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| DERMATITE ATÒPICA: UMA VISÃO GERAL SOBRE CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO | |
| 1DIOGO CASARA CASTANHO SOARES BIGOLIN, 2MATEUS ALBUQUERQUE CALDEIRA DA SILVA, 3EMILY FREITAS TREVISAN, 4FÁBIO RONQUI DE SOUZA JUNIOR, 5ROSILEY BERTON PACHECO, 6ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI | |
| 1Acadêmico do curso de medicina da UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR 6Docente Dra do curso de Medicina da UNICESUMAR |
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| Introdução: A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória cutânea crônica com recidivas frequentes, de causa multifatorial incluindo defeitos na barreira da pele, alterações do sistema imunológico e componente genético importante. Geralmente se inicia na primeira infância e é mais frequente até a adolescência, mas pode aparecer também na idade adulta e na velhice. Via de regra, tem diagnóstico clínico fácil e tratamento custoso e prolongado (TOKURA; HAYANO, 2022). Objetivo: Fazer um apanhado baseado em artigos publicados sobre dermatite atópica, seus principais sinais, sintomas, métodos diagnósticos e tratamentos disponíveis. Desenvolvimento: A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória cutânea crônica de início precoce (Iniciando geralmente dos 6 meses aos 5 anos de vida e se estende até a adolescência (TOKURA; HAYANO, 2022). Menos frequentemente também pode ter início na fase adulta e também em idosos (MAURELLI et al., 2023). Cursam com prurido e alterações de pele geralmente simétricas e com locais preferenciais de cabeça, pescoço e regiões flexoras. (NAPOLITANO et al., 2022) As alterações de pele incluem pele seca, placas eritematosas, hiperceratose, pápulas e descamações. As causas são multifatoriais, englobando predisposições genéticas, alterações da resposta imunológica, alterações do sistema tegumentar e seu microbioma (SROKA-TOMASZEWSKA ; TRZECIAK, 2021). Evolui de forma crônica e, via de regra, com recidivas frequentes. Poucos casos têm remissão natural, com ou sem tratamento, podendo recidivar na idade adulta ou em idosos (MAURELLI et al. 2023). A incidência de DA vem aumentando desde a década de 70, impactando aproximadamente 15% a 20% das crianças, 5% a 20% dos adolescentes e 1% a 3% dos adultos sendo muito variável de um país para outro, segundo o estudo internacional ISAAC (ODHIAMBO et al., 2009). A DA pode apresentar um conjunto de seus sinais e sintomas de forma leve, moderada ou severa, às vezes, impactando de maneira intensa a qualidade de vida dos afetados, principalmente em relação ao sono, aprendizado escolar devido à falta de concentração, estética e no campo psíquico (TOKURA ; HAYANO, 2022). Geralmente o diagnóstico é clínico baseado principalmente no histórico familiar e pessoal, idade de aparecimento, simetria das lesões e locais mais frequentemente afetados. O diagnóstico diferencial com outras afecções de pele tais como a psoríase, escabiose, herpes, dermatite de contato e outras menos frequentes, onde o início precoce, a cronicidade e os locais mais frequentemente afetados são quase que patognomônicos da DA (NAPOLITANO et al. 2023). Também pode-se lançar mão de exames de auxílio diagnóstico desde os mais baratos como um hemograma com aumento ou não de eosinófilos, quantificação de IgE total ou específica para antígenos diversos, bem como exames de maior custo financeiro como verificação de proteínas, interleucinas, biópsia de pele ou exames de pesquisa genômica (SROKA-TOMASZEWSKA ; TRZECIAK, 2021). O tratamento da DA inclui hidratação da pele, medicamentos tópicos e em alguns casos necessitando de medicamentos via oral e até injetáveis (MAURELLI et al., 2023). Em casos mais severos está indicado inclusive acompanhamento psicológico. O tratamento da DA por ser geralmente contínuo e de alto custo financeiro, impacta também na economia familiar. Os medicamentos disponíveis no mercado atualmente para o tratamento da DA mais utilizados de maneira tópica são os hidratantes, cremes e pomadas contendo corticosteroides e imunomoduladores como o Tacrolimo e o Pimecrolimo. Os medicamentos sistêmicos são os antialérgicos, imunossupressores como Metotrexate, Ciclosporina e a Azatiolprina e imunobiológicos como o Dupilumab e o Tralokinumabe (MAURELLI et al., 2023). Conclusão: A Dermatite Atópica é uma doença cutânea crônica, de alta incidência na infância e adolescência, com recidivas frequentes, de difícil controle, causando impacto na qualidade de vida do afetado, na forma de transtorno do sono, aprendizado, psicológico e despendendo tempo e custos financeiros para o seu tratamento. |
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| Referências: MAURELLI, M. et al. Atopic Dermatitis in the Elderly Population. Acta Derm Venereol, v. 103, p. adv13363, 2023. DOI: 10.2340/actadv.v103.13363. Disponível em: https://doi.org/10.2340/actadv.v103.13363. Acesso em: 20 jul. 2025. NAPOLITANO, M. et al. Children atopic dermatitis: Diagnosis, mimics, overlaps, and therapeutic implication. Dermatol Ther, v. 35, n. 12, e15901, 2022. DOI: 10.1111/dth.15901. Epub 13 out. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1111/dth.15901. Acesso em: 20 jul. 2025. ODHIAMBO, J. A. et al. Variações globais na prevalência de sintomas de eczema em crianças da fase três do ISAAC. J Allergy Clin Immunol, v. 124, n. 6, p. 1251-1258.e23, dez. 2009. DOI: 10.1016/j.jaci.2009.10.009. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jaci.2009.10.009. Acesso em: 20 jul. 2025. TOKURA, Y.; HAYANO, S. Subtypes of atopic dermatitis: From phenotype to endotype. Allergol Int, v. 71, n. 1, p. 14-24, jan. 2022. DOI: 10.1016/j.alit.2021.07.003. Epub 31 jul. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.alit.2021.07.003. Acesso em: 20 jul. 2025. SROKA-TOMASZEWSKA, J.; TRZECIAK, M. Molecular Mechanisms of Atopic Dermatitis Pathogenesis. Int J Mol Sci, v. 22, n. 8, p. 4130, 2021. DOI: 10.3390/ijms22084130. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijms22084130. Acesso em: 20 jul. 2025. |
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