ABORDAGENS FISIOTERAPÊUTICAS NA REABILITAÇÃO DE PACIENTES COM AVE  
1AMANDA DE SOUZA MELLOS, 2DANIELE MAGALHAES ZANCO, 3EMANOELY ANGELO SANTOS, 4ISABELLA TORINO, 5NICOLY DIAS RIBEIRO, 6JAYME RODRIGUES DIAS JUNIOR
1Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) ocorre em decorrência da interrupção do aporte sanguíneo para determinada região do encéfalo, onde os comprometimentos e sequelas do AVE vão depender do local e da extensão dessa lesão, podendo ser sensitivas, motoras e/ou cognitivas, gerando déficits na capacidade funcional, na independência e na qualidade de vida dos indivíduos (RODRIGUES et.al., 2021).  Sendo assim, a principal deficiência desta condição clínica é a perda ou redução de força em um dos lados do corpo, que é denominada de hemiparesia e hemiplegia, a qual provoca alterações de estabilidade e há uma tendência a manter-se em posição de assimetria postural, com distribuição de peso alterada no lado parético ou plégico e assim é responsável por gerar outros comprometimentos como alteração da marcha, distúrbios no controle de postura e equilíbrio e dificuldades na realização das atividades de vida diária (FERREIRA, 2021). Por isso, segundo Lopes; Pinheiro; Sousa (2025), a intervenção fisioterapêutica após um AVC visa restaurar a mobilidade, melhorar a força muscular, recuperar a coordenação motora e promover a independência nas atividades diárias, a partir de técnicas variadas e exercícios terapêuticos, treino de marcha, terapia manual, eletroterapia e atividades funcionais além de trabalhar na prevenção de complicações secundárias, como contraturas musculares, úlceras de pressão e problemas respiratórios, que podem surgir devido à imobilidade prolongada.
Objetivo: Explorar os impactos causados pelo acidente vascular encefálico e como as técnicas fisioterapêuticas podem auxiliar na evolução do paciente pós AVE.
Desenvolvimento: De acordo com Ferreira (2021), ainda que atinja, com maior regularidade, pessoas acima dos 60 anos, o AVC pode acontecer em qualquer idade, até mesmo nas crianças. Indivíduos com sequelas de AVC, principalmente idosos, apresentam sintomas de intolerância à atividade física, como dispneia, fraqueza nos membros inferiores, elevação exagerada da frequência cardíaca e respiratória, além de fadiga subjetiva durante e após a deambulação, mesmo em distâncias curtas. Nesse viés, além das alterações locomotoras que envolvem a capacidade de movimento dos membros inferiores, é possível observar alterações consideráveis na atividade dos músculos dos membros superiores no pós-AVE (RODRIGUES et.al., 2021). Sendo assim,  a intervenção precoce e contínua da fisioterapia pode melhorar significativamente os resultados funcionais, reduzindo a dependência e aumentando a qualidade de vida dos pacientes, a qual não se limita apenas à recuperação física, mas também apresenta um papel crucial no suporte psicológico e emocional dos pacientes (LOPES; PINHEIRO; SOUSA, 2025).Com isso, faz-se necessário o uso de técnicas fisioterapêuticas como os treinos de transferências de peso e exercícios de “sentar e levantar”,  que contribuem para o indivíduo o retorno da marcha com mais facilidade, a melhor execução e controle postural, bem como a terapia por restrição de movimento, que consiste na recuperação do ʻaprendizado do não usoʼ dos membros superiores - o exercício deve ser feito com contenção do membro não afetado, ou seja, imobilização do membro não atingido para que não haja compensação e o indivíduo reaprenda a utilizar o membro parético no dia a dia (GONÇALVES, 2022). Além disso, pode contar também com o uso de correntes elétricas com programação específicas que facilitem o recrutamento das unidades motoras deficientes, onde a corrente elétrica aplicada sobre o ventre muscular ou ponto motor, promove uma onda de despolarização que permite o recrutamento inicialmente da unidade motoras do tipo II de contração rápida (RODRIGUES et.al., 2021). 
Conclusão: O Acidente Vascular Encefálico é uma condição que afeta o corpo de forma global, trazendo prejuízos funcionais e compensações que, se não forem devidamente tratadas, podem resultar em atrofias permanentes. Nesse contexto, a fisioterapia — especialmente a cinesioterapia — desempenha um papel fundamental na recuperação da funcionalidade, no restabelecimento da biomecânica ideal, na melhora da mobilidade para a realização das atividades de vida diária (AVDs) e na prevenção de complicações decorrentes da imobilidade prolongada. Assim, é essencial a adesão aos tratamentos fisioterapêuticos propostos e o acompanhamento contínuo e cuidadoso do paciente, com o envolvimento ativo da rede de apoio, a fim de manter os ganhos funcionais e garantir uma melhor qualidade de vida.
Referências:
FERREIRA, Fleury. Neto. Efeitos do treinamento muscular respiratório sobre a função pulmonar e a tolerância ao exercício em pacientes pós-AVC: uma revisão sistemática. Tese (Doutorado em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/35351/1/Tese%20Fleury%20Ferreira%20Neto.%20%281%29.pdf. Acesso em: 22/08/2025.
GONÇALVES, Luana. Heck. Importância da fisioterapia na qualidade de vida dos pacientes pós acidente vascular cerebral (AVC). Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação de Fisioterapia)- Faculdade Anhanguera, 2022. Disponível em: https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/54823/1/Luana_Heck_+Goncalves.pdf. Acesso em 22/08/2025.
LOPES, Rai da Silva; PINHEIRO, Eudaldo Alves; SOUSA, Lucas Gabriel Oliveira. O papel da fisioterapia na reabilitação pós acidente vascular cerebral (AVC). Revista Aracê, v.7,n.7, p. 36701-36717,2025.
RODRIGUES; Mayra Silva, et. al. A influência do treino de equilíbrio na reabilitação da marcha em pacientes pós AVE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v.7, n.9, p. 357-377, 2021.