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| A ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO CONSERVADOR E PÓS-OPERATÓRIO DE LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR | |
| 1DOUGLAS MOLINA, 2ALETÉIA LEAL DE CASTRO, 3GUSTAVO ANDRÉ DE SOUZA HOFFMANN, 4LUCIANA PACHECO, 5GABRIEL ROMANO GASPARETO, 6KENNY TSUYOSHI SAKANE | |
| 1Acadêmico do Curso de Fisioterapia UNIPAR 2Fisioterapia 3Fisioterapia 4Fisioterapia 5Acadêmico do Curso de Fisioterapia da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O ligamento cruzado anterior (LCA) é um dos ligamentos responsáveis por ligar o fêmur à tíbia (Fatarelli, Almeida e Nascimento, 2004). Além disso, juntamente com ligamento cruzado posterior (LCP), ele controla o movimento anteroposterior do joelho, fazendo dele uma estrutura de suma importância para o pleno funcionamento e estabilidade da articulação femorotibial (Fatarelli, Almeida e Nascimento, 2004). Caso este ligamento seja forçado além de sua capacidade, é possível que ocorra uma ruptura, parcial ou total, que é classificada em três diferentes graus, I, II e III, que se baseiam na gravidade da ruptura e no nível de estabilidade da articulação, sendo o grau I uma ruptura mais leve e o grau III uma ruptura total (Fatarelli, Almeida e Nascimento, 2004). Nesse cenário a fisioterapia se faz presente tanto para um tratamento conservador, quanto para a reabilitação de reconstrução cirúrgica, por retomar o paciente as suas funções normais e acelerar o processo de cicatrização, além de preservar a flexibilidade, mobilidade e o tônus muscular do membro atingido e do paciente como um todo (Fatarelli, Almeida e Nascimento, 2004). Objetivo: Realizar uma revisão bibliográfica acerca de estudos que abordem a fisioterapia no tratamento conservador do LCA e reabilitação de pacientes que tiveram este ligamento reconstruído. Desenvolvimento: A ruptura do LCA é comumente observada em atletas que possuem entre 20 e 30 anos, apesar disso, esta faixa etária não é considerada um fator de risco para a ocorrência dessa lesão, estando mais associada a movimentos de hiperextensão e torção, e possíveis impactos ou quedas, algo comum se tratando da rotina de um atleta (Fernandes et al., 2024). Existem, porém, diversos fatores de risco que contribuem para a ocorrência desta lesão, dentre eles o sexo, visto que mulheres possuem um risco muito maior de sofrer rotura deste ligamento (Fernandes et al., 2024). Outro fator é o histórico familiar, visto que pessoas que possuem antecedentes familiares na rotura do ligamento possuem 2,5 vezes mais chance de terem uma lesão primaria no mesmo (Moreira, 2024). Torna-se também um fator de risco a fraqueza muscular nos músculos responsáveis pela abdução da coxa, visto que isso gera um aumento do movimento de adução do quadril contribuindo para o surgimento do valgo no joelho, aumentando as chances de lesão no LCA (Fatarelli, Almeida e Nascimento, 2004). Em caso de ruptura do LCA, existem duas possíveis abordagens, conservadora e cirúrgica, a depender da gravidade da lesão e outros fatores intrínsecos ao paciente, visto que ambos possuem vantagens e desvantagens (Santos, 2024). A abordagem conservadora é mais recomendada para indivíduos mais idosos e menos ativos, e consiste na prescrição de exercícios e realização de mobilizações que podem ser feitos em conjunto com a utilização de anti-inflamatórios e compressas de gelos, além da eletroterapia, recomendada também em caso de cirurgia, que tem efeitos benéficos na função muscular, derrame articular, ganho de massa muscular e função articular (Neto et al., 2023). Já a abordagem conservadora é mais recomendada para indivíduos jovens ativos, porém existem diversas lesões que podem ser ocasionadas mais facilmente após a realização do procedimento, como a lesão sintomática do ciclope por exemplo, além de diversos fatores que devem ser considerados na escolha desta abordagem (Fernandes et al. 2024). Ela consiste na substituição do ligamento danificado por um enxerto, geralmente retirado do próprio paciente ou de um doador, sendo as duas principais técnicas de enxerto a técnica osso-tendão patelar-osso e enxerto quadruplo de semitendíneo e grácil (Neto et al., 2023). A reabilitação pós-cirúrgica consiste em um período de 8 meses, e no caso de atletas, sem retorno imediato ao esporte (Moreira, 2024). No que tange ao pós-operatório é papel do fisioterapeuta o controle inflamatório inicial, assim como a manutenção dos tecidos e da amplitude de movimento e força muscular, e diversos outros ganhos proporcionados pelo uso de inúmeras técnicas, como eletroterapia, previamente citada, exercícios terapêuticos, plataforma vibratório, ciclo ergonômico e outros, sendo eles inclusos ou não no tratamento a depender da análise de diversas características do paciente e da lesão (Neto et al., 2023; Santos, 2024). Conclusão: A fisioterapia possui papel fundamental na reabilitação do paciente com lesão no LCA, porém a escolha do tipo de abordagem e do tratamento deve sempre ser minunciosamente analisada a fim de proporcionar a melhor alternativa para que o paciente possa ter melhores resultados no menor tempo possível, e o tanto o fisioterapeuta quanto o ortopedista devem ser transparentes com o paciente no que tange as probabilidades de reincidência de lesão e ocorrência de novas, além dos possíveis ganhos e limitações |
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| Referências: FATARELLI, I. F. C.; ALMEIDA, G. L.; NASCIMENTO, B. G. Lesão e reconstrução do LCA: Uma revisão biomecânica e do controle motor. Revista Brasileira Fisiotera, v. 8, n. 3, p. 197-206, 2004. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Gil-Lucio-Almeida/publication/237591763_LESAO_E_RECONSTRUCAO_DO_LCA_UMA_REVISAO_BIOMECANICA_E_DO_CONTROLE_MOTOR/links/02e7e534e8e4c38ecd000000/LESAO-E-RECONSTRUCAO-DO-LCA-UMA-REVISAO-BIOMECANICA-E-DO-CONTROLE-MOTOR.pdf. Acesso em: 14 mar. 2025. FERNANDES, O. D. et al. Risk factors for symptomatic cyclops lesion formation after anterior cruciate ligament reconstruction. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 58, n. 5, p. 760-765, 2023. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/381271305_Cirurgia_de_Reconstrucao_de_Ligamentos_para_Lesoes_no_Ligamento_Cruzado_Anterior_LCA_Uma_Abordagem_Abrangente. Acesso em: 14 mar. 2025. MOREIRA, P. Trabalho final de mestrado integrado em medicina: Cirurgia de reconstrução de ligamento cruzado anterior (LCA) e suas implicações funcionais. Universidade de Coimbra, 2024. Disponível em: https://estudogeral.uc.pt/retrieve/274923/Trabalho%20Final%20MIM%20_%20Pedro%20Moreira%20_%202018290906.pdf. Acesso em: 14 mar. 2025. NETO, A. S. et al. The types of grafts used in surgical treatment and effects of physical therapy treatment in athletes with ACL rupture. Research, Society and Development, [S. l.], v. 12, n. 2, p. e4112239887, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/39887/32695. Acesso em: 14 mar. 2025. SANTOS, D. Z. O efeito do tratamento cirúrgico comparado com tratamento conservador na função após lesão de lca: Uma revisão narrativa de estudos controlados randomizados. Trabalho de Concusão de Cuso. Universidade Federal de Minas Gerais, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/76601/4/Monografia%20-%20%20DANILO%20ZORZAM%20SANTOS%20-.pdf. Acesso em: 14 mar. 2025. |
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