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| HOMEOPATIA ADMINISTRADA VIA INTRAMAMÁRIA NO CONTROLE DE MASTITE EM VACAS LEITEIRAS – RELATO DE CASO | |
| 1FABIO YOSHIO CAMARGO ONADA, 2JULIA FRANCISCONI CORRER, 3JUNIOR JORGE DA SILVA ALIXANDRE, 4JULLYA GABRIELLI HILARIO MACEDO LOPES, 5LARA BRITO SCHNEIDER, 6RANULFO PIAU JUNIOR | |
| 1Acadêmico de Curso de Medicina veterinária – PIBIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR - PIC 3Zootecnista 4Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR - PIC 5Acadêmica do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR - PIC 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A mastite, é uma inflamação comum em animais de produção leiteira, e apresenta-se como a principal causa do aumento dos custos na pecuária leiteira, por se tratar de uma doença plurietiológica e multifatorial (Vliegher et al., 2012; Quadros et al., 2019). A homeopatia tem sido cada vez mais utilizada em animais de produção com resultados bastante satisfatórios (Almeida, 2004). Os medicamentos antimicrobianos são tradicionalmente utilizados no tratamento da mastite bovina; entretanto, estudos têm demonstrado um índice crescente de resistência dos microrganismos aos antibióticos utilizados, o que leva a falhas terapêuticas, perda de qualidade do leite, perdas de produção e impactos na saúde das vacas (Costa noel et al., 2016). A mastite é a causa mais comum de utilização de antimicrobianos em rebanhos leiteiros. Assim, o leite bovino é considerado uma fonte potencial de bactérias multirresistentes (Chandrasekaran et al., 2014). Desta forma, a homeopatia surge como uma possível opção para o tratamento e prevenção da mastite bovina, potencialmente melhorando a qualidade da produção leiteira, refletindo num produto mais sustentavel (Cordioli; Oldra; Schmitt, 2009). Considerando a importância da mastite na pecuária leiteira e a busca por alternativas terapêuticas que possam contribuir para a saúde dos animais e para a qualidade do leite, torna-se relevante relatar experiências clínicas com o uso da homeopatia nesta enfermidade. Assim, o objetivo deste trabalho é descrever um caso de mastite bovina tratado com medicamentos homeopáticos, ressaltando a evolução clínica e os possíveis benefícios desta abordagem como estratégia complementar na produção leiteira. Relato de caso: Uma propriedade localizada no Município de Serafina Corrêa– RS, uma vaca holandesa, com seis de idade, com boa condição corporal, livre de ectoparasitas, que recebia na dieta ração, silagem de milho, sal mineral. Foi feito CMT (Califórnia mastites test) e diagnosticou mastite subclínica com grau 2. Apresentando dor à palpação, edema na glândula mamaria e presença de grumos no leite com o teste de caneca de fundo escuro. Foi iniciado um tratamento nos animais afetados com o complexo intramamario antimastite duas vezes ao dia pós a ordenha da manhã e da tarde durante cinco dias. Após cinco dias de tratamento não foi observado a presença de mastite no animal tratado. Discussão: No presente relato, observou-se que o tratamento instituído resultou na diminuição dos sinais clínicos de mastite subclínica após cinco dias de tratamento, com melhora no quadro da mastite. Resultados semelhantes foram descritos por Benites (2005), que verificou a redução dos casos de mastite subclínica em vacas leiteiras submetidas ao tratamento homeopático, evidenciando uma resposta positiva dos animais frente à infecção. Laginestra et al. (2024) utilizando um complexo homeopático antimastite na dieta de vacas leiteiras com mastite e multirresistentes a antibióticos, observou uma redução significativa do CCS. Segundo Mimoune et al. (2021), a homeopatia pode representar uma alternativa viável à antibioticoterapia, principalmente por não deixar resíduos no leite e por não induzir resistência bacteriana, o que constitui uma vantagem para a saúde animal, para a segurança alimentar e para o sistema produtivo. Conclusão: O uso do complexo homeopático antimastite inramamario foi eficaz no tratamento de mastite bovina. |
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| Referências: ALMEIDA, L. A. B. Avaliação do tratamento alopático e homeopático de mastite bovina em animais inoculados com Staphylococcus aureus. 2004. 104 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. BENITES, N. R. Comparação entre tratamento homeopático de mastite bovina clínica e subclínica. 2005. 116 f. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2005. CHANDRASEKARAN, D.; VENKATESAN, P.; TIRUMURUGAAN, K. G.; et al. Pattern of antibiotic resistant mastitis in dairy cows. Veterinary World, v. 7, p. 389-394, 2014. CORDIOLI, E.; OLDRA, A.; SCHMITT, F. A. Sistemas de produção de leite e qualidade do produto final na agricultura familiar. Cadernos de Agroecologia, v. 4, 2009. COSTA NOEL, C. C. et al. Perfil de suscetibilidade antimicrobiana e produção de “slime” de isolados de Staphylococcus spp. provenientes de casos de mastite bovina na região sul-fluminense. Revista de Saúde, v. 7, p. 22-26, 2016. LAGINESTRA, B. F. A. et al. Impact of a Novel Homeopathic Complex Medicine on the Management of Multiple Antibiotic-Resistant Bovine Mastitis: An Open-Label, Non- Randomized, Placebo-Controlled Trial. Homeopathy, v. 113, n. 1, p. 25-31, 2024. MIMOUNE, N. et al. Alternative treatment of bovine mastitis. Veterinarska Stanica, v. 52, n. 6, p. 639-649, 2021. TEIXEIRA, M. Z. Fundamentação científica do princípio de cura homeopático na farmacologia moderna. Revista de Homeopatia, v. 80, p. 40-88, 2017. VLIEGHER, S. et al. Invited review: Mastitis in dairy heifers: Nature of the disease, potential impact, prevention, and control. Journal of Dairy Science, v. 95, n. 3, p. 1025-1040, 2012. |
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