USO DO PEELING DE FENOL NA DERMATOLOGIA ESTÉTICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA  
1MARIA JULIA RATTI ROMER, 2ANA LAURA RUIZ MACENA OLIVEIRA, 3MELISSA SCARPANTE OLIVEIRA LEANDRO, 4ROSILEY BERTON PACHECO, 5ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI
1Acadêmico do curso de Medicina da Unipar
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
5Docente Dra. do curso de Medicina da UNICESUMAR
Introdução: Entre os diversos tipos de peeling, o peeling de fenol se destaca pelos resultados duradouros e profundos, sendo muito utilizado como tratamento dermatológico, para corrigir áreas de hiperpigmentação, cicatrizes, rugas, manchas e condições decorrentes do envelhecimento (Da Rocha; Baiense; Andrade, 2024). Tal procedimento promove a regeneração cutânea devido à esfoliação das camadas superficiais da pele, estimulando a produção de colágeno e elastina, que são essenciais para uma pele saudável (Da Cruz; Rodrigues; Silva, 2024). O peeling deve alcançar determinada profundidade para promover a renovação celular, o que depende do tipo de pele, da substância utilizada, dosagem, concentração, e tempo de contato com a substância. No entanto, vêm se destacando alguns efeitos deletérios em relação ao seu uso, como irritação das mucosas e reações alérgicas graves (Silva; De Souza, 2022). 
Objetivo: Realizar um levantamento bibliográfico sobre as ações do peeling de fenol, bem como suas possíveis complicações. 
Desenvolvimento: O ácido carbólico (C6H5OH), mais conhecido como fenol, é um composto orgânico, aromático, derivado do benzeno, caracterizado por cristais em forma de agulha, variando de incolor a rosado, com odor característico. Aquecido, torna-se líquido, liberando um vapor inflamável e escurece quando entra em contato com o ar. Possui ação cáustica, o que promove a desnaturação e coagulação das proteínas da queratina da pele, levando a um rápido e uniforme branqueamento (Silva; De Souza, 2022). Estudos relatam que há mais de cem anos os peelings químicos são utilizados devido à sua praticidade, custo acessível e eficácia comprovada. O termo “peeling” vem do inglês “to peel”, que significa descamar, fazendo referência à aplicação do agente químico na pele que pode causar descamação da epiderme e também da derme, resultando na esfoliação e remoção de lesões como manchas, cicatrizes e rugas finas, promovendo a regeneração de novos tecidos. Pesquisas atuais descrevem que a esfoliação controlada desses tratamentos é uma ótima ferramenta para tratar uma variedade de condições dermatológicas e problemas estéticos (Da Cruz; Rodrigues; Silva, 2024). No entanto, apesar dos seus benefícios, o peeling de fenol em altas concentrações pode causar hipopigmentação ou hiperpigmentação, cicatrização anormal, infecções, eritema persistente, dor ou desconforto, edema, necrose, alterações na textura cutânea, distúrbios de sensibilidade, reações alérgicas e resultados estéticos insatisfatórios (Andrade, 2024). Revisões recentes mostram que pode apresentar toxicidade à pele, fígado e rins, dependendo do tipo e profundidade do tecido afetado. Tal toxicidade se deve à capacidade de disseminação hematológica rápida do fenol na pele, por isso, essa técnica é contraindicada para pacientes com doenças cardíacas, hepáticas ou renais, pessoas com tendência a cicatrizes e queloides, gestantes e lactantes (Penha et al., 2024). Altas concentrações do peeling químico estão associadas a elevados riscos de complicações pós-operatórias e distúrbios na pigmentação da pele, como hiperpigmentação transitória, frequentemente seguida de hipopigmentação, ou até mesmo hiperpigmentação prolongada. Um estudo recente registrou uma taxa de 7% de complicações cardíacas associadas ao uso de fenol em peelings profundos (Da Cruz; Rodrigues; Silva, 2024).
Conclusão: Em suma, por promover a desnaturação da pele, o peeling de fenol é muito utilizado, a fim de remover danos e tratar diversas condições dermatológicas, pois estimula a produção de colágeno e elastina, que são essenciais para uma pele saudável. Portanto, em altas concentrações, é tóxico, causando diversas complicações pós-operatórias e alterações na pigmentação da pele. Devido a sua toxicidade, tal procedimento é contraindicado para pacientes com doenças cardíacas, hepáticas ou renais.
Referências:
ANDRADE, M. V. C. Uso do peeling de fenol no rejuvenescimento facial: Indicações, contraindicações e intercorrências. 2024. 19 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biomedicina) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Escola de Ciências Médicas e da Vida, Goiânia, 2024.
DA CRUZ, G. C.; RODRIGUES, B.; SILVA, G. K. Rejuvenescimento cutâneo através da utilização de peeling químico. Revista Saúde Dos Vales, v. 12, n. 1, 2024.
DA ROCHA, V. T. V.; BAIENSE, A. S. R.; DE ANDRADE, L. G. O uso indiscriminado do peeling de fenol e seus riscos de intoxicação. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 11, p. 6435-6445, 2024.
PENHA, C. A. et al. Peeling de fenol: Tendências e perspectivas atuais. Revista Contemporânea, v. 4, n. 9, p. e5741-e5741, 2024.
SILVA, M. V.; DE SOUZA, D. V. A eficácia do peeling de fenol no rejuvenescimento facial The effectiveness of phenol in peeling facial rejuvenation. Brasília: Aya Editora, 2022, chap. 25, p. 299–305, Brasília, DF. 2022.