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| IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DA DOR NEUROPÁTICA NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL E PERIFÉRICO | |
| 1NABILLE DE GOUVEIA BASSO, 2ANA CECÍLIA DEMAY MARTINS GOES, 3STEFANY FRANCO TEIXEIRA, 4WILLIAN DAVID COSTA MARQUES, 5LAINY LEINY DE LIMA | |
| 1Discente do curso de Medicina da UNIPAR 2Discente do curso de Medicina da UNIPAR 3Discente do curso de Medicina da UNIPAR 4Discente do curso de Medicina da UNIPAR 5Docente do curso de Medicina da UNIPAR |
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| Introdução: A dor é o sintoma principal na maioria das doenças e segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor a dor neuropática (DN) é definida como uma consequência direta de uma lesão ou doença que afeta o sistema somatossensorial e pode ser classificada em central e periférica. A DN pode apresentar alguns sinais clínicos como: hiperalgesia, alodinia, hipoalgesia e hipoestesia que ajudam a identificar quais mecanismos estão alterados no sistema nervoso (Zakka et al., 2020). Objetivo: Revisão de literatura com busca nos trabalhos nas plataformas Google Acadêmico e PubMed Central, com os termos “dor neuropática”, “sinais e sintomas” e “sistema nervoso”, desta pesquisa foram selecionados trabalhos pertinentes para a discussão do tema, com o objetivo de identificar e diferenciar os tipos de dor neuropática e como esta afeta o sistema nervoso central e periférico. Desenvolvimento: A dor neuropática é uma dor crônica, compreendida como resultado da ativação anormal da via nociceptiva (conjunto de mecanismos neurais responsáveis pela percepção da dor), podendo ser fisiológica (devido à compressão do nervo) ou patológica (causada pela degradação do nervo) (Schestatsky, 2008). Esse tipo de dor manifesta-se em crises, desencadeadas ou não por estímulos, intercaladas por períodos de remissão de duração variável (Scholz et al., 2019). Todo processo de dor neuropática tem início a partir de uma lesão no sistema nervoso, que pode ocorrer tanto na sua porção periférica quanto central, modificando o funcionamento de diversos mecanismos celulares e moleculares das vias responsáveis pela condução da dor. Quando a dor neuropática é no sistema nervoso central (SNC), as alterações afetam estruturas como: a medula espinal, o tronco encefálico e o tálamo e quando ocorrem no sistema nervoso periférico (SNP), os danos ocorrem em nervos, plexos nervosos ou nos gânglios da raiz dorsal (Zakka et al., 2020). As causas de dor neuropática (DN) de origem central incluem esclerose múltipla, acidente vascular cerebral (AVC) e lesões traumáticas da medula espinal. Entre as de origem periférica, destacam-se neuralgia do trigêmeo, neuropatia diabética, neuralgia pós-herpética, neuropatias por infiltração tumoral e por compressão nervosa crônica, como na síndrome do túnel do carpo (Schestatsky, 2008). De acordo com Zakka e colaboradores (2020), os sintomas da DN são diversos e podem variar significativamente entre os indivíduos, sendo os de maior ocorrência as dores espontâneas (que ocorrem sem qualquer estímulo) e pode se apresentar de forma contínua ou paroxística. A forma contínua costuma manifestar-se como uma sensação de queimação, pontadas ou ardência em áreas superficiais, enquanto, em tecidos profundos, pode gerar sensação semelhante a cãibras, já a dor paroxística é descrita frequentemente como sensação de choque elétrico. Esses sintomas decorrem, em grande parte, do comprometimento da bainha de mielina, cuja perda ou lesão altera a condução dos sinais nervosos (Teles et al., 2025). A DN trata-se de uma condição de fisiopatologia complexa e multifatorial, e por isso demanda uma abordagem terapêutica abrangente, envolvendo intervenções farmacológicas e não farmacológicas, com foco no alívio da dor e na melhora da qualidade de vida do paciente (Campos et al., 2023). Teles et al., (2025) relatam que as substâncias mais indicadas para o tratamento são: anticonvulsivantes, antidepressivos e em alguns casos também são utilizados opióides; além disso, ele também destaca a importância da combinação entre medicamentos e terapias, visto que a dor extrema afeta diretamente atividades cotidianas e em alguns casos pode afetar a saúde psíquica. Além disso, fisioterapia e exercícios físicos são outras recomendações com o objetivo de promover o bem-estar geral do paciente. Conclusão: A dor neuropática é uma fisiopatologia complexa que apresenta diversidade de manifestações clínicas. Devido a sua importância, é necessário compreender os principais mecanismos envolvidos, distinguir os tipos de dor neuropática (central e periférica) e reconhecer suas causas e sintomas mais comuns. A identificação precisa dos sinais clínicos é fundamental para orientar o diagnóstico e estabelecer o tratamento mais eficaz, com o objetivo de aliviar a dor e promover a melhoria da qualidade de vida. |
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| Referências: CAMPOS, L., et al. Dor neuropática-perspectivas atuais e desafios futuros. Brazilian Journal of Development, v. 9, n. 3, p. 9691-9704, 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/57846. Acesso em: 2 oct. 2025. SCHOLZ, Joachim, et al. The IASP classification of chronic pain for ICD-11: chronic neuropathic pain. Pain, v. 160, n. 1, p. 53-59, 2019. DOI: 10.1097/j.pain.0000000000001365. Acesso em: 2 oct. 2025. SCHESTATSKY, P. Definição, diagnóstico e tratamento da dor neuropática. Revista HCPA, v. 28, n. 3, p. 177-187, 2008. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/164545. Acesso em: 2 oct. 2025. TELES, et al. A inclusão de terapias não-farmacológicas no tratamento da dor neuropática. Revista Liberum accessum, v. 14, n. 2, p. 1-10, 2022. Disponível em: https://revista.liberumaccesum.com.br/index.php/RLA/article/viewFile/130/152. Acesso em: 2 oct. 2025. ZAKKA, T., JACOBSEN-TEIXEIRA, M. Dor neuropática. Diagnóstico e tratamento. Medicina Interna de México, v. 36, n. S1, p. 9-12, 2020. Disponível em: https://www.medigraphic.com/pdfs/medintmex/mim-2020/mims201d.pdf. Acesso em: 2 oct. 2025. |
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