VITILIGO: ASPECTOS CLÍNICOS, PSICOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS  
1JUAN FELIPE BAGGIO CONTRERAS PIANA, 2ANA LAURA RUIZ MACENA OLIVEIRA, 3MELISSA SCARPANTE OLIVEIRA LEANDRO, 4MARILIA MORAES QUEIROZ SOUZA, 5ROSILEY BERTON PACHECO, 6ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI
1academico do curso de medicina UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
6Docente Dra. do curso de Medicina da UNICESUMAR
Introdução: O vitiligo é uma condição caracterizada por manchas esbranquiçadas na pele, resultantes da destruição dos melanócitos, que geralmente se distribuem de forma simétrica. É uma doença complexa, associada a fatores genéticos, alterações metabólicas, falhas na fixação celular e respostas imunológicas. Sua causa ainda não é totalmente compreendida, e o diagnóstico é clínico. O estresse no sistema imunológico é caracterizado por uma quebra na homeostase do corpo humano, ocorrendo quando determinadas situações provocam um estado de desequilíbrio e desarmonia no organismo (OLIVEIRA et al., 2024). O tratamento ocorre de acordo com o tamanho e localização das manchas pelo corpo e varia entre fototerapia, corticosteroides tópicos, inibidores de calcineurina, tratamentos cirúrgicos, terapias emergentes e suporte psicossocial (CARNEIRO et al., 2024). 
Objetivo: Foi realizada uma revisão de literatura, com busca nos trabalhos da plataformas PubMed e Scielo com a palavra “Vitiligo”, Elucidar os principais meios de diagnósticos do vitiligo e expor os tratamentos mais utilizados.
Desenvolvimento: O vitiligo é uma doença adquirida ao longo da vida provocada por um ataque ao sistema imune às células responsáveis pela pigmentação, os melanócitos. Essa condição resulta em uma coloração esbranquiçada em diferentes áreas do corpo, sendo observado principalmente na pele, nas mucosas e por vezes nos pelos. Além disso, o vitiligo pode acometer outros órgãos, como a glândula tireoide. Influências epigenéticas, como o meio em que se vive, padrões alimentares, fatores emocionais e a exposição a substâncias danosas, têm impacto significativo na forma como o vitiligo se manifesta. Além disso, disfunções no transporte de vesículas entre células da epiderme, alterações na composição da microbiota intestinal e a insuficiência de vitamina D têm sido relacionadas ao desenvolvimento e à condução clínica da doença, sugerindo abordagens terapêuticas potenciais, como a administração de vitamina D (CAMPOS et al., 2024). Nesse sentido, alguns dos tratamentos do vitiligo consistem em fototerapia, sendo uma das abordagens mais eficazes, uma vez que promove a repigmentação em muitos pacientes. Outra alternativa terapêutica é o uso de corticosteroides tópicos que reduzem a inflamação e promovem a repigmentação. Ainda, é possível a realização de cirurgias, em que são feitos enxertos de pele ou transplantes de melanócitos (DE BESSA et al., 2025). Além do tratamento clínico, é necessário ressaltar a importância de uma terapia individualizada, que abrange os aspectos emocionais que a doença pode causar, visto que o vitiligo afeta, em média, 1% da população mundial, e mais de 75% das pessoas diagnosticadas desenvolvem uma autoimagem negativa em decorrência da doença (NOGUEIRA; ZANCANARO; AZAMBUJA, 2009). No cenário atual, o entendimento sobre os processos moleculares e imunológicos envolvidos no vitiligo tem evoluído consideravelmente e pesquisas recentes vêm investigando o uso de terapias com células-tronco e de agentes biológicos que atuam diretamente em componentes específicos da resposta imune. Paralelamente, a descoberta de novos biomarcadores tem se mostrado promissora tanto para o aprimoramento do diagnóstico precoce quanto para a individualização das estratégias terapêuticas (DE BESSA et al., 2025). 
Conclusão: Em suma, o vitiligo é uma doença de natureza multifatorial caracterizada pela despigmentação da pele, pelos e mucosa e que ainda representa um grande desafio para o entendimento científico. A interação entre predisposição genética, influências do ambiente e disfunções no sistema imune desempenha papel central em seu desenvolvimento. Embora não haja uma cura para o vitiligo, os tratamentos mostram uma grande eficácia e consistem em fototerapia, corticosteroides, cirurgias e acompanhamento psicossocial.
Referências:
CAMPOS, Francisca Roberta Pereira et al. Vitiligo: uma revisão sobre fisiopatologia, diagnóstico e tratamento. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 8, p. 1772-1779, 2024.
CARNEIRO, Ana Helena Ramos et al. Avaliação da qualidade de vida de pessoas com vitiligo: estudo transversal. Rev. Enferm. Contemp., Salvador;13:e5829, 2024.
DE BESSA, Carlos et al. Vitiligo: desafios no diagnóstico e abordagens terapêuticas modernas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 1, p. 1682-1695, 2025.
NOGUEIRA, Lucas SC; ZANCANARO, Pedro CQ; AZAMBUJA, Roberto D. Vitiligo e emoções. Anais brasileiros de dermatologia, v. 84, p. 41-45, 2009.
OLIVEIRA, Vanessa Silva et al. A influência do estresse sobre o sistema imunológico: um destaque ao vitiligo. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 11, p. 6679-6688, 2024.