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| SIMULAÇÕES DE DESASTRES E INCIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS: EFETIVIDADE DA TRIAGEM START/SALT E DA PREPARAÇÃO HOSPITALAR | |
| 1IAN BERNARDI WINTER, 2AMANDA PAINI, 3ANA CAROLINA RIZZATTI GONÇALVES, 4GABRIEL DE OLIVEIRA ALUISO, 5RAFAELA BOTEON GEBARA, 6REINALDO HIGASHI YOSHII | |
| 1Acadêmico do Curso de Medicina/Unipar 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: Os incidentes com múltiplas vítimas (mass casualty incident - MCI) configuram-se como grandes desafios para os sistemas de saúde, por envolverem número de feridos superior à capacidade imediata de resposta das equipes disponíveis. Nessas situações, a triagem é ferramenta indispensável para classificar prioridades e otimizar recursos, reduzindo a mortalidade. Protocolos como o Simple Triage and Rapid Treatment (START) e o Sort, Assess, Lifesaving interventions, Treatment/triage (SALT) ganharam destaque internacional por sua simplicidade e rapidez de aplicação (COVOS; COVOS; BRENGA, 2016). Objetivo: Analisar a eficácia da triagem dos protocolos START/SALT em incidentes com múltiplas vítimas, com foco nos benefícios, desafios e a relevância do treinamento profissional e da estrutura hospitalar. Desenvolvimento: A triagem em incidentes com múltiplas vítimas (MCI) tem origem nos conflitos militares, quando a limitação de recursos médicos obrigava a priorização dos feridos com maior chance de sobrevivência. O protocolo START, criado em 1983, utiliza critérios simples como: respiração, perfusão e resposta a comandos para categorizar vítimas (vermelho, amarelo, verde, preto) em até 60 segundos. Sua simplicidade facilita a aplicação por equipes não especializadas, contudo, está associado a taxas relevantes de supertriagem e subtriagem, principalmente quando envolve crianças e idosos (COVOS; COVOS; BRENGA, 2016; LUNA; et al., 2025). O SALT, introduzido em 2008, mantém a categorização por cores, mas inclui etapas adicionais: separação inicial pela capacidade de deambulação, intervenções de salvamento imediato e posterior definição da prioridade. Essa abordagem aumenta a flexibilidade e reduz falhas de triagem em comparação ao START, embora exija maior treinamento (ERIKSSON; et al, 2017). Estudos comparativos confirmam essa diferença: o SALT apresenta maior precisão (52% vs. 36%) e menor subtriagem (26% vs. 57%), enquanto o START mantém desempenho mais variável, entre 27% e 99% de acerto (BAZYAR; et al., 2022). Simulações demonstram que treinamentos multiprofissionais melhoram significativamente a aplicação de ambos os protocolos, com erros críticos reduzidos a menos de 10% quando o SALT é utilizado (OLIVEIRA, 2013). A efetividade da resposta, contudo, depende da preparação hospitalar, com planos de contingência, áreas de atendimento devidamente delimitadas e equipes capacitadas para atuar sob condições de estresse. Além disso, a realização de simulações periódicas e multiprofissionais, envolvendo serviços pré-hospitalares, hospitais e forças de segurança, favorece a comunicação, corrige falhas logísticas e fortalece a segurança da cena e dos profissionais (KASIMOFF; et al, 2024). Sendo assim, observa-se a necessidade de adaptação dos protocolos ao contexto local e o desenvolvimento de estudos comparativos sistemáticos, a fim de avaliar os impactos de START e SALT sobre a morbimortalidade em cenários reais (NUNES; et al., 2024) Conclusão: As simulações em desastres e incidentes com múltiplas vítimas mostram-se fundamentais para o treinamento das equipes e a validação dos protocolos de triagem. O START permanece relevante pela simplicidade e rapidez, enquanto o SALT se destaca como alternativa mais abrangente, sobretudo em cenários complexos, embora necessite maior quantidade de treinamentos. |
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| Referências: BAZYAR, Jafar; et al.. Accuracy of triage systems in disasters and mass casualty incidents: a systematic review. Archives of Academic Emergency Medicine, v. 10, n. 1, 30 abr. 2022. DOI: 10.22037/aaem.v10i1.1526. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9078064/. Acesso em: 23 jul. 2025 COVOS, J. S.; COVOS, J. F.; BRENGA, A. C. S. A importância da triagem em acidentes com múltiplas vítimas. Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, v. 20, n. 3, p. 196-201, 2016. Acesso em: 10 ago. 2025. ERIKSSON, C. O. et al. Comparison of START and SALT triage methodologies to reference standard definitions and to a field mass casualty simulation. Prehospital and Disaster Medicine, v. 32, n. 5, p. 465-473, 2017. DOI: https://doi.org/10.1017/S1049023X17006432. Acesso em: 20 ago. 2025. KASIMOFF, A. C. S.; et al. Método START em incidentes com múltiplas vítimas: a percepção de acadêmicos de enfermagem. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, n. 3, p. 1-10, 2024. DOI: https://doi.org/10.25248/REAS.e14281.2024. Acesso em: 12 ago. 2025. LIMA, D. S.; et al.. Simulação de incidente com múltiplas vítimas: treinando profissionais e ensinando universitários.. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 46, n. 3, p. e20192163, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcbc/a/VJPgJ4wwyh34KMmYrqTXcFz/?lang=pt. Acesso em: 15 jul. 2025. LUNA, N. M. B. et al. Análise do Protocolo de Triagem em Situações de Múltiplas Vítimas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 2, p. 1068-1077, 2025. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1068-1077. Acesso em: 01 ago. 2025. NUNES, J. B. B.; et al. Método START como instrumento de triagem em incidentes com vítimas em massa: uma revisão integrativa. Contribuciones a las Ciencias Sociales, [S.l.], n. 27, p. 1-13, ago. 2024. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/9273. Acesso em: 02 jul. 2025. OLIVEIRA, Fernando Antonio Gouveia. Análise do método START para triagem em incidentes com múltiplas vítimas: uma revisão sistemática. Monografia (Conclusão de Curso) – Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2013. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/13977/1/Fernando%20Antonio%20Gouveia%20Oliveira.pdf. Acesso em: 02 jul. 2025. |
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