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| ULTRASSONOGRAFIA POINT-OF-CARE (POCUS) NO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA: IMPACTO DIAGNÓSTICO E PROTOCOLOS ESTRUTURADOS | |
| 1BEATRIZ NABAS VICENTE, 2RENAN ANDRADE FRASQUETTI, 3ANNA LUIZA ROGERIO ALMEIDA, 4ANA KAROLINE NEGRE FREGOLENTE, 5VITÓRIA GISELLE CASAGRANDE, 6REINALDO HIGASHI YOSHII | |
| 1Acadêmica do PEX LAUE/UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O Point-of-Care Ultrasound (POCUS) é uma técnica de ultrassom utilizada no local de atendimento de forma portátil, prática e rápida. Dessa forma, se torna importante nos atendimentos de urgência e emergência visto que tem como objetivo aprimorar os diagnósticos com menor tempo e maior segurança, sendo complementar ao exame físico e como guia em procedimentos invasivos (Pinto et al., 2025). No entanto, apesar dos benefícios evidentes, a implementação da POCUS enfrenta desafios, incluindo a necessidade de treinamento adequado e a padronização dos protocolos de uso (Júnior et al., 2024). Objetivo: Apresentar a importância, as principais indicações e protocolos do Point-of-Care Ultrasound (POCUS) no contexto de urgência e emergência, destacando seus benefícios clínicos, impacto nos desfechos dos pacientes e a necessidade de treinamento adequado para sua utilização segura e eficaz. Desenvolvimento: Realizada à beira do leito e por profissionais treinados, o POCUS permite uma avaliação imediata de múltiplos sistemas, guiando o raciocínio clínico de forma objetiva e auxiliando na tomada de decisão com base em achados anatômicos e funcionais em tempo real (Raquel et al., 2025). Nesse sentido, suas principais indicações incluem: pesquisa de líquido livre intra-abdominal entre o fígado e o rim direito (espaço hepatorrenal ou de Morrison), entre o baço e o rim esquerdo (espaço esplenorrenal ou de Köller) e pelve (fundo de saco de Douglas); trauma, gravidez ectópica rota, doenças gastrointestinais ou infecciosas; pesquisa de líquido pericárdico e avaliação da função cardíaca; pesquisa de derrame pleural, avaliação de doenças pleurais que podem refletir em alterações do parênquima pulmonar, pesquisa de atelectasia, consolidação e espessamento intersticial; excluir a possibilidade de aneurisma de aorta, principalmente nos contextos de dor abdominal, protocolos de choque e, até mesmo, no screening (Luquetti et al., 2024). Para isso, existem protocolos estruturados que guiam o atendimento, sendo eles o Protocolo Blue, para avaliação da insuficiência respiratória aguda; Protocolo FALLS, que atua em função conjunta com o Protocolo BLUE para identificação e diferenciação dos tipos de choque; Protocolo CASA para identificação de causas reversíveis e prognóstico da parada cardiorrespiratória; Protocolo RUSH, essencial na identificação das causas reversíveis do choque e hipotensão arterial; Protocolo FAST e EFAST para avaliação de trauma com choque circulatório, sendo que o Protocolo EFAST constitui-se uma versão estendida do Protocolo FAST, em que ocorre avaliação além da parede abdominal e janelas cardíacas, incluindo assim a cavidade torácica; e, por fim, Protocolo SESAME, que deve ser usado em conjunto com outros protocolos como o BLUE e FALLS para avaliação de causas reversíveis da parada cardíaca (Filho et al., 2024). Além disso, segundo Galon, Ribeiro e Terassi (2025) o POCUS pode contribuir na emergência para apoiar procedimentos como punção venosa periférica, punção arterial, avaliação e/ou procedimentos vesicais e gastroenterais, verificação de posicionamento de tubo orotraqueal e a avaliação de pressão intracraniana. Sendo assim, de acordo com os estudos de Hung et al. (2025), foi possível observar que os pacientes submetidos aos protocolos do POCUS tiveram menor tempo de internação no pronto-socorro e no hospital, receberam alta ambulatorial com maior frequência, além de apresentar redução no número de tomografias computadorizadas realizadas, diminuição das internações em UTI e dos pacientes falecidos. No entanto, cabe ressaltar a desvantagem do POCUS de ser operador dependente, significando que o profissional para utilizar desta técnica precisa investir em treinamento e conhecimento sobre ultrassonografia (Pinto et al., 2025). Diante disso, é imprescindível que médicos emergencistas, intensivistas e clínicos estejam capacitados para o uso do POCUS, reconhecendo seus limites e explorando seu potencial como extensão do exame físico. O domínio dessa ferramenta pode significar a diferença entre uma conduta rápida e eficaz ou uma abordagem baseada em suposições, com consequências potencialmente fatais (Raquel et al., 2025). Conclusão: O POCUS representa uma ferramenta valiosa na prática médica de urgência e emergência, permitindo diagnósticos rápidos, seguros e baseados em evidências, além de guiar procedimentos invasivos com maior precisão. Sua aplicação contribui para redução do tempo de internação, menor necessidade de exames complementares mais complexos e melhor prognóstico dos pacientes. No entanto, por ser operador dependente, exige capacitação contínua e padronização de protocolos para garantir resultados confiáveis. Quando bem aplicado, o POCUS atua como verdadeira extensão do exame físico, auxiliando na tomada de decisões assertivas e potencialmente salvando vidas. |
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| Referências: FILHO, J. C. C. P. et al. Ultrassonografia point-of-care (POCUS): uma revisão de conceitos, protocolos e aplicações em disfunções cardiopulmonares. Brasília Med, 2024. GALON, E. C.; RIBEIRO, D. F. S.; TERASSI, M. A usabilidade do ultrassom à beira-leito na prática assistencial de enfermeiros em pacientes críticos. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 78, p. e20240296, 2025. HUNG, S. Y. et al. Ultrassom no local de atendimento em até uma hora associado ao fluxo e ao uso de recursos no pronto-socorro em casos de dor abdominal não traumática: um estudo observacional retrospectivo. Diagnostics, 2025. JÚNIOR, N. A. S. et al. Efetividade do Uso de Ultrassonografia Point-of-Care (POCUS) no Diagnóstico e Manejo de Pacientes com Trauma. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 9, p. 4218–4240, 2024. LUQUETTI, C. M. et al. Visão geral dos usos diagnósticos do ultrassom point of care (POCUS). Jornal de Pesquisa Médica e Biociências, v. 3, pág. 1273–1283, 2024. PINTO, S. N.; RENNÓ, D. S.; BAITELLO, A. L.; MASSARO, C. B. Ultrassom Point of Care no atendimento pré hospitalar. Studies In Health Sciences, v. 2, pág. e15241, 2025. RAQUEL, F. et al. UTILIZAÇÃO DA ULTRASSONOGRAFIA POINT-OF-CARE (POCUS) NA AVALIAÇÃO INICIAL DO PACIENTE COM CHOQUE INDIFERENCIADO NA SALA DE EMERGÊNCIA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 11, n. 4, p. 2691–2699, 2025. |
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