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| HÉRNIA UMBILICAL EM MUAR-RELATO DE CASO | |
| 1GABRIEL AUGUSTO RATTI DE SOUZA, 2GEOVANA CRISTINA SARTORI ANDRE, 3GUILHERME DA SILVA ASSALIN, 4THAIS SECUNDINI DACANAL, 5CARLA FARIA ORLANDINI DE ANDRADE, 6ANDRE GIAROLA BOSCARATO | |
| 1Graduando de Medicina Veterinária da Universidade Paranaense (UNIPAR) 2Acadêmica do Curso de Aprimoramento Em Medicina Veterinária - Clínica Médica, Cirúrgica e Reprodução de Grandes Animais da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Aprimoramento Em Medicina Veterinária - Clínica Médica, Cirúrgica e Reprodução de Grandes Animais da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Doutorado Em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: Comumente na hipiatria observa-se uma variedade de patologias que acometem os muares jovens, dentre elas destaca-se a hérnia umbilical, uma protrusão do conteúdo de uma cavidade do corpo, através de abertura herdada ou adquirida (Silva et al., 2021). As hérnias umbilicais e inguino-escrotais são malformações comuns nos muares, sendo mais frequentes, as hérnias umbilicais (KUMMER e STICK, 2012). Estas ocorrem também em diversas espécies, normalmente até o sétimo dia após o nascimento (SMITH, 2006). Raramente ocorre evisceração após o nascimento e essas hérnias têm sido relacionadas a traumas e esforços excessivos sofridos pelo cordão umbilical (KUMMER e STICK, 2012), fatores hereditários e infecciosos. As principais formas de diagnóstico dessas malformações são a palpação digital (THOMASSIAN, 2005; SCOTT, 2012). Normalmente a herniorrafia umbilical é indicada nos casos de hérnia persistente em animais com aproximadamente cinco a seis meses de idade (WILSON et al., 2006). A reparação cirúrgica deve abranger dois fatores, no caso de hérnias umbilicais, que são a obliteração do saco herniário e a reparação da alça intestinal (ADAMS e FESSLER, 2000). Relato de caso: Foi atendido na Clínica Escola Veterinário da Universidade Paranaense (UNIPAR) em Umuarama-PR, um muar, macho, com 6 meses de idade, pesando 160 kg, pelagem ruã, apresentando uma hérnia umbilical. Ao exame clínico, os parâmetros fisiológicos estavam dentro da normalidade, após a inspeção foi observado uma hérnia umbilical simples redutível, de aproximadamente 7 cm, após 48 horas de internamento ocorreu um encarceramento de alça intestinal, correndo o risco de ter estrangulamento de alça, no qual optamos pela cirurgia imediata com a técnica de Herniorrafia aberta. O animal foi submetido a sedação com cloridrato de detominida (0,02mg/kg), e submetido a indução de anestesia geral com cetamina (2mg/kg) e midazolam (0,1mg/kg) que foi mantida com sevoflurano vaporizado em oxigênio via inalatória através de tubo endotraqueal. Após tricotomia e assepsia de rotina com clorexidina degermante 2% e álcool 70%, foi realizado uma incisão elíptica ao redor da hérnia e a pele foi removida, expondo o saco herniário, que foi incisado e removido, expondo o conteúdo, o qual era constituído por um segmento do cólon menor de aproximadamente 20cm. Durante a inspeção foi observado uma alteração de coloração evidenciando um aspecto de sofrimento de alça intestinal, entretanto foi constatado que o segmento intestinal estava viável, sendo reposicionado para cavidade abdominal. Foi realizado o fechamento do anel herniário com a técnica sutura colchoeiro vertical modificada, utilizando fio polidioxanona nº4, e para reduzir o espaço morto do subcutâneo foi utilizado um fio de ácido poliglicólico 2-0, a síntese da pele foi realizada com sutura de Wolff com fio de nylon nº0., Foi aplicado um curativo com tampão de compressas de gaze fixado a pele com fio de nylon nº0. No período de pós operatório foi administrado penicilina G benzatina via intramuscular (24.000UI/Kg) a cada 48h e flunixin meglumine (1,1mg/kg) a cada 24 horas por dois dias. Após 7 dias do procedimento cirúrgico os pontos foram retirados e o animal recebeu alta. Discussão: Carvalho (2019) descreve que as hérnias umbilicais são alterações comuns em muares, e ocorrem com mais frequência que as hérnias inguino-escrotais. Essas alterações abrangem várias espécies e é caracterizada com um estado patológico, através do qual alguns órgãos da parede abdominal podem extravasar por meio de um ponto anatomicamente frágil da parede abdominal. Theresa Welch (2014) afirma que esse defeito na parede abdominal permite que haja protrusão total ou incompleta do órgão naquela região. As causas são pouco conhecidas, mas acredita-se que a maioria seja hereditária (FOSSUM, 2015). De acordo com Hendrickson (2010) a correção das hérnias umbilicais pode ser feita pela técnica aberta ou fechada. Se a hérnia for grande, deve-se abrir o saco herniário, e fazer uma herniorrafia aberta, é a técnica mais precisa porém tem a desvantagem de ser mais invasiva. Nas hérnias menores, pode ser feita a técnica fechada, que repara a hérnia sem abrir a cavidade abdominal e tem a vantagem da simplicidade e menores riscos de infecção, é indicada quando não há estruturas infeccionadas dentro do abdômen, porém tem a desvantagem de não ser capaz de ver o que está no saco herniário antes de suturar, o que pode causar a lesão de alça intestinal (TURNER, 2002). Conclusão: Pode- se concluir que a técnica cirúrgica empregada, herniorrafia aberta, mostrou- se eficiente, visto que não apresentou complicações, no pós operatório, e o muar teve uma boa recuperação, evitando problemas futuros e preservação da estética desse paciente. |
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| Referências: ADAMS, S. B.; FESSLER, J.F. Atlas of Equine Surgery. Philadelphia: Saunders Company. 2000. 428p. CARVALHO, C. G. Hérnia umbilical em equino. 2019. 31f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) - Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Rio Verde, Rio Verde, 2019. FOSSUM, Theresa Welch. Cirurgia da cavidade abdominal: Cirurgia de Pequenos Animais. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 1640 р. HENDRICKSON, D. A; BAIRD, A. N. Techniques in Large Animal Surgery. 4. ed. Avenue, Ames, Iowa: Wiley Blackwell, 2013, 352 р. KUMMER, M. R.; STICK, J. A. Abdominal hernias. In: AUER, J. A.; STICK, J. A. Equine Surgery. 4. ed. St. Louis, Missouri: Saunders, 2012. p. 506-513. SCOTT, P. Abdominal ultrasonography as an adjunct to clinical examination 2. Cattle. In Practice, London, v. 34, n. 2, p. 66-72, 2012. Silva, A. C. C., Caldeira, F. M. C., Roberto, G. B., Marcondes, R. A., Pinheiro, M. F., & Carrasco, A. O. T. (2021). Fístula intestinal em hérnia umbilical de cão: Relato de caso. PUBVET, 15(9), 1-5. https://doi.org/10.31533/pubvet.v15n09a920.1-5. SMITH, B. P. Medicina Interna de Grandes Animais. 3. ed. São Paulo: Manole, 2006. 1728p. THOMASSIAN, A. Enfermidades dos Cavalos. 4. ed. São Paulo: Varela, 2005. 573p. TURNER, A. S; MCILWRAITH, C. W. Técnicas cirúrgicas em animais de grande porte. 3. ed. Campo Grande, RJ: Guanabara Koogan, 2002. 320 p. WILSON, D. A.; KRAMER, J.; CONSTANTINESCU, G. M.; BRANSON, K. R. Manual of Equine Field Surgery. St Louis: Saunders Elsevier, 2006. 276p. |
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