ESTATÍSTICAS DO HPV:UM ALERTA PARA A SAÚDE PÚBLICA
1ANA LETICIA ALMEIDA SILVA, 2GEOVANNA SOUSA DA SILVA, 3MARIA VITÓRIA DOS SANTOS FAXINA, 4KETLLEN DAYSE  GREGÓRIO DE OLIVEIRA, 5MARIA EDUARDA CRISTOFÓLI BONATI, 6GIULIANA ZARDETO
1Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR, Umuarama/PR
2Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR, Umuarama/PR
3Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR, Umuarama/PR
4Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR, Umuarama/PR
5Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR, Umuarama/PR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O Papilomavírus Humano (HPV), é um vírus de grande relevância na área da saúde por sua ampla disseminação e associação com diversas doenças (COSTA et al., 2024). A transmissão ocorre, principalmente, por contato íntimo, sendo uma das infecções sexualmente transmissíveis mais frequentes no mundo. Embora muitas vezes não cause sintomas, alguns tipos do vírus podem provocar lesões e até levar ao surgimento de câncer, como o de colo do útero (CHAVES et al., 2024). Por isso, entender como o HPV se espalha e afeta diferentes populações é fundamental para prevenir complicações e orientar ações de  saúde pública (BRASIL, 2025).
Objetivo: O objetivo deste estudo é identificar a frequência da infecção por Papilomavírus Humano em uma população específica e analisar fatores de risco como idade, comportamento sexual e acesso à vacinação.
Desenvolvimento: O vírus HPV é considerado um problema de saúde pública em âmbito mundial. No Brasil, a sua incidência é elevada. Além disso, a pluralidade de doenças que podem surgir por meio do HPV consiste em uma preocupação ainda maior. A Organização Mundial da Saúde (OMS) (2022) estabelece que nas Américas, a prevalência do vírus HPV é a maior em relação às outras regiões do mundo (CHAVES et al., 2024). Globalmente, cerca  de  11,7%  da população é afetada pelo HPV, com prevalências que podem atingir até 50% em certas faixas etárias. No Brasil o câncer de colo de útero, associado ao HPV, é o terceiro tumor mais comum entre mulheres. Estudos indicam que os tipos 16 e 18 do HPV são responsáveis por pelo menos 70% dos casos de câncer cervical em todo o mundo. Isso  destaca  a  necessidade  crítica de programas  eficazes  de vacinação,  que  possam  mitigar os riscos associados a  essas variantes do vírus (COSTA et al., 2024). Visto a alta prevalência, os exames periódicos ofertados pelo Sistema Único de Saúde devem ser incentivados, para que a saúde de mulheres e homens seja preservada. São conhecidos mais de 200 tipos de HPV, classificados em dois grupos principais: os de baixo risco oncogênico, associados a lesões benignas como verrugas anogenitais, e os de alto risco oncogênico, que podem levar ao desenvolvimento deneoplasias intraepiteliais e diversos tipos de câncer, com destaque para o câncer do colo do útero, além de cânceres de ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe (INCA, 2022). Estudos de vigilância epidemiológica têm demonstrado uma redução significativa na prevalência de infecções pelos tipos vacinais, bem como na incidência de verrugas genitais e lesões pré-cancerosas em populações com altas taxas de cobertura vacinal (BRASIL, 2025). Além da vacinação, o rastreamento sistemático com o exame citopatológico (Papanicolau) e a detecção molecular do DNA do HPV constituem estratégias essenciais para a prevenção secundária, possibilitando o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno das lesões precursoras, com impacto direto na redução da morbimortalidade associada ao câncer do colo do útero (INCA, 2022).
Conclusão: Diante do exposto, torna-se evidente que o HPV representa um desafio para a saúde pública no Brasil e no mundo. A elevada prevalência do vírus, especialmente entre jovens sexualmente ativos, e sua associação direta com diversos tipos de câncer ressaltam a urgência de estratégias eficazes de prevenção e controle. Portanto, é necessário que políticas públicas continuem a promover a educação sexual, ampliar o acesso à vacinação e fortalecer os programas de rastreamento, visando reduzir a incidência das doenças associadas ao HPV e melhorar a qualidade de vida.
Referências:
BRASIL. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS). HPV, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv
CHAVES, L.; COSTA, L.; DO COUTO, J.; DEASCANIO, J.; GAVA, J.; LEITE, L.; SOUZA, G.; ABREU, R.; FREIRE, P. PAPILOMAVÍRUS HUMANO: EPIDEMIOLOGIA, CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E CONDUTAS. Múltiplos Acessos, v. 9, n. 2, 2 jul. 2024.
COSTA, Rafael Soares et al. A correlação do HPV com o câncer no colo do útero. Revista Contemporânea, v. 4, n. 12, p. e7100-e7100, 2024.
INCA (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER). Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero, 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/diretrizes-brasileiras-para-o-rastreamento-do-cancer-do-colo-do-utero