A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO MANEJO DA VACINAÇÃO E NA ADESÃO À IMUNIZAÇÃO
 
 
1DANIELA NASCIMENTO DA SILVA, 2LORENA ISABELLY MARIM SOUZA, 3GIOVANA DE FARIAS, 4TAYANE NEPOMUCENO DOS SANTOS
1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
Introdução: A imunização é uma estratégia eficaz na saúde pública para a prevenção de doenças infecciosas, contribuindo significativamente para a redução da morbimortalidade em diversas populações (Organização Mundial da Saúde, 2020). O aumento da hesitação vacinal, impulsionado por informações falsas disseminadas principalmente nas redes sociais, têm desafiado os programas de imunização (Silva; Nogueira de Sá et al., 2024). O profissional de enfermagem executa um papel essencial na preparação das ações de vacinação, atuando desde a gestão e conservação de imunobiológicos até a administração segura das vacinas e a promoção da educação em saúde para a população, que impactam diretamente na adesão e confiança da comunidade em relação aos programas de vacinação (Cofen, 2021; Bergmann et al., 2025).  
Objetivo: Salientar, por meio de uma revisão bibliográfica, a importância da atuação da enfermagem no manejo da vacinação e na adesão à imunização. 
Desenvolvimento: Esta revisão foi realizada por meio de busca no Google Acadêmico, utilizando os descritores “enfermagem”, “imunização”, “vacinação” e “educação em saúde”. Foram selecionados artigos científicos publicados entre 2020 e 2025 e informações disponibilizadas por sites oficiais do governo. Os critérios de inclusão consideraram estudos disponíveis em português, de acesso livre, que apresentassem relevância para o tema e respondessem o objetivo do resumo. A imunização representa um dos pilares da saúde pública, sendo considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das intervenções mais eficazes e custo-efetivas para a prevenção de doenças transmissíveis (Organização Mundial da Saúde, 2020). Nesse contexto, o papel da enfermagem é determinante, visto que participam ativamente em todas as etapas do processo vacinal (Cofen, 2021). Conforme o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a atuação inclui a conservação adequada dos imunobiológicos, a aplicação correta das vacinas, a vigilância de eventos adversos pós-vacinação e, sobretudo, a orientação da população quanto à importância da adesão ao calendário vacinal (Cofen, 2021). Além da dimensão técnica, o profissional de enfermagem exerce funções educativas e   sociais, tornando-se agente de promoção da saúde e de enfrentamento à desinformação (Bergmann; Pinheiro et al., 2025). O aumento da hesitação vacinal, impulsionado por informações falsas disseminadas principalmente nas redes sociais, têm desafiado os programas de imunização (Taborda; Meira et al., 2024). Diante desse cenário, a educação em saúde assume papel fundamental, pesquisas evidenciam que a utilização de linguagem acessível, materiais educativos apropriados e tecnologias de baixo custo fortalecem o vínculo entre serviços de saúde e comunidade, contribuindo para a adesão ao calendário vacinal (Bergmann; Pinheiro et al., 2025). Nesse sentido, o enfermeiro, ao exercer a liderança nas salas de vacina, deve promover a capacitação contínua da equipe, a atualização de protocolos e a gestão adequada dos recursos disponíveis (Cofen, 2021). O preparo ético e científico da equipe é essencial para fortalecer o vínculo entre a comunidade e os serviços de saúde, garantindo confiança e segurança no processo vacinal (Andrade; Ferreira et al., 2025). Estudos demonstram que estratégias conduzidas pela enfermagem, como campanhas educativas, visitas domiciliares e ações direcionadas a diferentes públicos, contribuem significativamente para a elevação da cobertura vacinal, especialmente na infância (Bergmann; Pinheiro et al., 2025). O trabalho da enfermagem no campo da imunização é imprescindível para assegurar a efetividade das políticas públicas e consolidar os avanços do Sistema Único de Saúde (SUS) (Organização Mundial da Saúde, 2020).
Conclusão: Diante disso, evidencia-se que a enfermagem possui papel indispensável no processo de imunização, atuando não apenas na execução técnica da vacinação, mas também na promoção da saúde, educação em saúde e no enfrentamento da hesitação vacinal. O comprometimento desses profissionais é fundamental para garantir a confiança da população nos programas de vacinação.
Referências:
ANDRADE, N. L. FERREIRA, A. C. B. Percepção dos profissionais de enfermagem acerca da hesitação dos pais em relação à vacinação de crianças. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 8, n. 18, 2025. Disponível em:Vista do Percepção dos profissionais de enfermagem acerca da hesitação dos pais em relação à vacinação de crianças Acesso em: 20 ago. 2025.
BERGMANN, J. B. PINHEIRO, P. A.; SCHINDLER, S. P.; SOUZA, E. S. O papel do enfermeiro na promoção e adesão ao calendário vacinal: uma revisão integrativa. Ciências da Saúde, Revista FT, v. 29, ed. 145, abr. 2025. Disponível em: https://revistaft.com.br/o-papel-do-enfermeiro-na-promocao-e-adesao-ao-calendario-vacinal-uma-revisao-integrativa/. Acesso em: 20 ago. 2025. DOI: 10.69849/revistaft/ra10202504251631.
NASCIMENTO, C. C. L.; MONTEIRO, D. S.; RODRIGUES, I. L. A.; PEREIRA, A. A.; NOGUEIRA, L. M. V.; SANTOS, F. V. Práticas de enfermeiros sobre imunização: construção compartilhada de tecnologia educacional. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) – Biblioteca Digital, 2021. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/praticas-enfermeiros-imunizacao.pdf. Acesso em: 1 set. 2025.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Imunização, vacinas e produtos biológicos. Genebra: OMS, 2020. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/vaccines-and-immunization. Acesso em: 20 ago. 2025.
SILVA, T. M. R.; NOGUEIRA DE SÁ, A. C. M. Desafios da cobertura vacinal no Brasil: fake news e desigualdades. LEIASS – Linha Editorial Internacional de Apoio aos Sistemas de Saúde 2024. Disponível em: https://www.conass.org.br/biblioteca/wp-content/uploads/2024/03/L11-Cap6.pdf. Acesso em: 1 set. 2025
TABORDA, A; MEIRA, J. F. FERREIRA, L. R. S.; OLINISKI, S. R.; SANTIAGO, R. Intervenções de enfermagem no combate da hesitação vacinal na infância: uma revisão sistemática. Revista Delos, [S.l.], v. 7, n. 14, p. 3303–1892, 2024. Disponível em: https://ojs.revistadelos.com/ojs/index.php/delos/article/view/3303/1892. Acesso em: 1 set. 2025.