IMPACTO DAS RELAÇÕES PSICOSSOCIAIS NA CONVIVÊNCIA DE PESSOAS IDOSAS COM ANIMAIS DOMÉSTICOS   
1GIOVANA MENDONÇA DOS SANTOS, 2TAINA DE GOIS LEDESMA, 3THAYNARA ERENO FERNANDES, 4ANA JULIA PARREIRA JUNGES, 5CAROLINA GREGORIO DE LIMA , 6GILBERTO ALVES
1Acadêmico do PIC/UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Psicologia da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O envelhecimento traz consigo diversas particularidades, todo percurso vivenciado e as escolhas feitas durante a vida, podem acarretar, muitas vezes, em uma fase solitária. Desse modo, o envelhecimento propicia, seja por hábitos praticados remotamente ou por critério fisiológico, o surgimento ou agravamento de doenças crônicas que interferem na vida da pessoa idosa. No entanto, não somente a doença em si é um fator dominante para o bem estar, o desgaste físico costuma, também, ocasionar danos psíquicos, como a depressão e o estresse, afetando a vida social dessa população (Machado, et al., 2020). Sendo assim, a convivência com animais domésticos pode ser benéfica para a população idosa, tendo em vista os laços afetivos criados, o estímulo à responsabilidade, melhora do convívio social, percepção de segurança, alívio e sensibilidade de emoções (Heiden; Santos; 2009). Através desse entendimento, o presente trabalho relata uma pesquisa realizada com o intuito de compreender a relação da população idosa com animais domésticos.
Objetivo: Avaliar o impacto das relações psicossociais e seus benefícios na convivência de pessoas idosas de um Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de Idosos (SCFV) com animais domésticos.
Material e Métodos: O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Paranaense (CAAE: 77591024.8.0000.0109). A pesquisa foi executada no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de Idosos, de uma cidade na região noroeste do Paraná, onde foram entrevistadas 31 idosas com os seguintes questionamentos: Quem possui animais domésticos? Quais animais possui? Qual a importância desses animais para você?.
Resultados: Dentre as respostas, 17 participantes (54,84%) relataram ter animais domésticos e 14 participantes (45,16%) não possuíam. Dos que detêm, 10 participantes (58,82%) dispõem de 1 cachorro, 4 participantes (23,53%) dispõem de 2 cachorros, 4 participantes (23,53%) dispõem de 1 gato, 1 participante (5,88%) dispõe de 4 gatos e 3 participantes (17,65%) declararam ter outro tipo de animal doméstico, diferente de cães e gatos. Sobre o questionamento da importância do animal para si, 14 participantes (45,16%) consideraram muito importante, 3 participantes (9,68%) consideram importante, 4 participantes (12,90%) consideram não importante, 4 participantes (12,90%) disseram que não faz diferença e 6 participantes (19,35%) não responderam.
Discussão: Analisando os dados da pesquisa realizada, observamos que a maioria das participantes relataram possuir animais domésticos e que consideram os mesmos importantes. De modo geral, pode-se afirmar que essa interação realmente agrega benefícios à saúde e à convivência social da pessoa idosa. Estudos apontam que o aumento da sensação de bem-estar e a sensação de acolhimento ocasionam na liberação de endorfinas e linfócitos, que estimulam a atividade da resposta imune quando liberados na corrente sanguínea (Campelo, et al., 2023).  O animal é considerado uma fonte de apoio, como por exemplo, em uma situação de isolamento, tendo em vista que o animal não emite críticas ou julgamentos e sempre está fazendo companhia em momentos de dificuldades, proporcionando uma satisfação intrínseca, causando diversão e espontaneidade, consequentemente, proporcionando uma maior qualidade de vida (Correia; 2018).
Conclusão: Constata-se, todavia, que os efeitos positivos da convivência domiciliar de pessoas idosas com animais domésticos são eficazes para a saúde dessa população. Sendo assim, é possível adotar esta prática dentro das políticas de saúde e sociais como abordagem personalizada à pessoa idosa, com o objetivo de prevenção e promoção. Vale ressaltar que, é importante que cada caso seja avaliado individualmente pelas necessidades dessa população que envolve seu perfil físico, base familiar e social, assim como experiências anteriores relacionadas à animais domésticos. De fato, concluímos que inserir a companhia de um animal doméstico faz parte da conceção de um plano saudável para um envelhecimento bem-sucedido.
Referências:
CAMPELO, Maria Carolina Dantas; SANTOS, G. V.; SOUZA, L. Benefícios da terapia assistida por animais em idosos: uma revisão de literatura. 2023. Disponível em: http://www.editorarealize.com.br/editora/anais/cieh/2019/TRABALHO_EV125_MD1_SA3_ID631_25052019103212.pdf. Acesso em: 21 de ago. 2025.
CORREIA, Sara. " Um Amor Sublime": Expetativas de Idosos e Profissionais, Acerca da Integração de Animais em Estruturas Residenciais Para Idosos. 2018. Dissertação de Mestrado. Universidade do Porto (Portugal). Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/185616035.pdf. Acesso em: 27 de ago. 2025.
HEIDEN, Joyce; SANTOS, Wellington. Benefícios psicológicos da convivência com animais de estimação para os idosos. ÁGORA: revista de divulgação científica, v. 16, n. 2esp., p. 487-496, 2009. Disponível em: https://www.periodicos.unc.br/index.php/agora/article/view/138. Acesso em: 27 de jul. 2025. 
MACHADO, Karla et al. Convívio de animais de estimação entre idosos: um estudo de base populacional no sul do brasil. Evidência, v. 20, n. 2, p. 111-120, 2020. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7937395. Acesso em: 27 de jul. 2025.