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| BRINQUEDO TERAPÊUTICO E ACOLHIMENTO INFANTIL NA OPERAÇÃO RONDON: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM BARRA DO JACARÉ | |
| 1ARISTANY DOS SANTOS CABREIRA, 2DÉBORA TATIANE FEIBER GIRARDELLO | |
| 1Acadêmica do curso de enfermagem da Universidade paranaense 2Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O presente trabalho relata a experiência de ministração de oficinas com temas relacionados à saúde da criança durante a Operação Rondon – Paraná, realizada entre os dias 6 e 22 de julho no município de Barra do Jacaré, situado na região norte paranaense. A atividade contou com a participação de uma estudante do curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Paranaense – Campus de Cascavel. As oficinas ministradas foram elaboradas a partir das demandas das comunidades atendidas pelo projeto, identificadas previamente durante uma viagem precursora ao município (BITTENCOURT; BARBOSA, 2024). Objetivo: A oficina teve como objetivo aplicar a prática da utilização do brinquedo terapêutico dentro da enfermagem. A Resolução COFEN nº 546/2017 regulamenta o uso do brinquedo terapêutico na assistência de enfermagem e normatiza a atuação do profissional de enfermagem na assistência à saúde da criança e do adolescente (COFEN, 2017). Material e Métodos: A oficina foi realizada em uma escola da cidade de Barra do Jacaré, no dia 17 de julho, fora do período de aulas. Contou com a participação de sete crianças, com idades entre 4 e 12 anos, devidamente autorizadas pelos responsáveis. A atividade teve duração mínima de duas horas. Durante a oficina, aplicou-se o brinquedo terapêutico na modalidade catártica, que possibilita a descarga emocional da criança. Esse tipo de brinquedo é indicado para crianças a partir de 24 meses, sendo de fácil aplicação em diversos cenários: ambulatórios, escolas, unidades de terapia intensiva, pronto-socorro, entre outros (CRUZ et al., 2013). Para a confecção dos materiais foram utilizados itens simples e de baixo custo: lápis de cor, papel sulfite (A4), giz de cera e tinta guache, todos custeados pela universidade. O ambiente foi preparado para proporcionar acolhimento seguro e individualizado, respeitando as necessidades de cada criança. Resultados: Durante a oficina, observou-se a expressão de diversas emoções nos desenhos das crianças, refletindo tanto sentimentos pessoais quanto percepções sobre a presença do Projeto Rondon em sua cidade. Algumas crianças expressaram alegria e entusiasmo, enquanto outras demonstraram insegurança e necessidade de maior acolhimento. Houve também manifestações de tristeza, especialmente relacionadas à despedida da equipe, evidenciando o vínculo afetivo estabelecido. Após a roda de conversa, a proposta de produção artística se mostrou uma ferramenta acessível para acessar emoções que dificilmente seriam verbalizadas. Os desenhos revelaram elementos como: pessoas, corações, flores, representações das oficinas e símbolos de afeto em relação aos rondonistas. A interpretação dos desenhos foi realizada individualmente, em que cada criança expressava o que sentiu durante a elaboração. A análise revelou indícios de felicidade, amor e tristeza. O brinquedo terapêutico, aliado à escuta ativa, mostrou-se eficaz para facilitar a expressão de sentimentos complexos (SILVA, 2019). Discussão: A oficina de brinquedo terapêutico na modalidade catártica foi eficaz na promoção da descarga emocional em crianças de diferentes idades. Estudos apontam que ambientes acolhedores favorecem a expressão de sentimentos como tristeza, medo e ansiedade, difíceis de verbalizar (CRUZ et al., 2013). Martins & Oliveira (2019) destacam que o brinquedo terapêutico pode ser aplicado em diferentes contextos, não apenas em ambientes hospitalares, mas também em espaços educativos, como o escolar. O ambiente lúdico da oficina, com desenhos e estímulos visuais, contribuiu para a efetividade da prática. Além disso, a escuta afetiva foi essencial para fortalecer vínculos entre a acadêmica e as crianças durante a interpretação dos desenhos, reafirmando o que propõe a Resolução COFEN nº 546/2017 (COFEN, 2017). Essa vivência reforça a importância da atuação do enfermeiro junto ao público infantil, indo além do espaço hospitalar. Coclusão: A oficina consolidou-se como uma forma eficaz de abordagem às crianças, ao transmitir segurança e acolhimento por meio do brincar. A experiência ressaltou a relevância do enfermeiro na assistência ao público infantil em diferentes contextos. O brinquedo terapêutico catártico demonstrou-se uma estratégia segura, acessível e eficaz. Estudos futuros devem explorar sua aplicação em outros cenários, ampliando sua contribuição para o cuidado integral da criança. |
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| Referências: BITTENCOURT, Arthur de Melo Barbosa; BARBOSA, Leonardo da Fonseca. Relato de experiência: Projeto Rondon e a oferta de oficinas agroecológicas na “Operação Rondon das Gerais”, município de Varzelândia-MG. Revista Extensão e Cultura da UFRB, v. 25, n. 1, p. 228-236, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/revistaextensao/article/view/3555/2487. CRUZ, Déa Silvia Moura da et al. Brinquedo terapêutico: revisão integrativa. Rev. enferm. UFPE on line, p. 1443-1448, 2013. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1033635. SILVA, Rosalia Daniela Medeiros da. Efeito do brinquedo terapêutico na ansiedade e no comportamento de crianças submetidas a cateterismo cardíaco. 2019. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33981. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 546/2017. Regulamenta a utilização do brinquedo terapêutico pelo enfermeiro na assistência à criança e ao adolescente hospitalizados. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-0546-2017. |
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