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| USO DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS POR ESTUDANTES DE CURSOS DA SAÚDE EM UMA UNIVERSIDADE PRIVADA NO INTERIOR DO PARANÁ | |
| 1AMANDA MACAGNAN , 2TAINARA GUADAHIN, 3INDIOMARA BARATTO | |
| 1Acadêmica do Curso de Nutrição da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Nutrição da UNIPAR 3Docente do curso de Nutrição da UNIPAR |
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| Introdução: O uso de plantas medicinais acompanha a humanidade desde a antiguidade, sendo prática transmitida entre diferentes povos e culturas (OLIVEIRA, 2006; PATWARDHAN et al.,2015). No Brasil, esse conhecimento é remoto aos paleoíndios amazônicos, há cerca de 12 mil anos, e permanece presente até hoje, associado à cultura popular e ao acesso facilitado à biodiversidade (MATSUCHITA, 2015; BRASIL, 2006). A fitoterapia é definida como o uso de plantas medicinais e seus derivados em práticas terapêuticas, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 1998) como recurso importante na atenção primária e integra as políticas públicas de saúde no país, como a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (BRASIL, 2006; SILVA et al., 2018). Objetivo: Analisar o uso de plantas medicinais e fitoterápicos por estudantes dos cursos da área da saúde em uma universidade privada no interior do Paraná. Desenvolvimento: O uso de plantas medicinais acompanha a trajetória da humanidade desde os povos mais antigos, estando presente em diferentes civilizações como chineses, babilônios, hebreus, gregos e egípcios, que já utilizavam espécies vegetais para fins terapêuticos (OLIVEIRA, 2006; PATWARDHAN et al., 2015). Ao longo dos séculos, a fitoterapia evoluiu do uso empírico para uma prática respaldada por estudos científicos, destacando-se como alternativa ou complemento ao tratamento medicamentoso convencional. Atualmente, diversos fatores têm impulsionado sua utilização, como o alto custo dos medicamentos industrializados, a dificuldade de acesso à assistência médica em algumas regiões e a crescente valorização de recursos naturais (BARATA, 2001; BRASIL, 2006). Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 80% da população mundial recorre a plantas medicinais para suprir necessidades de atenção primária em saúde (OMS, 1998). No Brasil, a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) possibilitou a inclusão de práticas integrativas e complementares, fortalecida em 2006 pela Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Essas iniciativas representam marcos fundamentais para o uso racional e seguro das plantas medicinais, considerando a ampla biodiversidade do país e os conhecimentos tradicionais associados (SILVA et al., 2018; DIAS; LIMA, 2021). Apesar de reconhecida importância terapêutica, a fitoterapia ainda enfrenta desafios relacionados ao uso incorreto, seja pela falta de padronização das preparações, pela ausência de informações sobre toxicidade ou pela crença popular de que o “natural” é sempre inofensivo (MATOS, 1991; DINIZ et al., 2014; FRANÇA et al., 2021). A utilização inadequada pode ocasionar efeitos adversos e interações medicamentosas, o que reforça a necessidade de difundir informações científicas e garantir orientações seguras à população (COLET et al., 2015).Além dos aspectos culturais e sociais, as plantas medicinais possuem grande potencial de aplicação farmacêutica, sendo fonte de substâncias bioativas de relevância clínica, como a galantamina, utilizada no tratamento da doença de Alzheimer, e compostos antioxidantes presentes em chá verde, uvas e açafrão, estudados como alternativas no combate a doenças crônicas e neurodegenerativas (SOUZA et al., 2005; AHMAD et al., 2019; IKRAM et al., 2019). Dessa forma, torna-se evidente a importância de compreender a fitoterapia como prática de cuidado que une tradição e ciência, permitindo tanto a valorização dos saberes populares quanto a validação de sua eficácia e segurança por meio de estudos clínicos. O presente trabalho justifica-se pela necessidade de ampliar o conhecimento sobre o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, destacando seus benefícios, potenciais riscos e papel no contexto da saúde pública e da prática clínica, o estudo está em desenvolvimento. CONCLUSÃO: A fitoterapia acompanha a humanidade há milhares de anos e continua tendo grande importância nos dias de hoje. No Brasil, esse cuidado é ainda mais especial, já que une a riqueza da nossa biodiversidade com o conhecimento popular transmitido de geração em geração. Além de ser acessível e culturalmente próximo da população, seu uso pode trazer muitos benefícios à saúde quando feito de forma correta e orientada. Por isso, é fundamental reforçar que, embora as plantas tenham grande potencial terapêutico, elas também exigem cautela e informação para evitar riscos. Valorizar a fitoterapia significa não apenas preservar tradições, mas também abrir caminho para novas descobertas científicas e ampliar o acesso a práticas de cuidado mais seguras e integradas ao sistema de saúde. |
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| Referências: BARATA, L. E. S. Plantas medicinais e fitoterápicos: história e importância. Revista Fitos, v. 1, n. 1, p. 1-10, 2001. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. COLET, C. F. et al. Uso seguro de plantas medicinais: revisão. Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada, v. 36, n. 1, p. 93-100, 2015. MATOS, F. J. A. Introdução à fitoquímica experimental. 2. ed. Fortaleza: UFC, 1991. MATSUCHITA, A. S. A utilização de plantas medicinais no Brasil: história e atualidade. Revista Fitos, v. 9, n. 1, p. 1-10, 2015. OLIVEIRA, A. B. Plantas medicinais: cura e cultura. Revista Estudos Avançados, v. 20, n. 58, p. 191-210, 2006. OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Traditional medicine strategy 2002–2005. Geneva: World Health Organization, 1998. SILVA, T. C. et al. A fitoterapia no SUS: avanços e desafios. Revista de Saúde Coletiva, v. 28, n. 2, p. 1-12, 2018. SOUZA, G. C. et al. Plantas medicinais como fonte de novos fármacos. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 15, n. 2, p. 169-177, 2005. |
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