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ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR RESPONSIVA NA PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL: REVISÃO DE EVIDÊNCIAS ATUAIS |
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| 1MARIANA MALVEZZI, 2JULIA SANTOS SOARES, 3CAROLINA GREGORIO DE LIMA, 4LETÍCIA OLIVEIRA DE QUEVEDO, 5MYLENA SOARES DE ANDRADE NICOLAU, 6KELSON RUDY FERRARINI | |
| 1Acadêmica do curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O desenvolvimento cerebral humano é fortemente influenciado pelo ambiente e pelas relações estabelecidas na primeira infância. Nesse contexto, as interações cuidador-criança desempenham papel essencial no desenvolvimento social e emocional, caracterizando-se por atitudes positivas, sensibilidade, responsividade e ausência de punições físicas (Saldan et al., 2015). Além disso, a alimentação responsiva integra o cuidado psicossocial da criança, sendo, nos primeiros anos de vida, um dos principais eixos da interação mãe-criança (Silva; Costa; Giugliani, 2016). Objetivo: Analisar o papel da alimentação responsiva no desenvolvimento infantil, com ênfase em sua influência na prevenção da obesidade e nos métodos empregados para promover hábitos alimentares saudáveis desde a introdução alimentar. Desenvolvimento: A obesidade infantil é uma condição multifatorial e de alta complexidade, definida pelo excesso de gordura corporal e influenciada por fatores genéticos, ambientais e psicossociais. Seu aumento progressivo em âmbito mundial preocupa devido às consequências negativas para a saúde da criança, incluindo prejuízos no desempenho escolar e maior risco de doenças crônicas na vida adulta (Barbosa, 2022). A introdução alimentar, recomendada a partir do sexto mês de vida, ocorre porque o leite materno já não supre integralmente as necessidades nutricionais do bebê. Nesse período, amplia-se a variedade de alimentos e texturas oferecidas, definindo preferências alimentares que tendem a se perpetuar (Assis et al., 2021). Os pais exercem papel central na escolha e oferta dos alimentos, sendo a introdução alimentar realizada por diferentes abordagens, como a tradicional e a responsiva. Na alimentação tradicional (AT), o cuidador controla a quantidade e a progressão das texturas, o que pode aumentar o risco de obesidade, já que a criança não aprende a autorregular a ingestão (Marassi; Gomes, 2024). Em contrapartida, a alimentação responsiva (AR) baseia-se em um ambiente agradável, livre de distrações, incentivando a criança a participar da refeição em família. Nessa abordagem, o cuidador reconhece e respeita os sinais de fome e saciedade da criança, favorecendo a autorregulação alimentar, maior autonomia e prevenção da superalimentação (Dias, 2024; Barbosa, 2022). Conclusão: A obesidade infantil é uma doença em crescimento, de origem multifatorial, que exige estratégias preventivas eficazes. A alimentação responsiva destaca-se como a abordagem mais recomendada, pois fortalece o vínculo entre pais e filhos, promove autonomia da criança e favorece um padrão alimentar saudável. Diferentemente da alimentação tradicional, que centraliza o controle no cuidador, a AR ensina a criança a reconhecer e respeitar seus próprios sinais de fome e saciedade, reduzindo o risco de superalimentação e obesidade a longo prazo. |
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| Referências: ASSIS, Ágata et al. A influência da publicidade na alimentação infantil. [S. l.: s. n.], 2021. BARBOSA, Elenice Peltz Lunkes. Alimentação responsiva na primeira infância como fator de autorregulação do apetite e prevenção de obesidade infantil: uma revisão sistemática. [S. l.: s. n.], 2022. DIAS, Susana Barbosa. Perturbações alimentares em crianças: influências parentais. [S. l.: s. n.], 2024. MARASSI, Fernanda; GOMES, Ana Paula Fernandes. Especificidades e diferenças entre abordagens de alimentação complementar: uma revisão. SEMEAR: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde, v. 6, n. 3, p. 33-52, 2024. SALDAN, Paula Chuproski et al. Interação nos momentos da alimentação entre mães e crianças desnutridas menores de dois anos. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, p. 65-74, 2015. SILVA, Giselia AP; COSTA, Karla AO; GIUGLIANI, Elsa RJ. Alimentação infantil: além dos aspectos nutricionais. Jornal de Pediatria, v. 92, p. 2-7, 2016. |
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