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| SÍNDROME PÓS-TROMBÓTICA E SEU IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA | |
| 1GABRIELLA GABARRÃO SILVA, 2CAROLINA GREGORIO DE LIMA, 3ISADORA ALEGRIA PEREIRA, 4VITÓRIA RICHTER PURPER, 5PABLO ALVAREZ AUTH | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da Unipar 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da Unipar 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A Síndrome Pós-Trombótica (SPT) representa uma complicação crônica e debilitante da trombose venosa profunda (TVP), a qual reduz a qualidade de vida e é dispendiosa, sendo caracterizada por alterações funcionais e estruturais no sistema venoso dos membros inferiores. Objetivo: Este trabalho tem por objetivo analisar o impacto que a síndrome pós-trombótica provoca sob a qualidade de vida dos indivíduos que são acometidos por ela. Desenvolvimento: A Síndrome Pós-Trombótica (SPT) é uma complicação que compromete não apenas a funcionalidade venosa, mas também o bem-estar físico e emocional dos pacientes, influenciando negativamente sua qualidade de vida. É resultante de um processo inflamatório que leva à destruição valvular e à obstrução parcial ou total das veias profundas, culminando em hipertensão venosa persistente. Estudos demonstram que a presença de sintomas persistentes como dor crônica, sensação de peso e edema recorrente está fortemente associada à limitação de atividades cotidianas, redução da mobilidade e impacto psicológico, como ansiedade e frustração (MAIA et al., 2014). A alta prevalência da SPT entre indivíduos que sofreram Trombose Venosa Profunda (TVP) destaca a importância do reconhecimento precoce, da prevenção e do manejo adequado dessa condição. Após a TVP, a SPT se desenvolverá em 20% a 50% dos pacientes, e a SPT grave, incluindo úlceras venosas, se desenvolverá em 5% a 10%. Os principais fatores de risco para SPT são TVP anatomicamente extensa, TVP ipsilateral recorrente, sintomas persistentes nas pernas 1 mês após TVP aguda, obesidade e idade avançada. Pacientes acometidos por TVP iliofemoral, especialmente os que não recebem tratamento precoce e eficaz, apresentam maior risco de desenvolver SPT em graus, sendo que a presença de úlceras venosas está relacionada a quadros mais severos. Além disso, o comprometimento funcional ocasionado pela SPT frequentemente exige cuidados contínuos, uso de meias compressivas e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas ou tratamentos para úlceras, o que intensifica a carga emocional e econômica sobre o indivíduo e o sistema de saúde (GOMES, 2021). A avaliação da qualidade de vida dos pacientes demonstra perdas significativas nos domínios físico, emocional e social, refletindo a necessidade de estratégias preventivas eficazes, reabilitação adequada e seguimento multidisciplinar para mitigar os efeitos da SPT. Tais dados ressaltam a importância de medidas de prevenção primária e secundária da TVP como ferramenta central para reduzir a incidência da síndrome e melhorar os desfechos clínicos e funcionais a longo prazo. Ao prevenir a TVP inicial e a recorrência da TVP ipsilateral, as profilaxias primária e secundária da TVP evitarão casos de SPT. (KAHN, 2016, p.1). Conclusão: Desse modo, podemos concluir que o reconhecimento precoce e o uso de estratégias terapêuticas adequadas é essencial para reduzir o impacto negativo da Síndrome Pós-Trombótica na qualidade de vida do paciente, minimizando eventuais complicações. |
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| Referências: GOMES, Catarina Cardoso. Síndrome Pós-trombótico e Impacto na Qualidade de Vida de Trombose Ílio-cava–Estudo a médio prazo em população hospitalizada em cinco anos consecutivos. 2021. Dissertação de Mestrado. Universidade de Coimbra (Portugal). KAHN, Susan R. The post-thrombotic syndrome. Hematology 2014, the American Society of Hematology Education Program Book, v. 2016, n. 1, p. 413-418, 2016. MAIA, Miguel et al. Síndrome pós‐trombótica e qualidade de vida em doentes com trombose venosa ilio‐femoral. Angiologia e Cirurgia Vascular, v. 10, n. 4, p. 173-179, 2014. |
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