OCORRÊNCIA DE CISTICERCOSE EM CARCAÇAS BOVINAS DURANTE O PROCESSO DE ABATE  
1LUCAS FALASCHI MARQUES, 2PEDRO VICTOR GRAEBIN, 3MARIA EDUARDA SOARES, 4MARIA EDUARDA POIATTE TRESSOLDI, 5RICARDO DE MELO GERMANO, 6ANA MARIA QUESSADA
1Acadêmico de Medicina Veterinária - PIBIC/UNIPAR
2Acadêmico de Medicina - PIBIC/UNIPAR
3Acadêmico de Medicina Veterinária - PIBIC/UNIPAR
4Acadêmico de Medicina Veterinária - PIC/UNIPAR
5Docente Titular de Fisologia e do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal da UNIPAR
6Docente do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal UNIPAR
Introdução: A cisticercose bovina é uma doença parasitária de caráter zoonótico, que está relacionada a aspectos culturais e socioeconômicos (Caixeta.; Garcia,; Ribeiro., 2022). A cisticercose bovina é um problema de saúde pública e animal amplamente difundido no país, sendo uma das afecções mais ocorrentes nos abates sob inspeção sanitária e repercute negativamente na produção de carne (Guimarães-Peixoto et al., 2012).
Objetivo:  Analisar a literatura sobre a presença de cisticercose em carcaças bovinas no Brasil. 
Desenvolvimento: Os abatedouros frigoríficos são considerados um importante local de diagnóstico de enfermidades transmitidas pelos animais (Caixeta.; Garcia.; Ribeiro., 2022). As enfermidades de origem parasitária geralmente não são detectadas no exame ante mortem, já que os animais normalmente não apresentam sinais clínicos (Niero et al., 2021). Segundo os dados fornecidos pela ADAPAR, foram abatidos um total de 11.263 bovinos de diferentes municípios da região noroeste do Paraná, sendo que 50 animais apresentaram cisticercose, correspondendo a prevalência de 0,44% de infecção. Analisando os dados por ano somente no segundo semestre de 2021, foram abatidos 6.144 bovinos, onde 2 apresentavam cisticercose, correspondendo a uma prevalência de 0,03% já no primeiro semestre de 2022, foram abatidos um total de 5.119 bovinos, onde 48 carcaças apresentaram cisticercose, definindo uma prevalência de 0,94% (ADAPAR, 2022). No Espírito Santo, durante o período de 2017 a 2019, foram identificados 2.330 animais positivos para cisticercose entre os 407.529 bovinos inspecionados, que representa uma prevalência de 0,57% (Rossi et al., 2022). Segundo (Nascimento et al., 2020), o Brasil é considerado endêmico com média nacional de 5% dos rebanhos infectados de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2022), somente no ano de 2021 foram diagnosticados pelo SIF 37.394 casos de cisticercose em carcaças de bovinos, os maiores números de incidência relatados no país são dos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná Rondônia, e destaca a falta de informações dos demais estados sobre seus rebanhos referentes a essa parasitose.
Conclusão: No presente trabalho pode-se analisar a ocorrência de cisticercose em carcaças bovinas evidencia que a enfermidade ainda é um desafio para a cadeia produtiva de carne no Brasil, afetando tanto a saúde pública quanto a economia, assim a variação na prevalência entre regiões demonstra a influência de fatores ambientais, sanitários e culturais, ressaltando a importância de estratégias regionais de controle.
Referências:
AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO PARANÁ – ADAPAR. Área de epidemiologia veterinária: Epidemiologia Veterinária & Sistema de Informação em Saúde Animal. Curitiba: ADAPAR/GSA, 2022. Disponível em: https://www.adapar.pr.gov.br/Pagina/Epidemiologia-Veterinaria. Acesso em: 12 set. 2025.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Serviço de Inspeção Federal. Quantitativo de doenças por procedência (a partir de fevereiro/2021) – PGA SIGSIF. 2022. Disponível em: https://sistemas.agricultura.gov.br/pga_sigsif/pages/view/sigsif/relatoriodoencaanimal/index.xhtml. Acesso em: 12 set. 2025.
CAIXETA, K. C. P.; GARCIA, A. M.; RIBEIRO, L. F. Ocorrência de cisticercose bovina em abatedouros frigoríficos e a importância da inspeção sanitária para diagnóstico e controle da doença: revisão de literatura: cisticercose bovina em abatedouros. Revista GeTeC, [S. l.], v. 11, n. 35, 2022. Disponível em: https://revistagetec.org/ojs/index.php/getec/article/view/1330. Acesso em: 12 set. 2025.
GUIMARÃES-PEIXOTO, R. P. M. et al. Distribuição e identificação das regiões de risco para a cisticercose bovina no Estado do Paraná. Pesquisa Veterinária Brasileira, [S. l.], v. 32, n. 10, p. 975-979, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pvb/a/WC7zFgTGHgq3YvKJ6d9dK5F/. Acesso em: 12 set. 2025.
NASCIMENTO, Y. C. H. et al. Diagnóstico de cisticercose bovina em frigorífico na região noroeste do estado de São Paulo, Brasil. PUBVET, [S. l.], v. 14, n. 2, a520, p. 1-7, 2020. Disponível em: https://www.pubvet.com.br/artigo/6901/diagnostico-de-cisticercose-bovina-em-frigorifico-na-regiao-noroeste-do-estado-de-sao-paulo-brasil. Acesso em: 12 set. 2025.
NIERO, K.; SOUZA, M. G. R.; RIBEIRO, L. F. Condenações por parasitoses em carcaças e vísceras bovinas em abatedouro frigorífico. Revista GeTeC, [S. l.], v. 10, n. 27, p. 51-87, 2021. Disponível em: https://revistagetec.org/ojs/index.php/getec/article/view/1087. Acesso em: 12 set. 2025.
ROSSI, G. A. M. et al. Epidemiology and economic impact of bovine cysticercosis in the state of Espírito Santo, Brazil. Ciência Rural, [S. l.], v. 52, n. 12, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cr/a/wqCGZHD5CfRVNGXSQLNZQnr/. Acesso em: 12 set. 2025.