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| CUIDADOS PALIATIVOS NA DOENÇA DE ALZHEIMER: ABORDAGENS TERAPÊUTICAS ÉTICAS NOS ESTÁGIOS INICIAL E AVANÇADO | |
| 1SOFIA MENEGOTTO, 2ROSILEY BERTON PACHECO, 3MATEUS ALBUQUERQUE CALDEIRA DA SILVA, 4FÁBIO RONQUI DE SOUZA JUNIOR, 5EMILY FREITAS TREVISAN, 6ELENIZA ADAMOWSKI | |
| 1Acadêmica do curso de Medicina da UNIPAR 2Docente da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente Dra. do curso de Medicina da UNICESUMAR |
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| Introdução: Segundo Sola-Smith et al., (2024) os cuidados paliativos – também denominados cuidados de fim de vida – visam promover qualidade de vida a indivíduos com doenças graves , bem como oferecer suporte a seus familiares e cuidadores. O acesso precoce a essa abordagem contribui não apenas para o manejo de sintomas, mas também para o enfrentamento da doença pelo paciente e seus familiares (MALHI; MCELVEEN; OʼDONNELL, 2021). Além disso, a literatura carece de definições claras sobre o momento ideal para iniciar os cuidados paliativos, bem como sobre quais intervenções devem ser adotadas precocemente para garantir alívio sintomático (WALSH et al., 2021). Objetivo: Revisar a literatura científica disponível nas bases de dados PubMed, Google Acadêmico e ResearchGate, utilizando como termos “Palliative care in dementia” e “Palliative care in Alzheimerʻs disease”, a fim de entender os mecanismos disponíveis para melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença de Alzheimer. Desenvolvimento: De acordo com Walsh et al., (2021) a Doença de Alzheimer caracteriza-se por declínio progressivo das funções cognitivas, comprometendo a autonomia e funcionalidade do indivíduo. Os cuidados paliativos devem ser abrangentes e personalizados, englobando manejo de sintomas físicos (dor, dispneia, agitação) e suporte emocional e social ao paciente e à sua rede de apoio. A comunicação efetiva entre equipe de saúde, paciente e familiares, e o envolvimento dos cuidadores nas decisões, são essenciais para um cuidado de qualidade (WEISBROD; 2022). Com a progressão da doença, decisões críticas passam a ser tomadas por familiares e profissionais, exigindo preparo ético e comunicacional da equipe. O planejamento desse tratamento deve ser iniciado precocemente, enquanto o paciente ainda possui capacidade decisória, isso inclui a elaboração de directivas antecipadas e o desígnio de um representante legal, que demonstram ser passos fundamentais para assegurar o respeito à vontade do paciente (EISENMANN et al., 2020). É notório que o envolvimento precoce do cuidado paliativo está associado a melhores desfechos, como menor uso de intervenções invasivas, melhor manejo de sintomas, menos hospitalizações, menos gastos e maior qualidade de vida para pacientes e cuidadores. O suporte contínuo ao cuidador também é essencial, dada a trajetória longa e emocionalmente desgastante da doença (MALHI; MCELVEEN; OʼDONNELL, 2021). Apesar da valorização crescente dos cuidados paliativos na demência, principalmente em estágios iniciais, acordando com Walsh et al., (2021), ainda faltam evidências robustas quanto à sua efetividade em fases avançadas. Revisões recentes apontam que as evidências atuais são insuficientes para determinar precisamente os benefícios nessa fase. Nesse contexto, as equipes de cuidados paliativos têm papel central: educar pacientes e famílias sobre a trajetória esperada, orientar quanto às complicações possíveis e promover decisões informadas e alinhadas aos valores do paciente. Pensar e agir antecipadamente é essencial para garantir cuidado ético, humanizado e ajustado à complexidade da Doença de Alzheimer (EISENMANN et al., 2020). Conclusão: Conclui-se, portanto, que os cuidados paliativos são fundamentais no enfrentamento da Doença de Alzheimer, promovendo qualidade de vida ao doente e suporte integral aos familiares e cuidadores. Intervenções precoces demonstraram benefícios relevantes, sobretudo no controle de sintomas e alívio do sofrimento. Contudo, persiste a escassez de evidências sobre sua aplicação em estágios avançados e iniciais. Tal lacuna reforça a necessidade de novos estudos. Ainda assim, a importância dessa abordagem no contexto da é inegável e seu fortalecimento contribui para uma assistência mais humana, ética e eficaz. |
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| Referências: EISENMANN, Y. et al. Palliative care in advanced dementia. Frontiers in Psychiatry, v. 11, p. 699, 2020. MALHI, R.; MCELVEEN, J.; OʼDONNELL, L. Palliative care of the patient with dementia. Delaware Journal of Public Health, v. 7, n. 4, p. 92–98, 27 set. 2021. SOLA-SMITH, K. et al. Palliative care in early dementia. Journal of Pain and Symptom Management, v. 68, n. 3, p. e206-e227, set. 2024. WALSH, S. C. et al. Palliative care interventions in advanced dementia. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 2021, n. 9, 28 set. 2021. WEISBROD, N. Primary palliative care in dementia. Neurotherapeutics, v. 19, n. 1, p. 143-151, jan. 2022. |
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