou a amamentação imediatamente após o nascimento, mas o primeiro contato não foi relatado como doloroso. Além disso, a maior parte pretendia ou já amamentava em livre demanda, e a oferta de bico ou chupeta foi baixa. Discussão: Em relação aos dados encontrados na pesquisa, esses achados se assemelham ao estudo de Oliveira (2021), que identificou perfil sociodemográfico semelhante, reforçando a predominância de mulheres jovens, com escolaridade intermediária e em relacionamentos estáveis. Por outro lado, diferem dos resultados de Silva (2020), em que prevaleceram mulheres em maior vulnerabilidade social e com menor escolaridade, o que evidencia diferenças regionais que impactam o acesso e as condições de saúde materna (Oliveira, 2021; Silva, 2020). Quanto ao acompanhamento pré-natal, observou-se que 94,8% das participantes realizaram mais de seis consultas, número superior ao registrado por Oliveira (2021), no qual 81,2% atingiram esse indicador. Apesar disso, a baixa elaboração do plano de parto (87,9%) e a reduzida participação em grupos de gestantes (76,7%) coincidem com o estudo de Silva (2020), que também evidenciou fragilidades no incentivo a práticas educativas, no período gestacional. Dessa forma, nota-se que, embora o acesso ao pré-natal esteja consolidado, ainda persistem lacunas na integralidade e humanização da assistência (Oliveira, 2021; Silva, 2020). No tocante ao tipo de parto, 77,4% das mulheres foram submetidas à cesariana, índice superior ao encontrado por Oliveira (2021), que apontou 65,1%, e semelhante ao de Silva (2020), que também registrou prevalência acima de 70% em instituições públicas. Esses resultados confirmam a permanência de taxas elevadas de cesariana no Brasil, acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, refletindo desafios estruturais e culturais na atenção obstétrica (Oliveira, 2021; Silva, 2020). Em relação ao aleitamento materno, 49,5% relataram amamentação exclusiva, dado próximo ao identificado por Silva (2020), que encontrou 47,8%, mas inferior ao de Oliveira (2021), com 56,4%. Destaca-se ainda que a maioria das orientações foi fornecida por enfermeiros (60,3%), confirmando o papel central desse profissional no incentivo ao aleitamento. Contudo, a não realização da amamentação, logo após o parto por 75,1% das participantes, reflete falhas no incentivo ao contato precoce, aspecto também observado por Silva (2020). Assim, nota-se que, embora o aleitamento exclusivo esteja em índices satisfatórios, ainda há barreiras importantes relacionadas ao início imediato da prática (Oliveira, 2021; Silva, 2020). Conclusão: Diante desses achados, percebe-se que, embora haja avanços no acesso ao pré-natal e na prevalência do aleitamento materno exclusivo, persistem desafios significativos relacionados à baixa elaboração do plano de parto, à reduzida participação em grupos educativos, às elevadas taxas de cesariana e ao atraso no início da amamentação. Esses resultados evidenciam a necessidade de fortalecimento das ações de promoção da saúde e de humanização da assistência, sobretudo, por meio de estratégias educativas e do protagonismo da enfermagem, no acompanhamento do ciclo gravídico-puerperal. |
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| Referências: OLIVEIRA, M. S. et al. Conhecimentos maternos sobre amamentação entre puérperas atendidas em maternidade-escola. Cadernos de Saúde Pública, [S.l.], v. 39, n. 4, p. e00012322, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/PB54tskBHh7k5bVNmpyQ4bC/. Acesso em: 26 ago. 2025. RODRIGUES, M. A. S. et al. A eficácia da educação pré-natal sobre amamentação na adesão ao aleitamento materno no pós-parto: uma revisão sistemática. Midwifery, [S.l.], v. 114, p. 103457, 2022. ROCHA, N. M. et al. Assistência pré-natal: uma análise temporal utilizando as informações da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e 2019. Cadernos de Saúde Pública, [S.l.], v. 41, p. 1-14, 2025. SILVA, R. M. et al. Os significados e sentidos do plano de parto para as mulheres que o utilizam. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 6, p. 2155-2164, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/FrXHFqx57JpZBsFV5Xdt3jB/. Acesso em: 26 ago. 2025. |
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