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| QUERCETINA: PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS, DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA APLICABILIDADE TERAPÊUTICA | |
| 1RAFAELA HASEGAWA, 2ANDREIA FERNANDA DA SILVA, 3WASHINGTON ROGéRIO DE SOUSA, 4SYMARA RODRIGUES BERNARDELLI OLIVEIRA, 5KENNY TSUYOSHI SAKANE, 6DANIELA DIB GONCALVES | |
| 1Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciencia Animal Com Enfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciencia Animal Com Enfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Doutorado Em Ciencia Animal Com Enfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciencia Animal Com Enfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 5Acadêmico do Curso de Mestrado Em Ciencia Animal Com Enfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 6Docente do Programa de Pos graduacao em Ciencia Animal Com Enfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR |
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| Introdução: A quercetina é um flavonóide de baixo peso molecular, pertencente aos fitoquímicos fenólicos e que são constituintes não energéticos da dieta dos seres humanos.(CARRILO-MARTINEZ., et al, 2024). Reconhecida por sua potente capacidade antioxidante, anti-inflamatória e anticâncer, a quercetina é abundantemente encontrada em diversos alimentos, como vegetais (cebolas, espinafre, alho), frutas (uvas, maçãs, cerejas, frutas vermelhas, laranja, acerola) e bebidas (vinho tinto, chá preto). Sua estrutura molecular, dotada de cinco grupos hidroxila funcionais, fundamental para sua ação como doador de elétrons, permitindo a captura eficaz de espécies reativas de oxigênio (ERO), espécies reativas de nitrogênio (ERN) e espécies reativas de cloro (ERC). (KERNA et al., 2024). Objetivo: Este trabalho tem como objetivo revisar o conhecimento científico atual sobre as propriedades farmacológicas da quercetina, seus mecanismos de ação, os desafios impostos por sua baixa biodisponibilidade e as abordagens desenvolvidas para superá-los, visando aumentar seu potencial como agente terapêutico. Desenvolvimento A quercetina, um flavonol e exerce suas atividades biológicas e farmacológicas através de diversos mecanismos. Possui uma capacidade antioxidante que deve-se à estrutura com grupos orto-di-hidroxila (catecol) e grupos 3- e 5-OH, que funcionam como doadores de elétrons e quelantes de íons metálicos de transição, neutralizando radicais livres. (CARRILO-MARTINEZ, et al., 2024). Essa ação é crucial no alívio do estresse oxidativo, condição caracterizada pelo excesso de ERO, que contribui para danos celulares e teciduais em diversas patologias. (RARINCA, et al. 2023) Além de sua ação antioxidante, a quercetina apresenta importantes propriedades farmacológicas e demonstrou efeitos anti-inflamatórios, anticancerígenos, antivirais, cardiovasculares, antidiabetes, hepatoprotetores e antiartríticos.(CARRILO-MARTINEZ, et al., 2024). De acordo com Rarinca et al. (2023), a quercetina também apresenta atividade antiparasitária, sendo eficaz contra protozoários como Leishmania spp., Trypanosoma spp. e Plasmodium spp., atuando na disfunção mitocondrial e indução de morte celular parasitária. Apesar dos promissores benefícios terapêuticos associados à quercetina, sua aplicação clínica é significativamente limitada por características físico-químicas como baixa solubilidade em água, fraca biodisponibilidade, instabilidade oxidante e intensa biotransformação. (CARRILO-MARTINEZ, et al, 2024). Para contornar esses desafios, diversas estratégias de formulação têm sido investigadas: nanoencapsulamento, fitossomos, conjugação, modificação estrutural e terapia combinada. (MEMARIANI, MEMARIANI E GHASEMIAN, 2024). As limitações impedem que o composto atinja concentrações terapêuticas adequadas nos locais de ação, evidenciando a necessidade de estratégias inovadoras para otimizar sua entrega e eficácia. (CARRILO-MARTINEZ, et al, 2024). Conclusão: A quercetina é um composto natural com grande potencial terapêutico, oferecendo muitos benefícios à saúde, como ação antioxidante, anti-inflamatória, anticancerígena, antiviral, antiparasitária, neuroprotetora, cardioprotetora, antidiabética e antiartrítica. Ela age em diferentes vias do organismo, tornando-se promissora no tratamento de várias doenças crônicas e infecciosas. No entanto, seu uso ainda é limitado pela baixa absorção pelo corpo e dificuldade de dissolução em água, desafios que precisam ser superados para aproveitar todo o seu potencial. As estratégias de nanoformulação, como nanopartículas lipídicas, poliméricas e inorgânicas, bem como a formação de fitossomos e modificações estruturais, surgem como soluções eficazes para melhorar a entrega e eficácia. Porém para se tornar um benefício à saúde humana, são necessários mais ensaios clínicos robustos, para estabelecer dosagens, avaliar a segurança e validar sua eficácia em um contexto clínico. |
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| Referências: CARRILO-MARTINEZ, E. J. et al.; Quercetina, um Flavonóide com Grande Capacidade Farmacológica. Molecules, v. 29, n. 1000, 2024. DOI: 10.3390/molecules29051000. KERNA, N. A. et al.; Quercetina: explorando suas propriedades únicas de flavonóis, biodisponibilidade, perfil de segurança e potencial terapêutico em condições médicas de alto impacto. Eur J Med Saúde Res, v. 2, n. 3, p. 187-198, 2024. DOI: 10.59324/ejmhr.2024.2(3).23. MEMARIANI, H.; MEMARIANI, M.; GHASEMIAN, A. Quercetin as a promising antiprotozoal phytochemical: current knowledge and future research avenues. BioMed Research International, 2024. DOI: https://doi.org/10.1155/2024/7632408. RARINCA, et al.; Exploração das propriedades antioxidantes da quercetina em potenciais opções terapêuticas alternativas para doenças neurodegenerativas. Antioxidants, v. 12, n. 1418, 2023. DOI: 10.3390/antiox12071418. |
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