RELATO DE EXPERIÊNCIA: PRÁTICA DE PUERICULTURA EM CRIANÇAS DE 2 E 10 MESES EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE CASCAVEL-PR

 
1RAYANE FÁTIMA CALHEIRO, 2CLAUDIA APARECIDA RIBEIRO CARLIN, 3KAROLAINE DOS SANTOS HONORIO, 4PATRICIA CORREA, 5EDINA MARIA DA SILVA ZILLES, 6DAISY CRISTINA RODRIGUES
11Afiliação acadêmica de graduação em enfermagem, Universidade Paranaense - UNIPAR – cascavel – PR;
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
5Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O presente trabalho tem como foco as práticas de puericultura desenvolvidas em uma Unidade de Saúde da Família no município de Cascavel-PR, no dia 12 de junho de 2025. A atividade foi realizada no âmbito de um projeto de extensão da Universidade Paranaense (UNIPAR) – Campus Cascavel. Participaram da prática sete acadêmicas do curso de Enfermagem, sob a supervisão de uma enfermeira preceptora, acompanhando o atendimento de cinco crianças. A puericultura constitui uma especialidade que busca o acompanhamento integral do crescimento e desenvolvimento infantil, priorizando a prevenção de doenças e a promoção da saúde das crianças. 
Objetivo: Relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem na realização da prática de puericultura em crianças de 2 e 10 meses de idade, em uma unidade de saúde da família no município de Cascavel-PR.
Desenvolvimento: De acordo com Ribeiro, Carvalho e Carvalho (2023), a puericultura, proposta no âmbito da Atenção Primária à Saúde, surgiu da necessidade de proteção ao desenvolvimento e crescimento infantil. Distúrbios ou agravos adquiridos durante a infância podem repercutir negativamente ao longo de toda a vida da criança, sendo a puericultura uma estratégia eficaz de prevenção, capaz de promover qualidade de vida. Durante a prática, foi possível observar a individualização do cuidado, mesmo em crianças de idades semelhantes. As atividades contemplaram a avaliação física, incluindo anamnese detalhada, exame físico cefalocaudal, mensuração da estatura, peso, perímetro cefálico, torácico e abdominal, além do cálculo do índice de massa corporal (IMC). Paralelamente, procedeu-se à avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, por meio da verificação de reflexos subcorticais pertinentes à idade e da análise dos marcos do desenvolvimento. Os resultados foram registrados em gráficos e tabelas da Caderneta de Saúde da Criança. Conforme Rocha et al. (2024), o uso de parâmetros confiáveis permite verificar se a criança apresenta o desenvolvimento esperado para sua faixa etária. Foram realizadas ainda orientações individualizadas e gerais, entre elas a importância da amamentação exclusiva sob livre demanda, a manutenção do esquema vacinal completo, cuidados com higiene e medidas preventivas para acidentes comuns na infância, como engasgos, queimaduras, afogamentos, quedas, sufocamentos e intoxicações. Segundo Almeida et al. (2023), em 2005 foram notificados 17.238 casos de intoxicação exógena em crianças de 0 a 5 anos no Brasil, sendo o ambiente domiciliar o mais propício a esses eventos, devido à permanência prolongada da criança nesse espaço e a fatores como cansaço ou distração, ainda que mínimos, dos responsáveis. O grupo enfrentou algumas dificuldades durante a realização da prática, como a ausculta cardiovascular e pulmonar, atribuídas tanto à exigência de sensibilidade auditiva para a ausculta infantil quanto à agitação, choro e estranhamento das crianças diante da presença de pessoas fora de seu convívio. Outro desafio foi a elaboração simultânea da evolução do atendimento durante a avaliação. A vivência possibilitou aprendizado significativo, fortalecendo a fixação de conteúdos trabalhados em sala de aula e promovendo maior segurança e aperfeiçoamento na realização dos cuidados relacionados ao crescimento e desenvolvimento infantil. A diversidade de atendimentos permitiu ao grupo compreender que, mesmo em faixas etárias semelhantes, nenhuma criança é equivalente à outra. 
Conclusão: A prática de puericultura em crianças de 2 e 10 meses representou um momento relevante para o crescimento profissional das acadêmicas, especialmente no que se refere à orientação de mães e responsáveis, ao esclarecimento de dúvidas e ao fortalecimento do vínculo entre família e equipe de saúde. A experiência reforçou a importância do acompanhamento regular das crianças para a detecção precoce de agravos, favorecendo o desenvolvimento saudável. Além disso, possibilitou a aplicação prática da teoria estudada, consolidando conhecimentos essenciais para a formação em Enfermagem.
Referências:
ALMEIDA, Lindynês Amorin de; TORRES, Barbara Vitória dos Santos; SILVA, Jislene dos Santos; SILVA, Rillary Caroline de Melo; VIEIRA, Ana Carolina Santana. Prevenção de Acidentes Domésticos na Primeira Infância: Uma Revisão Integrativa. Rev. Urug. Enf. (En línea), v. 18, n.2, 2023. Disponível em: http://www.scielo.edu.uy/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2301-03712023000201401
RIBEIRO, Ana Clara Silva; CARVALHO, Rodrigo Oliveira de; CARVALHO, Erla Lino Ferreira de. Puericultura: Relato de Experiências Vivenciadas nos Diversos Cenários da Saúde Infantil. VII Colóquio Estadual de Pesquisa Multidisciplinar e V Congresso Nacional de Pesquisa Multidisciplinar e IV Feira de Empreendedorismo da UNIFIMES, Seção Resumo Expandido, ago.-2023. Disponível em: https://publicacoes.unifimes.edu.br/index.php/coloquio/article/view/2748 
ROCHA, Jaqueline de Araújo; FRANÇA, Rebeca Ferreira, ANCHIETA, Soraia Gonçalves; SILVA, Thayza Alves Martins; MATALOBOS, Adriana Ramos Leite; SILVA, Arannadia Barbosa. Puericultura Como Ferramenta de Prevenção e Promoção á Saúde: Um Relato de Experiência. Research, Society and Development, v.13, n.8, e5313846543, 2024. Disponível em: file:///C:/Users/MYMAX/Downloads/46543-Article-482402-1-10-20240814.pdf