ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE MEDICAMENTOS: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS NA PRÁTICA DE ENFERMAGEM  
1CAMILY VICTORIA HAUS BARBOSA, 2LAUANA EMANUELLY FERREIRA, 3THALIA DA SILVA CAMARGO, 4DAISY CRISTINA RODRIGUES
1Acadêmico do curso de Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
Introdução: A administração de medicamentos é uma prática essencial da enfermagem e exige conhecimento técnico, responsabilidade ética e habilidades clínicas. Trata-se de um processo que envolve riscos significativos, visto que falhas podem comprometer diretamente a segurança do paciente. Erros relacionados à medicação ainda figuram entre as principais causas de eventos adversos em instituições de saúde, o que reforça a necessidade de protocolos, capacitação contínua e cultura de segurança.
Objetivo: Revisar a literatura científica sobre administração de medicamentos, discutindo os principais desafios e estratégias para a prevenção de erros e a promoção da segurança do paciente.
Desenvolvimento: A administração de medicamentos envolve diversas etapas: prescrição, preparo, conferência e administração. Em cada uma delas, podem ocorrer erros associados à sobrecarga de trabalho, falhas de comunicação, falta de treinamento ou ausência de protocolos claros. No Brasil, o Conselho Federal de Enfermagem atribui ao enfermeiro responsabilidade técnica sobre o processo medicamentoso, reforçando seu papel na gestão, supervisão e educação da equipe. A literatura aponta os “nove certos” como base para uma prática segura: paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, horário certo, registro certo, forma certa, ação certa e resposta certa. Tais princípios, somados ao uso de tecnologias de apoio como prescrição eletrônica e sistemas de checagem, contribuem para reduzir falhas. Contudo, esses recursos só são eficazes quando aliados a treinamento, dimensionamento adequado da equipe e padronização de rotinas. Outro aspecto relevante é a humanização do cuidado. O ato de administrar um medicamento não deve ser reduzido a uma atividade técnica, mas compreendido como momento de interação e vínculo com o paciente. A escuta qualificada e a comunicação clara fortalecem a confiança e contribuem para maior adesão ao tratamento. Medidas de prevenção eficazes incluem educação permanente, incentivo à notificação de erros sem caráter punitivo, implantação de protocolos institucionais e fortalecimento da cultura de segurança. Dessa forma, a administração de medicamentos deve ser entendida como um processo coletivo, que depende do engajamento de toda a equipe multiprofissional e do suporte institucional.
Conclusão: A administração de medicamentos é uma atividade complexa e central no cuidado de enfermagem. Os estudos revisados evidenciam que a segurança do paciente depende da integração entre conhecimento técnico, protocolos institucionais, uso de tecnologias, comunicação efetiva e práticas humanizadas. Investir em estratégias que unam ciência, ética e humanização é fundamental para prevenir erros, garantir qualidade assistencial e promover uma assistência segura e integral.
Referências:
BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução nº 564/2017. Aprova o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília: COFEN, 2017.
CASSIANI, S. H. B.; FREIRE, C. C. S. Segurança do paciente e o processo de administração de medicamentos. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 74, n. 1, e740201, 2021.
OLIVEIRA, J. F.; GONÇALVES, C. S.; SILVA, L. B. Estratégias de prevenção de erros de medicação na prática de enfermagem: revisão integrativa. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 42, n. spe, e20200412, 2021.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Medication Without Harm – Global Patient Safety Challenge on Medication Safety. Geneva: WHO, 2017.
SILVA, M. J. P.; FERREIRA, M. A.; LIMA, R. S. Administração de medicamentos: fatores de risco e estratégias de prevenção em enfermagem. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v. 27, n. 1, e20230009, 2023.