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| OS DESAFIOS NA VACINAÇÃO DE CRIANÇAS INDÍGENAS CONTRA DOENÇAS RESPIRATÓRIAS E O PAPEL DO ENFERMEIRO | |
| 1AMANDA KAROLINI JOHANSSON, 2KARINA MACHADO CAMPOS, 3ARISTANY DOS SANTOS CABREIRA, 4DEBORA TATIANE FEIBER GIRARDELLO, 5CAROLINE DO NASCIMENTO LEITE | |
| 1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Docente da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: As infecções respiratórias agudas (IRAs) configuram-se como um dos principais problemas de saúde pública, especialmente em crianças menores de cinco anos, sendo responsáveis por elevada morbimortalidade em países de baixa e média renda (WHO, 2020). Estima-se que, globalmente, as IRAs ainda representem uma das principais causas de hospitalizações nessa faixa etária, sobretudo em populações vulneráveis, como as comunidades indígenas (Monteiro et al., 2023). A vacinação é considerada a medida mais eficaz de prevenção e controle, porém a efetividade em crianças indígenas enfrenta barreiras relacionadas a fatores geográficos, socioculturais e estruturais (Brito, 2023). Objetivo: Conhecer as principais dificuldades e singularidades acerca da vacinação infantil indígena contra doenças respiratórias, e o papel do enfermeiro na garantia da atenção a essa população. Desenvolvimento: Trata-se de uma revisão de literatura realizadas nas bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), e Scientfic Eletronic Library Online (SciELO), sendo utilizados os descritores “crianças”, “infecções respiratórias agudas”, “enfermagem”, e “indígenas” associados pelo operador booleano AND. Foram adotados como critérios de inclusão artigos originais, monografias, dissertações e teses em português ou inglês, gratuitos e disponíveis na íntegra, com recorte temporal dos últimos dez anos. Excluídos documentos duplicados, incompletos, em outros idiomas, fora do recorte ou que não atendessem ao objetivo proposto. Após seleção inicial e leitura dos manusceritos, quatro foram selecionados para a discussão. A cultura indígena é hoje uma das mais abordadas em diferentes campos de estudo, visando compreender seus costumes, tradições, religião, entre outros. Sabe-se que inúmeras tribos possuem seus próprios cuidados medicinais a baseados em seu amplo conhecimento passado entre gerações. Todavia, os avanços sofridos no mundo trouxeram consigo mutações genéticas que originaram doenças com altas taxas de mortalidade, afetando principalmente crianças de todo o mundo. Um amplo estudo realizado em 83 aldeias indígenas Guarani no sul e sudeste do Brasil nos anos de 2007 a 2008, confirmou a relevância das IRAs no perfil de mortalidade dos povos indígenas no território nacional (Santos, 2014). Além disso, os óbitos pós neonatais são em sua maioria, determinados por condições ambientais insatisfatórias, restrições no acesso de qualidade dos serviços de saúde além de fatores como: técnica de aplicação das vacinas, e as indicações e contraindicações nos indivíduos que receberam a mesma (Santos, 2014). Todavia, o Brasil é atualmente reconhecido internacionalmente por seu Programa Nacional de Imunização, que visa assegurar uma cobertura vacinal integra em todo território brasileiro, distribuindo gratuitamente mais de 15 imunógenos cada vez mais aperfeiçoados (Brito, 2023). Nesse sentido, a prestação dos serviços de atenção primária realizado por enfermeiros torna-se o pilar principal para que a cobertura vacinal ocorra de forma ampla e homogênea, captando cada particularidade do seu publico alvo (Monteiro et al., 2023; Barbosa, 2019). Deve-se ainda considerar os fatores de moradia e deslocamento desses povos, os quais influenciam diretamente no cumprimento desse calendário. O planejamento e a criação de campanhas que detenham logística adequada é imprescindível, considerando a comunidade a ser acolhida e seu cotidiano. Deste modo, a eficácia dos tratamentos solicitados ocorrera de modo satisfatório (Brito, 2023). Conclusão: Conclui-se que, a efetividade da imunização vai além da ciência aplicada à imunização, onde existe a necessidade de planejamento, organização e principalmente infraestrutura adequada. Assim, é essencial a presença de uma equipe multidisciplinar a qual seja capacitada para o manuseio e armazenamento adequado destes imunobiológicos. De acordo com a resolução no 302 de 2005 do Conselho Federal de Enfermagem, o grupo deve ser composto preferivelmente por um ou dois técnicos de enfermagem e um enfermeiro encarregado do treinamento e supervisão do serviço. Portanto, compete aos profissionais de enfermagem a entrega de um trabalho ético e humanizado, procurando o aperfeiçoamento de seus encargos. O cuidado com a população indígena deve ser revisto a partir de suas particularidades, sendo o enfermeiro fundamental para a criação de medidas logísticas profiláticas, para a ampla cobertura vacinal, atendendo as especificidades de seu público alvo. Logo, a medidas educacionais são indispensáveis para o sucesso desse trabalho, mostrando aos pacientes e seus responsáveis a importância destas medidas, baseando-se em seu conhecimento científico e base de dados mundiais atualizados. À vista disso, a efetividade na erradicação de doenças imunopreveníveis será absoluta, cumprindo com seu dever de proteção e assistência absoluta. |
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| Referências: BARBOSA, Micaela Santos. O papel do enfermeiro nas campanhas de vacinação infantil. Monografia (Graduação em Enfermagem) – Centro Universitário Atenas, Paracatu, 2019. Disponível em: https://www.atenas.edu.br/uniatenas/assets/files/spic/monography/O_PAPEL_DO_ENFERMEIRO_NAS_CAMPANHAS_DE_VACINACAO_INFANTIL.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025. BRITO, Carolina Arouca G. de. O Ministério da Saúde e o PNI: o PNI em áreas indígenas – percursos e desafios. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2023. Disponível em: https://coc.fiocruz.br/todas-as-noticias/especial-o-ministerio-da-saude-e-o-pni-o-programa-nacional-de-imunizacoes-em-areas-indigenas-percursos-e-desafios/. Acesso em: 19 ago. 2025. MONTEIRO, Marcelo Angelo Cavalcante; et. al. Nursing care for the health of indigenous populations: scoping review. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 28, e91074, 2023. DOI: https://dx.doi.org/10.1590/ce.v28i0.91074. Dispovível em: https://www.scielo.br/j/cenf/a/79WhpknWS8dyj5PfHj8kMvL/?lang=en. Acesso em: 19 ago. 2025. SANTOS, Lalita Paiva. Efetividade de vacinas contra a hospitalização por doença respiratória aguda baixa em crianças indígenas Guarani menores de cinco anos no Sul e Sudeste do Brasil. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: https://api.saudeindigena.icict.fiocruz.br/api/core/bitstreams/570b8d96-4783-4d68-b1be-ab2aa538143e/content. Acesso em: 19 ago. 2025. WHO. Pneumonia. World Health Organization, 2020. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/pneumonia. Acesso em: 20 ago. 2025. |
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