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| EPIDEMIOLOGIA DA SÍFILIS GESTACIONAL NO ESTADO DO PARANÁ DE 2020 A 2024 | |
| 1MARIANA SILVEIRA CONTE , 2ANNA LIVIA DETONI BURATTO, 3LEONARDO GARCIA VELASQUEZ | |
| 1Acadêmica do curso de Farmácia da Unipar, Francisco Beltrão. 2Acadêmica do Curso de Farmácia da Unipar, Francisco Beltrão 3Orientador, docente da Unipar, Francisco Beltrão |
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| Introdução: A sífilis gestacional, causada pela bactéria Treponema pallidum, continua sendo um desafio relevante para a saúde pública, principalmente devido à possibilidade de transmissão vertical e suas consequências graves, como aborto, óbito fetal, parto prematuro, baixo peso ao nascer e sífilis congênita (Paula et al., 2022). A sífilis gestacional, além de seus próprios riscos para a saúde materna e para o feto, também está associada ao aumento da susceptibilidade à transmissão do vírus da imunodeficiência humana (HIV), considerando que as infecções sexualmente transmissíveis (IST) contribuem para a facilitação desse processo (Brasil, 2024). No Brasil, a manutenção de elevados índices de notificação da doença evidencia falhas no acompanhamento pré-natal, na triagem sorológica e na adesão ao tratamento (Brasil, 2024). Objetivo: Avaliar a prevalência e o perfil epidemiológico da sífilis em gestantes no estado do Paraná entre 2020 e 2024. Material e Métodos: Foi conduzido um estudo documental, retrospectivo e descritivo, de caráter quantitativo, utilizando informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS). Foram incluídos todos os casos confirmados de gestantes de 15 a 59 anos, residentes nos 399 municípios paranaenses, registrados no período de 2020 a 2024. As variáveis analisadas foram: ano de notificação, faixa etária e classificação clínica. Os dados foram organizados em planilhas Excel® e interpretados por meio de estatística descritiva. Resultados: Entre 2020 e 2024, contabilizaram-se 16.028 casos de sífilis gestacional, a maioria dos diagnósticos ocorreu em mulheres de faixa etária entre 20 a 39 anos, sendo o principal grupo vulnerável. O número de notificações apresentou crescimento contínuo até 2023 (2.880 casos em 2020 e 4.232 em 2023), com posterior queda em 2024 (1.698 casos). As fases primária e latente predominaram, atingindo picos em 2023 (1.406 e 1.823 casos, respectivamente). Discussão: Os resultados reforçam a permanência da sífilis gestacional como importante agravo de saúde, especialmente entre mulheres em idade reprodutiva. A queda em 2024 pode estar relacionada à intensificação da testagem, maior adesão ao tratamento ou à subnotificação. O predomínio das formas primárias e latentes aponta falhas na identificação precoce no pré-natal, favorecendo a transmissão vertical e a sífilis congênita. A maioria dos recém-nascidos não apresenta sinais visíveis ao nascer, porém os sintomas podem surgir nos primeiros meses ou após os dois anos. De acordo com o Ministério da Saúde (s.d.), entre as complicações da sifílis congênita estão: aborto espontâneo, parto prematuro, malformações, surdez, cegueira, alterações ósseas, deficiência mental e morte ao nascer. Conclusão: O período avaliado evidenciou um aumento progressivo dos casos até 2023, seguido de expressiva redução em 2024. O perfil epidemiológico identificado indica a necessidade de reforçar ações de rastreamento, tratamento precoce e educação em saúde, com ênfase em mulheres de 20 a 39 anos e em regiões de maior concentração populacional, pois a qualidade do acompanhamento pré-natal e a efetividade das ações de prevenção e controle são fundamentais para a redução dos índices da doença (Paula et al., 2022). |
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| Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Sífilis congênita – gestantes. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis/gestantes/congenita. Acesso em: 15 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico – Sífilis 2024. Número especial, outubro de 2024. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2024/boletim_sifilis_2024_e.pdf/view. Acesso em: 4 set. 2025. PAULA, M. A. D.; et al. Diagnóstico e tratamento da sífilis em gestantes nos serviços da Atenção Básica. Ciência & Saúde Coletiva, [s. l.], v. 27, n. 8, p. 3331–3340, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/d4yh3CmkjTbPJvrn63pwbKb/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 04 set. 2025. |
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