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| ÁCIDO MANDÉLICO NO TRATAMENTO DA ACNE | |
| 1ISABELY VITORIA SCARABONATTO, 2EVLYN LARISSA MUMBACH, 3ISABEL ROHENKOHL WEBER, 4KAROLINA FERNANDA DA SILVA, 5LARISSA VITÓRIA SILVA, 6ELIANE MARIA VOGEL | |
| 1Acadêmica do curso de Estética e Cosmética da UNIPAR 2Acadêmica do curso de Estética e Cosmética da UNIPAR 3Acadêmica do curso de Estética e Cosmética da UNIPAR 4Acadêmica do curso de Estética e Cosmética da UNIPAR 5Acadêmica do curso de Estética e Cosmética da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A acne é um problema de pele comum que se dá por meio de uma inflamação nos folículos pilosos. É uma doença crônica que pode gerar lesões inflamatórias ou não inflamatórias. Sua formação advém por meio de um aumento da produção de sebo na glândula sebácea, proporcionando um ambiente nutritivo propício para a presença da Cutibacterium Acnes (C.Acnes), uma bactéria anaeróbia colonizadora que causa inflamação por meio da liberação de enzimas extracelulares (Dréno; Kanwat, 2018). O ácido mandélico (AM) é considerado um dos alfahidroxiácidos (AHA) mais potentes e origina-se a partir da hidrolise de um extrato de amêndoas. Além de possuir potencial cosmético, o AM é estudado como uma forma de tratamento antibacteriana e antinflamatória. Sua ação é vista de forma positiva no tratamento e controle da acne e possíveis pigmentações advindas dessa (Dayal; Dudeja; Sahu, 2019). Objetivo: Tratamento da acne por meio do uso do ácido mandélico. Desenvolvimento: O Ácido mandélico, um AHA derivado da hidrólise do extrato de amêndoas amargas, tem sido largamente utilizado em tramento de pele como fotoenvelhecimento, hiperpigmentação (inclusive para peles mais morenas) e acne, devido ao poder anti-séptico isto atesta sua atividade antibacteriana quando usado topicamente. É uma substância atóxica (Nolasco; Resende, 2020; Martire; Guanaes, 2022). O ácido mandélico é conhecido por ser hidrossolúvel, assim dizendo, é um ácido solúvel no meio aquoso. Sua fórmula molecular é C8H8O3, tem seu mecanismo de ação na inibição da melanogenese, já que interrompe a tirosinase, e sucede na interrupção da chegada de pigmentos nos queratinócitos, resultando na ação clareadora do produto. Em comparação a outros ácidos, o AM possui um maior peso molecular, fazendo com que a penetração dele na pele seja de forma uniforme e gradativa, tornando-se um ácido de escolha para as pessoas que possuem a pele mais sensível e/ou aquelas iniciantes no tratamento com ácidos, sendo seguro para todos os fototipos, em especial, os mais escuros (Dayal; Dudeja; Sahu, 2019). No tratamento voltado para a acne, o ácido mandélico tem em sua ação propriedades antibacterianas e fungicidas, ocasionando na inibição de acnes, podendo ainda ajudar na foliculite. Alguns dos efeitos adversos que podem surgir da utilização do ácido mandélico é a sensação de ardor e vermelhidão na pele quando são utilizados em altas concentrações, porém, embora estas implicações, ele é o alfa-hidróxiácido menos irritativo quando comparado aos outros (Nolasco; Resende, 2020; Martire; Guanaes, 2022). Sua concentração para um peeling muito superficial é de até 10% e é geralmente utilizada em base gel, para um peeling superficial pode ser usado em até 30% também em base gel, ambas as formulações possuem pH igual a 3,5 e sua periodicidade pode ser de intervalos entre 7 a 15 dias dependendo da sensibilidade da pele, com no mínimo 4 aplicações para obter resultados satisfatórios (Lisbinski, 2021). Conclusão: O tratamento da acne com ácido mandélico mostrou-se eficaz em diversos estudos clínicos destacando-se como uma alternativa segura e bem tolerada, especialmente para indivíduos com pele sensível. Os resultados apresentados demonstram que o ácido mandélico pode auxiliar na diminuição de lesões acneicas, como comedões, pápulas e pústulas, além de apresentar benefícios adicionais, como o clareamento de manchas pós-inflamatórias e a melhora da textura da pele. Sua ação antimicrobiana também contribui para a redução das bactérias envolvidas na formação da acne, como o C. Acnes. Por fim, apesar dos benefícios demonstrados, o tratamento com ácido mandélico deve fazer parte de um regime mais amplo de cuidados com a pele, incluindo proteção solar rigorosa e acompanhamento contínuo. A combinação de terapias e a adaptação das recomendações ao perfil de cada paciente são fatores cruciais para melhorar os resultados e evitar possíveis efeitos adversos. |
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| Referências: DAYAL, S.; DUDEJA, K; SAHU, P. Estudo comparativo de eficácia e segurança de peelings de ácido mandélico 45% versus ácido salicílico 30% em acne vulgaris leve a moderada - Journal Of Cosmetic Dermatology, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31553119/ . Acesso em: março de 2025. DRÉNO, B. What is new in the pathophysiology of acne, an overview. Journal Of The European Academy Of Dermatology And Venereology, 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28805938/ . Acesso em: março de 2025. LISBINSKI G. F. O uso do ácido mandélico como peeling químico no tratamento de hiperpigmentação pós-inflamatória, 2021. Disponível em: https://magsul-ms.com.br/biblioteca/wp-content/uploads/TCC-Fernanda-Garcia.pdf . Acesso em: março de 2025. MARTIRE C. A; GUANAES D. L. Avaliação da eficácia e segurança do ácido mandélico em pacientes com acne: uma revisão, jul 18, 2022. Disponível em: https://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php/cadernossaude/article/view/6353 . Acesso em: março de 2025. NOLASCO I M; RESENDE JR. Uso do ácido mandélico no tratamento de hipercromias pós-inflamatória: uma revisão de literatura. Scire Solutis. 2020;10(2):35-42. Disponível em: www.sustenere.com . Acesso em: março de 2025. |
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