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| RELEVÂNCIA DO HEMOGRAMA NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DA ESCLEROSE SISTÊMICA | |
| 1SOFIA MENEGOTTO, 2MARIA CLARA MAGAN FRANZOI, 3REBECA DE DEUS MARANGONI, 4LARISSA DA COSTA FORNASA, 5ELIZABETI DE MATOS MASSAMBANI | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente de Pós-graduação/Farmacêutica-Bioquímica |
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| Introdução: Segundo CHIKHOUN et al. (2022) e BELOCCHI et al. (2023) a esclerose sistêmica (SSc) é uma doença rara do tecido conjuntivo, heterogênea e com alta taxa de mortalidade. Caracterizada principalmente por vasculopatia, ativação do sistema imunológico e fibrose, que pode afetar potencialmente qualquer órgão. Os pacientes podem apresentar diferentes manifestações clínicas, juntamente com diferentes subconjuntos clínicos da doença. A identificação de biomarcadores (como níveis de proteínas, genes, células) novos e facilmente mensuráveis podem diagnosticar precocemente e prever a evolução da SSc, e é um fator-chave no manejo dos pacientes, que pode ajudar os médicos a diagnosticar e gerenciar a esclerose sistêmica. É fato que o hemograma completo é rotineiramente avaliado na SSc, bem como a utilidade diagnóstica de índices inflamatórios específicos derivados de células, ou seja, relação neutrófilo-linfócito (RNL), relação plaquetária-linfócito (RPL) e relação monócito-linfócito (RML) (ZINELLU, MANGONI, 2023). No entanto, segundo BERNSTEIN et al. (2024), a identificação de biomarcadores a fim de prever a progressão da SSc é uma necessidade significativamente importante e ainda negligenciada. Objetivo: Revisar a literatura científica disponível nas bases de dados PubMed, Google Acadêmico e ResearchGate desde o ano de 2021, utilizando como termos “Esclerose Sistêmica e diagnóstico precoce” e “Hemograma na Esclerose Sistêmica”, a fim de entender os mecanismos disponíveis para o diagnóstico precoce dos portadores da SSc segundo o hemograma. Desenvolvimento: De acordo com WAREING et al. (2022) a maior contagem de neutrófilos no sangue e a RNL (que são rotineiramente avaliados como parte de um hemograma completo) preveem o curso de uma doença mais grave e com aumento da mortalidade, o que indica que estudos laboratoriais facilmente obtidos podem ser reflexo dos processos imunológicos patológicos na SSc. Além disso, estudos hipotetizaram que a RNL e a RLP (Reação Leucemóide Paraneoplásica) foram significativamente maiores em pacientes com SSc. Notavelmente, uma contagem maior de neutrófilos também previu uma maior mortalidade, bem como há aumento da contagem de plaquetas, particularmente naqueles com inflamação crônica concomitante (ZINELLU; MANGONI, 2023). Os custos quase insignificantes associados à determinação da RNL e outros fatores pelo hemograma tornam seu uso rotineiro e particularmente atraente em um grupo de pacientes que enfrenta desafios significativos, incluindo a falta de medidas robustas de atividade da SSc e a história natural frequentemente flutuante da doença. Ademais, consoante à BELOCCHI et al. (2023), o estudo de moléculas que caracterizam a progressão da SSc pode ser relevante na obtenção de insights sobre a patogênese da doença e interceptar pacientes em estágio muito inicial e muito precocemente, e ainda de acordo com este mesmo autor, o estudo da SSc em sua fase pré-clínica é altamente relevante para compreender as alterações fisiopatológicas que sustentam o desenvolvimento em uma doença fibrótica clinicamente evidente e, consequentemente, para descobrir potenciais vias de intervenção precoce. No entanto, este esforço raramente tem sido realizado e principalmente em estudos transversais. Além disso, consoante à WAREING et al. (2022), a maior contagem de neutrófilos e relação neutrófilo-linfócito prevêem aumento da mortalidade a longo prazo na esclerose sistêmica. Conclusão: Conclui-se que o hemograma é um exame acessível, de uso corriqueiro e de fácil acesso que detecta as alterações dos componentes celulares do sangue e que possui grande relevância na identificação precoce da SSc. |
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| Referências: BELLOCCHI, C. et al. Proteomic aptamer analysis reveals serum markers that characterize preclinical systemic sclerosis (SSc) patients at risk for progression toward definite SSc. Arthritis Research & Therapy, v. 25, art. 15, 2023. Disponível em: https://arthritis-research.biomedcentral.com. Acesso em: 4 set. 2025. BERNSTEIN, E.J. et al. Baseline absolute monocyte count predicts lung function decline among patients with systemic sclerosis-associated interstitial lung disease: A post hoc analysis from the focuSSced trial. Semin Arthritis Rheum. 2024 Apr;65:152376. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.semarthrit.2024.152376 Acesso em: 14 Janeiro 2024. CHIKHOUNE, L. et al. Association between routine laboratory parameters and the severity and progression of systemic sclerosis. Journal of Clinical Medicine, v. 11, n. 17, p. 5087, 2022 Disponível em: https://www.mdpi.com. Acesso em: 4 set. 2025. KERET, S. et al. Neutrophil-to-lymphocyte ratio as a biomarker for clinical response after autologous haematopoietic stem cell transplantation in systemic sclerosis. Rheumatology (Oxford), 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39485492/. Acesso em: 4 set. 2025. WAREING, N. et al. Blood neutrophil count and neutrophil-to-lymphocyte ratio for prediction of disease progression and mortality in two independent systemic sclerosis cohorts. Arthritis Care & Research (Hoboken), v. 75, n. 3, p. 648-656, 2023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35287250/. Acesso em: 4 set. 2025. ZINELLU, Angelo; MANGONI, Arduino A. The association between the neutrophil-to-lymphocyte ratio, platelet-to-lymphocyte ratio, and monocyte-to-lymphocyte ratio and systemic sclerosis and its complications: a systematic review and meta-analysis. Frontiers in Immunology, 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38799443/. Acesso em: 24 set. 2025. |
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