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| IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO NA REPRODUÇÃO DE VACAS LEITEIRAS – ESTUDO DE REVISÃO | |
| 1PATRICIA WYNNEK MESKIV, 2FABIO YOSHIO CAMARGO ONADA, 3FABRICIO FRANCISCO RIBEIRO DE SOUZA, 4GABRIEL ALMEIDA FEITOSA DA SILVA, 5GUILHERME CARNELOCCI DA SILVA, 6RANULFO PIAU JUNIOR | |
| 1Mestranda – Pós-graduação Ciência animal com ~Ênfase em Produtos Bioativos – UNIPAR 2Graduando do Curso de Medicina Veterinária da Unipar PIBIC/UNIPAR 3Graduando do Curso de Medicina Veterinária da Unipar – PIC/UNIPAR 4Graduando do Curso de Medicina Veterinária da Unipar – PIC/UNIPAR 5Graduando do Curso de Medicina Veterinária da Unipar – PIBIC/UNIPAR 6Docente, Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal com Ênfase em Bioativos, Universidade Paranaense (UNIPAR) |
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| Introdução: A pecuária leiteira tem um grande papel na produção de alimentos e também no desenvolvimento econômico de diversas regiões. Para ter uma eficiência na produção do rebanho leiteiro é importante que se tenha um equilíbrio entre nutrição, sanidade e reprodução (Martins et al., 2019). Diante disso, a alimentação das vacas tem uma grande importância, não somente no desempenho produtivo, mas também na reprodução dos animais (Caldas Neto, 2008). O desempenho reprodutivo está diretamente relacionado ao estado nutricional, considerando que desequilíbrios na dieta podem resultar em atrasos na puberdade, falhas na ciclicidade e também na redução das taxas de concepção (Cardoso, 2021). Objetivo: O presente estudo tem como objetivo revisar a importância da alimentação na reprodução de vacas leiteiras, destacando os principais impactos de deficiências nutricionais no ciclo reprodutivo e estratégias alimentares para melhores índices reprodutivos de vacas leiteiras. Desenvolvimento: A eficiência na reprodução de vacas leiteiras pode estar relacionada principalmente ao estado nutricional do animal, por isso é importante que se tenha um manejo nutricional adequado que atenda às exigências energéticas, proteicas, minerais e vitaminas do animal (Valentim et al., 2019). Nas vacas leiterias o balanço energético negativo (BEN), é comum no início da lactação, sendo um dos principais fatores que comprometem a fertilidade, pois durante este período o animal mobiliza as reservas corporais para suprir a alta demanda energética para a produção de leite, fazendo com que o animal tenha ciclos reprodutivos irregulares ou a anovulção (Caldas Neto, 2008). A deficiência energética pode alterar a fertilidade do animal, pois a energia é importante para a manutenção dos processos fisiológicos e também para a atividade hormonal relacionada à reprodução (Valentim et al., 2019). Quando há dietas com baixa densidade energética há o comprometimento do funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, causando à diminuição da produção de hormônios como o hormônio liberador de gonodatrofinas (GnRH) e o hormônio luteinizante (LH) que são essenciais para a ovulação (Cardoso, 2021). Fornecer carboidratos de alta digestibilidade e o uso de lipídeos na dieta é considerada uma boa estratégia para aumentar a densidade energética e melhorar a função reprodutiva (Cardoso, 2021). A deficiência ou o excesso de proteína também é capaz de interferir negativamente na fertilidade (De Sousa Ferreira et al., 2023). Os altos níveis de proteína degradável no rúmen aumentam a concentração de ureia no sangue, podendo alterar o ambiente uterino e comprometendo a viabilidade embrionária (Gomes et al., 2009). Entretanto, a proteína é essencial para a síntese hormonal e o desenvolvimento folicular, tornando essencial o equilíbrio entre a proteína degradável e não degradável (Caldas Neto, 2008). Os micronutrientes essenciais desempenham um papel importante na reprodução, como os minerais fósforo, zinco, selênio, vitamina E e manganês. O fósforo que está relacionado ao metabolismo e energético e à regulação hormonal (De Sousa Ferreira et al., 2023). A deficiência selênio e vitamina E podem causar quadros de retenção de placenta e infecções uterinas, impactando negativamente no retorno do ciclo estral pós-parto (Marcos; Mayara, 2020). Para um equilíbrio entre produção e reprodução é essencial adotar estratégias nutricionais (Gomes et al., 2009). O monitoramento do escore de condição corporal (ECC), no pré e pós-parto, possibilita ajustes na dieta que favorecem ao retorno da ciclicidade (Franco, 2015) e também o uso de aditivos nutricionais, como antioxidantes e leveduras, podem auxiliar na melhoria do ambiente ruminal e na redução do estresse oxidativo, promovendo o bom funcionamento do sistema reprodutivo (Vendramini, 2015). Conclusão: A alimentação tem influência no desempenho reprodutivo das vacas. O manejo nutricional adequado, considerando cada fase produtiva dos animais, é essencial para garantir uma boa fertilidade no rebanho, consequentemente, a sustentabilidade econômica da atividade leiteira. |
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| Referências: CALDAS NETO, S. F. et al. Proteína degradável no rúmen na dieta de bovinos: digestibilidades total e parcial dos nutrientes e parâmetros ruminais. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 37, n. 6, p. 1094-1102, 2008. DOI: 10.1590/s1516-35982008000600021. CARDOSO, F. Manejo nutricional pré e pós-parto para otimizar a fertilidade em vacas leiteiras. In: CARDOSO, F. A vaca leiteira do século 21: lições de metabolismo e nutrição. Porto Alegre: UFRGS, 2021. E-book. Disponível em: https://www.ufrgs.br. Acesso em: 25 ago. 2025. COSMO, B. M. N.; GALERIANI, T. M. Minerais na alimentação animal. Revista Agronomia Brasileira, [S. l.], v. 4, n. 1, 2020. DOI: 10.29372/rab202011. FRANCO, F. F. Escore de condição corporal e desempenho reprodutivo de vacas leiteiras mestiças lactantes. 2015. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2015. Disponível em: https://www.ufu.br. Acesso em: 25 ago. 2025. GOMES, N.; NEVES, M.; MICHELINI, R. Nutrição e reprodução em vacas leiteiras. Revista Brasileira de Reprodução Animal, Belo Horizonte, n. 6, p. 118-124, 2009. Disponível em: https://www.cbra.org.br. Acesso em: 26 ago. 2025. MARTINS, A. S. et al. Desafios e avanços da cadeia produtiva do leite. [S. l.]: Editora UEPG, 2019. E-book. ISBN 978-85-7798-252-3. DOI: 10.5212/7798-252-3. SOUSA FERREIRA, J. M. de et al. Vitaminas e minerais na nutrição de bovinos. Revista Colombiana de Ciencia Animal, [S. l.], v. 15, n. 2, p. e969, jul. 2023. DOI: 10.24188/recia.v15.n2.2023.969. VALENTIM, J. K. et al. Fatores nutricionais aplicados à reprodução de ruminantes. Uniciências, Londrina, v. 23, n. 2, p. 77-82, dez. 2019. DOI: 10.17921/1415-5141.2019v23n2p77-82. VENDRAMINI, T. H. A. Avaliação de aditivos na alimentação de vacas leiteiras. 2015. 81 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2015. Disponível em: https://www.usp.br. Acesso em: 26 ago. 2025. |
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