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| SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E HIPERVITAMINOSE: REVISÃO SOBRE RISCOS À SAÚDE E ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL | |
| 1LAURA RICARDA EBELING LAUTERT , 2MAISA STEFFANI ADAMCZUK, 3KAUANA EDUARDA DE SOUZA ALVES, 4ROBERTA SOELEN SCHMIDT, 5LUIZ HENRIQUE DIAS DE OLIVEIRA | |
| 1Acadêmica do curso de Farmácia da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: Segundo Caserta e Piloto (2016) indivíduos recorrem ao consumo de vitaminas e polivitamínicos, cujo uso tem se tornado mais frequente devido a facilidade para serem adquiridos. Esse cenário evidencia a importância de compreender os riscos da suplementação indiscriminada e o papel dos profissionais de saúde na orientação adequada. Objetivo: O objetivo deste trabalho é analisar os riscos do consumo excessivo de vitaminas, destacando a hipervitaminose e a importância do acompanhamento profissional e da prescrição responsável para prevenir efeitos adversos à saúde. Desenvolvimento: As vitaminas constituem substâncias orgânicas indispensáveis ao funcionamento adequado do organismo, atuando como cofatores e ativadores de coenzimas. Reconhece-se que o ser humano necessita de pelo menos doze tipos distintos dessas vitaminas (Weirich et al., 2023). Entretanto, quando consumidas em excesso, podem causar sérios danos à saúde. Atualmente, a ingestão de suplementos vitamínicos tornou-se um método facilmente disponível para restabelecer deficiências, além de ser propagada pela mídia e fabricantes (Araújo; Mendes; Guedes, 2022). Segundo Caserta e Piloto (2016), a falta de informações sobre automedicação, a venda livre de polivitamínicos e a prescrição de vitaminas sem diagnóstico adequado contribuem para o consumo excessivo, podendo ocasionar a hipervitaminose. As hipervitaminoses podem ocorrer com qualquer vitamina, embora sejam mais frequentemente observadas com vitaminas lipossolúveis devido à sua capacidade de serem armazenadas no tecido adiposo e no fígado (Andrès et al., 2024). Nesses casos, os sintomas iniciais podem surgir nas mucosas e, com a progressão, incluem descamação cutânea, queda de cabelo, fragilidade das unhas, náuseas e vômitos (Rodrigues et al., 2022). A hipervitaminose A é uma condição rara, geralmente decorrente do consumo excessivo de suplementos ou alimentos ricos em vitamina A sem orientação médica. A forma pré-formada, presente em produtos de origem animal como fígado, peixes, ovos e derivados, é facilmente absorvida e armazenada no fígado, o que aumenta o risco de toxicidade quando ingerida em excesso (Olson; Ameer; Goyal, 2025). Já a vitamina D, embora essencial para a saúde, pode causar sérios riscos quando consumida em excesso. A intoxicação está principalmente associada à hipercalcemia, podendo levar a complicações gastrointestinais, cardiovasculares, renais e até neuropsiquiátricas (Lim; Thadhani, 2020). A hipervitaminose de vitamina K é rara e ocorre apenas com a forma sintética, conhecida como vitamina K3 (Weirich et al., 2023). A vitamina K exerce papel essencial na síntese dos fatores de coagulação, sendo indispensável para a manutenção da hemostasia. Além disso, alimentos ricos em vitamina K, como vegetais verdes e alguns tipos de chá, precisam ser consumidos com moderação pois influenciam o equilíbrio da coagulação (Resende, 2024). Doses elevadas podem interferir na ação da vitamina K, aumentando o risco de hemorragias, e afetar a função imunológica. Além disso, estudos sugerem que excesso de vitamina E pode estar associado a maior risco de câncer de próstata, reforçando a importância de orientação médica antes da suplementação (Weirich et al., 2023). A vitamina E é essencial como antioxidante, mas o consumo excessivo pode causar fraqueza muscular, problemas digestivos e reprodutivos (Weirich et al., 2023). As vitaminas hidrossolúveis não permanecem no organismo por longos períodos, exigindo ingestão regular pela dieta, sempre em sua forma ativa. São absorvidas em quantidades reduzidas e eliminadas rapidamente, sobretudo pelos rins, com exceção da vitamina B12, que sai pela bile e fezes. A toxicidade é rara e a instabilidade ao calor provoca perdas expressivas durante o cozimento ou processamento dos alimentos (Santos, 2022). Portanto, os médicos e os farmacêuticos têm papel primordial nesta situação, pois frequentemente os pacientes desconhecem seu estado nutricional e são induzidos ao uso incorreto de polivitamínicos (Caserta; Piloto, 2016). Além disso, é necessário o acompanhamento regular do estado de saúde, a adoção de práticas de prescrição responsáveis por parte dos profissionais, a comunicação clara entre os cuidadores e a intervenção rápida diante de sinais de possível toxicidade (Andrès et al., 2024). Conclusão: Em síntese, embora as vitaminas sejam essenciais para o funcionamento adequado do organismo, seu consumo excessivo, principalmente das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K, pode causar efeitos adversos significativos, incluindo hipervitaminoses. Esses excessos causam sintomas variados: alterações cutâneas, fraqueza muscular, problemas digestivos e reprodutivos, complicações ósseas, cardiovasculares e hepáticas. Já as vitaminas hidrossolúveis apresentam menor risco de toxicidade, mas exigem ingestão regular para evitar deficiências. Dessa forma, a orientação e o acompanhamento por profissionais de saúde, como médicos e farmacêuticos, são essenciais para garantir a prescrição responsável, prevenir efeitos adversos e promover o uso seguro e eficaz de suplementos vitamínicos. |
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| Referências: ANDRÈS, Emmanuel; LORENZO-VILLALBA, Noel; TERRADE, Jean-Edouard; MÉNDEZ-BAILON, Manuel. Fat-soluble vitamins A, D, E, and K: review of the literature and points of interest for the clinician. Journal of Clinical Medicine, Basel, v. 13, n. 13, p. 3641, 21 jun. 2024. ʻ ARAÚJO, Nilton Nikolas Leite de; MENDES, Gabriel Santos; GUEDES, João Paulo de Melo. Risco de hipervitaminose na população idosa e o papel do farmacêutico. Research, Society and Development, v. 11, n. 14, 2022. CASERTA, Lucas; PILOTO, Juliana Antunes da Rocha. Consumo excessivo de produtos vitamínicos: uma revisão. Revista UNINGÁ, Maringá, v. 47, p. 84-88, jan./mar. 2016. LIM, K.; THADHANI, R. Vitamin D Toxicity. Brazilian Journal of Nephrology, v. 42, n. 2, p. 238–244, abr. 2020. OLSON, Jazmine M.; AMEER, Muhammad Atif; GOYAL, Amandeep. Toxicidade da Vitamina A. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; jan. 2025. RESENDE, Marta Salvaterra do Couto Martins. Vitaminas lipossolúveis na saúde. 2024. Trabalho de Conclusão de Mestrado Integrado, Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2024. RODRIGUES, Camilly Julia de Souza; GOMES, Beatriz de Araujo; OLIVEIRA, Danilo Fernando de; SILVA, Gabriela Pompermaier da. Efeitos da automedicação de analgésicos e polivitamínicos: sua ocorrência entre jovens e adultos. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Farmácia) – ETEC de Mauá, Mauá, 2022. SANTOS, Carlota Lourenço Silva. Suplementação alimentar em vitaminas hidrossolúveis. 2022. 68 f. Trabalho Final de Mestrado (Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas) – Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2022. WEIRICH, Lais Canevese; PETRI, Alaiane Cristina; OMAIRI, Jordana; POLETTO, Laura; NOBRE, Leandra Ferreira Marques. Consumo de suplementos vitamínicos sem prescrição médica por estudantes de medicina em um centro universitário de Cascavel/PR: prevalência e possíveis riscos à saúde. Revista Thêma et Scientia, Cascavel, v. 13, n. 1E, p. 121-141, jan./jun. 2023. Edição Especial Medicina. |
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