INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO ASSOCIADAS A SONDAGEM VESICAL  
1LUANA RAFAELA GAIS ERTHAL, 2POLYANNA TAVARES, 3ISABELLA MENEGASSI PESTANA, 4JULIA ABREU SOARES DE SOUZA, 5ALBERTO SANTIAGO MENDES TOME
1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
Introdução: As infecções do trato urinário associadas ao uso de cateter vesical (ITU-AC) representam uma das principais preocupações dos hospitais. A incidência elevada em pacientes internados está diretamente ligada ao tempo de permanência do dispositivo, sendo uma das complicações mais comuns nas unidades de terapia intensiva (UTI). Segundo Silveira (2023), “estima-se que aproximadamente 75% das infecções urinárias diagnosticadas em ambiente hospitalar estejam associadas ao uso do cateter vesical de demora”.  Nesse contexto, o domínio da técnica de inserção, as medidas preventivas e a avaliação para necessidade do cateterismo se tornam fundamentais.
Objetivo: O presente resumo tem como objetivo transcorrer sobre as infecções do trato urinário associadas ao cateterismo vesical, principalmente em pacientes críticos, baseando-se em revisões de literatura, protocolos, artigos de pesquisa e tese de conclusão de curso.
Desenvolvimento: As infecções do trato urinário associadas à sondagem vesical de demora (ITU-AC) são caracterizadas pela colonização bacteriana do trato urinário em pacientes submetidos a cateterização vesical por tempo prolongado, geralmente superior a 48 horas, sendo reconhecidas como uma das complicações mais comuns em unidades de terapia intensiva (SILVA; SANTOS; COUTINHO, 2025; SILVEIRA, 2023). Além do tempo de permanência do cateter, a ITU-AC se caracteriza por sinais clínicos como febre, alterações laboratoriais (leucocitose e presença de nitrito na urina) e, frequentemente, pela presença de biofilme bacteriano aderido à superfície do dispositivo. As bactérias mais comumente envolvidas incluem Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Enterococcus spp. e Pseudomonas aeruginosa, sendo que a formação de biofilme dificulta a erradicação da infecção e aumenta a resistência antimicrobiana (ASA et al., 2023). A literatura aponta que a abordagem qualitativa do uso prolongado do cateter revela impactos relevantes sobre a qualidade de vida do paciente e a adesão a práticas de prevenção, evidenciando a necessidade de acompanhamento ambulatorial e educação em saúde (SILVA et al., 2024). Protocolos de enfermagem têm se mostrado eficazes na redução de infecções, enfatizando medidas como higienização rigorosa das mãos, manutenção do sistema fechado e monitoramento constante do dispositivo (MIRANDA et al., 2023). Segundo Miranda et al. (2023), “a implementação de protocolos padronizados resulta em queda significativa na incidência de ITU-AC em ambientes hospitalares críticos”, destacando a importância de intervenções baseadas em evidências. O biofilme formado por microrganismos sobre a superfície do cateter representa um desafio terapêutico, pois confere resistência aumentada a antibióticos e facilita a persistência da infecção (ASA et al., 2023). Além disso, estudos qualitativos mostram que pacientes submetidos a cateter de longo prazo relatam desconforto físico e psicológico, ressaltando a necessidade de estratégias integradas de cuidado que considerem tanto aspectos clínicos quanto humanísticos (SILVA et al., 2024). A revisão sistemática realizada por Miranda et al. (2023) reforça que a capacitação contínua da equipe de enfermagem e a adesão a protocolos são determinantes para reduzir a ocorrência de ITU-AC.
Em síntese, a prevenção das infecções urinárias associadas à sondagem paciente e redução de custos hospitalares, consolidando a importância de políticas de vesical depende de uma abordagem multidimensional, que engloba monitoramento clínico rigoroso, controle do tempo de cateterização, treinamento da equipe e conscientização do paciente sobre riscos e cuidados (SILVA; SANTOS; COUTINHO, 2025; SILVEIRA, 2023; ASA et al., 2023). Tais estratégias não apenas minimizam complicações bacterianas, como as causadas por E. coli, K. pneumoniae, Enterococcus spp. e P. aeruginosa, mas também promovem a segurança do cuidado baseadas em evidências científicas.
Conclusão: De acordo com Miranda et al. (2023), a prevenção das infecções do trato urinário associadas à sondagem vesical depende do controle do tempo de permanência do cateter, da adoção de protocolos padronizados e da capacitação contínua da equipe, medidas que reduzem a persistência de microrganismos como Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Enterococcus spp.
Referências:
ASA, L.; RAJAB, A. A. H.; ABDALLAH, M. H. et al. Biofilm lifestyle in recurrent urinary tract infections. Life (Basel), v. 13, n. 1, p. 148, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390/life13010148. Acesso em: 2 set. 2025.
MIRANDA, M. E. Q. de et al. Protocolos de enfermagem para redução de infecção urinária por cateteres de demora: revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 76, n. 2, e20220067, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0067pt. Acesso em: 23 ago. 2025.
SILVA, A. C. R. da; SANTOS, H. R. dos; COUTINHO, D. J. G. Análise epidemiológica das infecções do trato urinário associadas à sondagem vesical de demora em unidades de terapia intensiva adulto no estado de São Paulo. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 11, n. 7, p. 1590–1602, 14 jul. 2025. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/20341. Acesso em: 2 set. 2025.
SILVA, M. M. da et al. Uma abordagem qualitativa sobre o uso do cateter urinário de longo prazo no contexto ambulatorial. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, n. 8, e05602024, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232024298.05602024. Acesso em: 23 ago. 2025.
SILVEIRA, C. de S. Infecção do trato urinário relacionada a cateter vesical de demora em pacientes críticos. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2023. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/284549/001172254.pdf. Acesso em: 2 set. 2025.