OS BENEFÍCIOS DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL NOS CUIDADOS PALIATIVOS   
1ANA ELIS KNECHT FREISLEBENN, 2NATHALY GABRIELLE DA SILVA, 3AMANDA ANDRESSA HEMKEMEIER, 4ALINNE CHRISTINI JULIO, 5AMANDA GABRIELA AMARAL, 6ELIANE MARIA VOGEL
1Acadêmico do curso de Estética e cosmética da Unipar
2Acadêmico do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: Os cuidados paliativos consistem em uma abordagem voltada à melhora da qualidade de vida de pacientes com doenças graves e de seus familiares, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento. Esses cuidados englobam o tratamento da dor e de outros sintomas físicos, além de aspectos psicossociais e espirituais. Nesse contexto, a drenagem linfática manual (DLM) destaca-se como uma técnica terapêutica que favorece a nutrição tecidual, previne o acúmulo de líquidos nos tecidos linfáticos e contribui para a eliminação de toxinas e o equilíbrio hídrico, sendo, portanto, eficaz na prevenção de edemas (Pereira, 2011; Santos, 2023; Hashimoto, 2024).
Objetivo: Relatar os benefícios da drenagem linfática manual no tratamento de pacientes em cuidados paliativos.
Desenvolvimento: Os cuidados paliativos têm como principal propósito oferecer suporte integral aos pacientes que enfrentam doenças ameaçadoras da vida, com foco no conforto, na dignidade e na qualidade de vida. Essa abordagem é baseada na identificação precoce, avaliação precisa e tratamento de sintomas físicos, psicológicos, sociais e espirituais (Hashimoto, 2024). A prestação desses cuidados é realizada por equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, esteticistas, entre outros, em ambientes hospitalares ou domiciliares. O objetivo comum é o controle de sintomas e o suporte contínuo ao paciente e à família (OMS, 2002; Palmeira, 2011). A drenagem linfática manual, criada pelo casal Vodder em 1936, consiste em uma técnica de manipulação suave da pele que visa estimular o fluxo da linfa em direção aos gânglios linfáticos, facilitando sua reabsorção pelo sistema venoso (Souza, 2021). Por promover a eliminação de resíduos metabólicos, a técnica contribui para a desintoxicação do organismo e melhora o funcionamento dos órgãos. Realizada por profissionais capacitados, a DLM deve ser aplicada com movimentos lentos e leves, respeitando o ritmo natural do sistema linfático, que é mais lento do que o circulatório (Silva, 2021). Nos pacientes em cuidados paliativos, especialmente oncológicos, a DLM auxilia no alívio de sintomas como linfedema, dor, ansiedade e desconforto. Além dos benefícios fisiológicos, como a melhora da circulação e da oxigenação dos tecidos, a técnica também promove relaxamento e sensação de bem-estar, contribuindo significativamente para a qualidade de vida desses pacientes (Bergamann, 2021). A prática da DLM pode, ainda, favorecer a regulação hormonal e a eficácia de medicamentos, ao melhorar a distribuição de substâncias no organismo (Santos, 2023). Sua aplicação, no entanto, deve ser individualizada e seguir orientações clínicas específicas, respeitando o estado geral do paciente.
Conclusão: Os cuidados paliativos visam oferecer suporte integral a pacientes com doenças graves, priorizando o alívio do sofrimento e a melhora da qualidade de vida, independentemente da possibilidade de cura. Reconhecida pela OMS, essa abordagem é relevante em todas as fases da doença e inclui, além do tratamento médico, apoio psicológico, social e espiritual — inclusive durante o processo de luto da família. Nesse contexto, a drenagem linfática manual surge como uma estratégia complementar eficaz. Ao promover a estimulação do sistema linfático, a técnica contribui para a redução de edemas, alívio da dor, relaxamento e melhora da autoestima dos pacientes, atuando como um recurso valioso dentro dos cuidados paliativos.
Referências:
BERGMANN, A.; BAIOCCHI, J. M. T.; OLIVEIRA, R. A. G. Drenagem Linfática Manual em Pacientes Oncológicos: Quais as Evidências Científicas e as Recomendações Clínicas. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 67, n. 3, 2021. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/1881. Acesso em:27/03
HASHIMOTO, G.; SILVA, T.; SANTOS, F. Estética nos cuidados paliativos. Revista Terra & Cultura, Londrina, v. 40, n. especial, p. 245–268, 2024. Disponível em: http://publicacoes.unifil.br/index.php/Revistateste/article/view/3055/2819. Acesso em:27-03-2025
PALMEIRA, Heloísa Maria; SCORSOLINI-COMIN, Fabio; PERES, Rodrigo Sanches. Cuidados paliativos no Brasil: revisão integrativa da literatura científica. Aletheia, Canoas, n. 35-36, p. 163-176, dez. 2011. ISSN 1413-0394. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/1150/115025560014.pdf. Acesso em: 27 mar. 2025.
SANTOS, S. G. dos; GÓIS, M. T. Drenagem linfática manual para tratamento de edemas. Revista Mato-Grossense de Saúde, v. 1, n. 1, p. 187–203, 2023. Disponível em: https://revistas.fasipe.com.br/index.php/REMAS/article/view/200. Acesso em: 27 mar. 2025.
SILVA, Renata Inácia da. Os benefícios da drenagem linfática: uma revisão de literatura. Medicus, v. 3, n. 1, p. 1-13, ago. 2020 - jan. 2021. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares.
SOUZA, Sarah Melo de; SILVA, Rafaela Santana e; BALDON, Vanessa Santos Pereira; CAMPOS, Érica Carolina; SILVA, Rafaela de Melo; RESENDE, Ana Paula Magalhães. Impacto da drenagem linfática manual nos sintomas relacionados ao edema de membros inferiores de gestantes. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v. 28, n. 4, p. 407-414, out. /dez. 2021. DOI: