ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA APLICAÇÃO DO PROTOCOLO XABCDE NA ASSISTÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR  
1GABRIELA DUTRA RODRIGUES, 2MATHEUS VIEIRA, 3BEATRIZ ZAGO LUPEPSA
1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: Pacientes com múltiplos traumas representam casos complexos e de alto risco em serviços de emergência, devido à gravidade e diversidade das lesões. Para esses atendimentos, protocolos de ação rápida são fundamentais, pois orientam a conduta, padronizam a assistência e aumentam as chances de sobrevivência (Costa et al., 2024). O protocolo XABCDE, voltado à avaliação sistemática do trauma, prioriza o controle de hemorragias exsanguinantes, vias aéreas, ventilação, circulação, avaliação neurológica e exposição do paciente. Sua aplicação mostra-se essencial na triagem e no manejo inicial, reduzindo a mortalidade e melhorando os desfechos clínicos (Macedo et al., 2025). No pré-hospitalar, o enfermeiro desempenha papel central na utilização desse protocolo, com foco na identificação precoce de riscos, estabilização clínica e apoio ao diagnóstico ágil em situações de urgência (Galiano et al., 2025).
Objetivo: Analisar a atuação do enfermeiro na aplicação do protocolo XABCDE no atendimento pré-hospitalar para a rápida estabilização do paciente em situações de urgência e emergência a partir de evidências científicas nas principais literaturas e bases de dados.
Desenvolvimento: O atendimento pré-hospitalar requer agilidade e exatidão, pois o tempo de resposta pode ser crucial para a sobrevivência da vítima. Nesse contexto, o protocolo XABCDE se destaca como uma ferramenta fundamental para a avaliação e intervenção sistemática em casos de trauma. Ele possui seis etapas fundamentais para a prática no atendimento pré-hospitalar, cada passo tem sua linha de observação, no X é observado se há presença de hemorragia exsanguinante, no A, avalia-se as vias aéreas, o B é para a observação da respiração e ventilação, o C confere as a circulação sanguínea, o D identifica o estado neurológico e na letra E, realiza-se a exposição do paciente a fim de identificar lesões ocultas. Na enfermagem, os serviços de urgência e emergência são ocupados diariamente por profissionais que buscam atuar diretamente na preservação da vida, nas situações enfrentadas em unidades móveis de resgate e nas intercorrências que influenciam o estado clínico desses pacientes. A relevância da utilização de protocolos como guia central das ações da equipe como o XABCDE se mostra uma ferramenta perspicaz nos atendimentos de urgência e emergência, cabendo ao enfermeiro assegurar sua aplicação correta e eficiente. Como membro da equipe de atendimento de urgência e emergência, o enfermeiro tem um papel essencial na implementação deste protocolo, combinando conhecimento técnico-científico com uma tomada de decisão ágil e confiável. Entre suas responsabilidades mais importantes estão: a identificação precoce de riscos, o manejo adequado das vias aéreas, o monitoramento hemodinâmico, a realização de intervenções imediatas para estabilização clínica e a comunicação efetiva com a equipe multiprofissional. Os protocolos de resposta rápida são cruciais para a triagem e manejo inicial de pacientes politraumatizados, contribuindo para a redução da mortalidade e melhora dos desfechos clínicos. Protocolos como o ABCDE e ATLS oferecem diretrizes eficazes, enquanto o PHTLS com a introdução do "X" prioriza o controle de hemorragias graves. COSTA et al., 2024. A supervisão de enfermagem deve ser conduzida como um processo dinâmico, pautado na análise situacional, implementação de intervenções e reavaliação contínua dos resultados, possibilitando ajustes sempre que necessário (GALIANO et al., 2025). Ademais, a implementação de protocolos de atendimento baseados em evidências configura-se como um avanço significativo no manejo de pacientes politraumatizados. Entretanto, esses protocolos precisam ser flexíveis e adaptáveis às necessidades individuais, considerando as variabilidades das lesões e respostas fisiológicas. Nesse sentido, estudos demonstram que a personalização do tratamento, fundamentada em uma abordagem holística e multiprofissional, contribui para melhores desfechos clínicos (MACEDO et al., 2025).
Conclusão: Conclui-se que a revisão da literatura evidencia que a aplicação do protocolo XABCDE no atendimento pré-hospitalar contribui para a rápida identificação de riscos, priorização das condutas e estabilização inicial do paciente politraumatizado. Os estudos analisados apontam que a atuação do enfermeiro nesse contexto está diretamente associada à melhoria da qualidade assistencial e ao aumento da sobrevida, destacando a importância do domínio técnico-científico para a eficácia do protocolo.
Referências:
NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS. PHTLS: Suporte de via pré-hospitalar em trauma. 10. ed. Burlington: Jones e Bartlett Learning, 2025. p. 200–211. Disponível em: https://shalomtreinamentos.com.br/wp-content/uploads/2024/04/PHTLS-10-edicao.pdf.  Acesso em: 15 de setembro de 2025.
COSTA M. E. M. et al., Uso de protocolos de resposta rápida no atendimento de politraumatizados: uma revisão literária. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 9, 2024. p. 237–253. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p237-253.
GALIANO C. et al., Supervisão de enfermagem no serviço de atendimento pré-hospitalar móvel. Rev. Esc Enferm Usp. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0238en.
MACEDO L. S. et al., Protocolos e abordagens no atendimento ao politrauma: avanços e desafios no manejo de pacientes em estado crítico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. v. 7, n. 2, 2025. p 1283-1293. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1283-1293.