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| CAUSA BÁSICA DE ÓBITO POR SEPTICEMIA EM REGIONAL DE SAÚDE DO PARANÁ | |
| 1LUCAS RAMOS DOS SANTOS, 2MAIARA KNIPHOFF, 3ADRIANO DA SILVA ONOFRE, 4RODRIGO ANGELO TOMAZI, 5LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Acadêmico do PIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmico do PIC/UNIPAR 43Docente do Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da UNIPAR – Universidade Paranaense, Campus Francisco Beltrão – PR 5Docente do Curso de Enfermagem da UNIPAR – Universidade Paranaense, Campus Francisco Beltrão – PR |
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| Introdução: A sepse corresponde a uma síndrome caracterizada por resposta inflamatória desencadeada por uma infecção, que pode ter início em ponto específico do corpo e desencadear alterações sistêmicas, na tentativa de controlá-la, sendo fundamental a identificação rápida e início imediato do tratamento (Almeida et al., 2022). Atualmente, a sepse é reconhecida como um dos principais desafios para os sistemas de saúde em todo o mundo. Tanto ela quanto o choque séptico estão associados a altas taxas de morbimortalidade em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), já que esses indivíduos apresentam maior suscetibilidade a infecções adquiridas no ambiente hospitalar. Além do impacto clínico, a sepse também acarreta consequências negativas para a gestão em saúde, aumentando a demanda por leitos e elevando os custos hospitalares (Ramires et al., 2023). Objetivo: Avaliar causa básica de óbito por septicemia não especificada, em regional de saúde do Paraná, entre os anos de 2019 e 2024. Metodologia: Pesquisa descritiva, exploratória de campo, com caráter quantitativo, por meio de coleta de registros em banco de dados. A análise dos dados foi realizada no softwareJamovi, versão 2.3 (The Jamovi Project, 2022). Foram analisados o total de 2.730 óbitos por sepse. Resultados: No que se refere às causas básicas de óbito, embora quase metade tenha sido atribuída a outras causas (49,3%), destacaram-se infecção por coronavírus de localização não especificada (10,7%), pneumonia não especificada (6,7%), doença pulmonar obstrutiva crônica associada à infecção respiratória aguda (4,1%), infecção do trato urinário não especificada (3,9%) e septicemia não especificada (3,8%). Discussão: A causa básica de morte corresponde à doença ou lesão que desencadeou uma cadeia de eventos resultando no óbito, sendo dado essencial para o planejamento de estratégias de prevenção e promoção em saúde pública. Quando a sepse é indicada como essa causa, perde-se a precisão quanto à origem e ao detalhamento do diagnóstico, gerando registros com pouca utilidade prática (op cit., 2022). Estudos desenvolvidos por Santos et al. (2023) demonstram convergência em relação a dados revelados na presente pesquisa, uma vez que demonstrou alta taxa de morbimortalidade por coronavírus. Esse cenário pode ser atribuído às dificuldades de acesso à vacinação contra a Covid-19, durante a pandemia no país, fator que contribuiu para sobrecarga dos serviços de saúde e agravos do quadro clínico de pacientes acometidos pela patologia. Além disso, a doença esteve frequentemente associada à necessidade de ventilação mecânica em Unidades de Terapia Intensiva, condição oportunista para novos agentes patológicos. Os achados de Taques et al. (2023) apresentam consonância com dados desta pesquisa, os quais revelaram que mais da metade dos pacientes diagnosticados com sepse, estavam com doença respiratória aguda não relacionada à assistência à saúde e ao uso de dispositivos invasivos. Em relação às infecções de trato urinário, a pesquisa de Sekine et al. (2021) revelou que, aproximadamente, um terço dos casos de sepse e choque séptico evolui de uma ITU, o que constitui uma causa significativa de óbito que não deve ser negligenciado, dado que vai de encontro com estatísticas encontradas no presente estudo. Esse índice pode ser justificado pelo uso prolongado de dispositivos invasivos para cateterismo vesical. No Brasil, a sepse apresenta elevada incidência e mortalidade, cenário agravado pelo crescimento populacional, maior expectativa de vida e consequente aumento de pacientes com doenças crônicas e imunossupressão. Estima-se a ocorrência anual de aproximadamente 400 mil casos de sepse em adultos, sendo que cerca de 240 mil evoluem para óbito, o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 60% (Santos et al., 2024). Conclusão: A análise realizada evidencia que a sepse permanece como importante problema de saúde pública, marcado por altas taxas de morbimortalidade e forte impacto sobre os sistemas de saúde. Neste sentido, os resultados obtidos contribuem para subsidiar estratégias de vigilância epidemiológica, aperfeiçoamento da assistência e do planejamento de políticas públicas voltadas à redução da mortalidade por sepse, no Paraná e Brasil. |
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| Referências: ALMEIDA, N. R. C. et al. Análise de tendência de mortalidade por sepse no Brasil e por regiões de 2010 a 2019. Revista de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 56, p. 25, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2022056003789. Acesso em: 5 set. 2025. SANTOS, J. V. et al. Análise Epidemiológica e tendências de mortalidade por sepse no Brasil de 2018 a 2022. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S.l.], v. 6, n. 8, p. 5148–5161, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p5148-5161. Acesso em: 6 set. 2025. SANTOS, T. A. et al. Sepse e COVID-19: desfechos em adultos jovens em terapia intensiva. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 76, p. e20230037, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2023-0037pt. Acesso em: 6 set. 2025. SEKINE, Y. et al. Presepsin as a predictor of septic shock in patients with urinary tract infection. BMC Urology, EUA, v. 21, n. 1, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12894-021-00906-4. Acesso em: 6 set. 2025. RAMIRES, F. A. et al. Acurácia dos indicadores de mortalidade devido a sepse dos óbitos ocorridos no Distrito Federal. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, [S.l.], v. 13, n. 1, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.17058/reci.v13i1.17621. Acesso em: 5 set. 2025. TAQUES, T. I. et al. Fatores associados à sepse e condições preditoras de óbito para pessoa idosa com doenças respiratórias. Revista de Enfermagem da UFSM, Santa Maria, v. 13, p. e55–e55, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.5902/2179769285283. Acesso em: 6 set. 2025. |
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