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| DOENÇA HEPÁTICA RECORRENTE NO ENXERTO | |
| 1KAUAN MAYER REVERS, 2BRUNA VIEIRA TOKANO RAMOS, 3FERNANDA EMANOELI SOUZA, 4EMERSON FRANCO DE NOVAIS, 5MARIANA VITORIA GASPERIN | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A doença hepática recorrente no enxerto consiste em ser um dos desafios mais enfrentados em pacientes que realizam transplante hepático, pois impacta diretamente na qualidade e na sobrevida do enxerto. Sendo assim, as patologias que mais acometem os transplantados destacamos a hepatite C e a esteato - hepatite não alcoólica (NASH) Mandell, G. L.; Bennett, J. E.; Dolin, R. (2020). Objetivo: Analisar os mecanismos da doença hepática recorrente no enxerto juntamente com a eficácia das novas terapias antivirais de ação direta. Desenvolvimento: A hepatite C consiste em ser uma patologia que afeta milhares de pessoas pelo mundo e uma das principais causas de transplante hepático, sendo que a mesma tem o potencial de causar recidiva mesmo após ocorrer o transplante e assim levar complicações importantes pelo fato de haver replicação viral promovendo uma inflamação crônica que leva a apoptose de e ativação das células estreladas hepáticas o que leva a fibrogênese Assis, D. N.; Yao, F. Y (2019). Outra patologia que podemos citar se denomina de NASH que é uma doença que está crescendo nos últimos anos e está diretamente relacionada com cunhos metabólicos, entre eles podemos citar a obesidade e diabetes, podendo levar o paciente a desenvolver fibrose e cirrose, podendo causar sérios problemas pós operatórios. BRASIL. Ministério da Saúde (2022). Sob esse viés, houve o desenvolvimento de terapias antivirais de ação direta (DAAs), sendo que seu mecanismo de ação consiste basicamente em agir na replicação viral, donde os mesmos mostraram superiores aos tratamentos realizados anteriormente, sendo que eles se mostraram uma taxa de resposta superior a 95%, mesmo em pacientes que foram submetidos ao transplante, e consequentemente possuem menor risco de causar interações medicamentosas com imunossupressores. Ademais, ainda são capazes de realizar a erradicação do vírus reduzindo assim o prognóstico pós transplante, porém o monitoramento precisa ser contínuo aos casos de fibrose avançada, risco de rejeição crônica e de comorbidades. (Ghany, M. G.; Morgan, T. R. 2020) O manejo da NASH após o transplante hepático exige uma abordagem integrada, com destaque para intervenções nutricionais e mudanças no estilo de vida, fundamentais para melhorar o perfil metabólico. A criação de diretrizes específicas para transplantados é essencial. Ademais, terapias farmacológicas como a pioglitazona e os inibidores da SGLT2 mostram-se promissoras por agir nas células hepáticas ajudando na reversão do quadro, sendo assim é necessário continuar com estudos clínicos contínuos para otimizar o tratamento (Berzin, T. M.; Feng, Z.; Loomes, K. M. 2022). Conclusão: A doença hepática recorrente no enxerto continua sendo um desafio importante no pós-transplante hepático. Patologias como a hepatite C e a NASH têm grande impacto nesse cenário. As terapias antivirais de ação direta trouxeram avanços significativos no tratamento da hepatite C, enquanto o manejo da NASH requer uma abordagem integrada, com foco em mudanças no estilo de vida e opções farmacológicas promissoras. A combinação dessas estratégias é fundamental para melhorar o prognóstico e a sobrevida dos pacientes transplantados. |
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| Referências: MANDELL, G. L.; BENNETT, J. E.; DOLIN, R. Mandell, Douglas e Bennett: Princípios e Prática das Doenças Infecciosas. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. 2 v. ASSIS, D. N.; YAO, F. Y. Recorrência da hepatite C após transplante hepático. Clinics in Liver Disease, v. 23, n. 3, p. 429-445, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jhep.2019.11.018. Acesso em: 02 de ago. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite C e coinfecções. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. Acesso em: 2 ago. 2025. GHANY, M. G.; MORGAN, T. R. Atualização 2020 das diretrizes para hepatite C: recomendações AASLD-IDSA para o manejo da infecção pelo vírus da hepatite C. Hepatology, v. 71, n. 2, p. 686–721, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1002/hep.31060. Acesso em 02 de agosto de 2025. BERZIN, T. M.; FENG, Z.; LOOMES, K. M. Management of recurrent nonalcoholic steatohepatitis after liver transplantation. Current Opinion in Organ Transplantation, v. 27, n. 2, p. 162–169, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1097/MOT.0000000000000969. Acesso em: 2 ago. 2025. |
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