MAL DE PARKINSON: DIAGNÓSTICO PRECOCE E ALTERNATIVAS DE TRATAMENTO  
1LUIZ FERNANDO SILVA OLIVEIRA LEANDRO, 2MELISSA SCARPANTE OLIVEIRA LEANDRO, 3ANA LAURA RUIZ MACENA OLIVEIRA, 4ROSILEY BERTON PACHECO, 5ELENIZA ADAMOWSKI
1Acadêmico do curso de medicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
5Docente Dra. do curso de Medicina da UNICESUMAR
Introdução: O mal de Parkinson é uma doença neurológica progressiva crônica caracterizada pela degeneração das células da camada ventral da substância negra e do locus coeruleus. A patologia se manifesta por sintomas característicos como tremores, lentidão nos movimentos, rigidez muscular e problemas de equilíbrio, redução das expressões faciais, mudanças na postura. Seu tratamento envolve, em geral, uso de medicamentos, terapia física, fonoaudiologia e apoio psicológico seguido de acompanhamento médico regular (OLIVEIRA et al., 2024).
Objetivo: Elucidar os principais critérios diagnósticos da Doença de Parkinson e apresentar as abordagens terapêuticas atuais, destacando estratégias farmacológicas, através da revisão de literatura.
Desenvolvimento: Em 1817, James Parkinson descreveu as características clínicas de 6 pacientes que tinham uma síndrome neurológica que ainda não havia sido bem caracterizada, que ele chamou de "agitadores de paralisia" ou "paralisia tremor" (MUNHOZ et al., 2024). A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica crônica e progressiva, marcada pela degeneração das células localizadas na camada ventral da substância negra e no locus coeruleus. Seus principais sintomas são motores, incluindo bradicinesia, rigidez muscular, tremores em repouso, além de alterações na postura e na marcha (VASCONCELLOS; RIZZOTTO; TAGLIETTI, 2023). O mal de Parkinson pode ser identificado baseado em 3 passos. Passo 1: Identificação da síndrome parkinsoniana, com bradicinesia como critério obrigatório, definida por lentidão na iniciação e execução de movimentos repetitivos. Essa definição ajuda a diferenciá-la de outras causas de lentidão motora. Passo 2: Exclusão de sinais ou históricos que surgiram outras doenças, como declínio cognitivo em etapas, traumatismos, uso de certos medicamentos, sinais neurológicos atípicos ou evolução clínica não compatível com a DP. Passo 3: Confirmação por critérios de apoio, como tremor de repouso, início unilateral, assimetria persistente, resposta eficaz à levodopa, presença de discinesias induzidas pela medicação, longa duração da resposta terapêutica e curso clínico prolongado (OLIVEIRA et al., 2024). No que tange à avaliação da funcionalidade, ainda não há um consenso sobre qual é o instrumento mais adequado para avaliar o comprometimento funcional decorrente da perda cognitiva em pacientes com Doença de Parkinson (PARMERA et al., 2022). O tratamento medicamentoso da doença tem como objetivo estabilizar a condição e retardar a progressão da neuropatologia. A levodopa (L-dopa), rapidamente absorvida pelo intestino delgado, atua elevando os níveis de dopamina. No entanto, com o uso contínuo ao longo do tempo, sua eficácia pode diminuir progressivamente, devido à perda da capacidade dos neurônios do paciente em armazenar dopamina (SILVA; PONTE NETOS, 2024). Atualmente, não existe um tratamento capaz de interromper a progressão neurodegenerativa da Doença de Parkinson. Embora a terapia medicamentosa contribua para retardar a evolução dos sintomas, seus efeitos colaterais representam uma limitação significativa dessa abordagem (PARMERA et al., 2022).
Conclusão: Em suma, a mal de parkinson é uma doença neuro degenerativa que pode ser diagnosticada essencialmente de forma clínica por intermédio dos sintomas mais comuns, como bradicinesia, e histórico do paciente, apresentando como tratamento o uso de medicamentos que retardam o avanço da doença, porém, não há cura para o mal de parkinson.
Referências:
MUNHOZ, Renato P. et al. The clinical diagnosis of Parkinsonʻs disease. Arquivos de Neuro-psiquiatria, [S. l.], v. 82, n. 06, p. 001-010, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1055/s-0043-1777775. Acesso em: 28 de jun. 2025.
OLIVEIRA, Gabriela do Monte et al. Mapeamento das práticas e abordagens de terapeutas ocupacionais na doença de Parkinson: uma revisão de escopo. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, [S. l.], v. 32, p. e3349, 2024.
PARMERA, Jacy Bezerra et al. Diagnóstico e manejo da demência da doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, [S. l.], v. 16, n. 3 suppl 1, p. 73-87, 2022.
SILVA, M. M. da; PONTES NETO, J. G. Uso de medicamentos no tratamento da doença de parkinson e implicações de tratamentos alternativos . Revista Contemporânea, [S. l.], v. 4, n. 5, p. e4205, 2024.
VASCONCELLOS, Paula Renata Olegini; RIZZOTTO, Maria Lucia Frizon; TAGLIETTI, Marcelo. Morbidade hospitalar e mortalidade por Doença de Parkinson no Brasil de 2008 a 2020. Saúde em Debate, [S. l.], v. 47, p. 196-206, 2023.