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| TRATAMENTO DA DEFICIÊNCIA DO HORMÔNIO DE CRESCIMENTO (DGH) | |
| 1GIOVANA RESENDE DIAS, 2ANA LAURA RUIZ MACENA OLIVEIRA, 3MELISSA SCARPANTE OLIVEIRA LEANDRO, 4ROSILEY BERTON PACHECO, 5ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Docente Dra da UNIPAR 5Docente Dra do curso de Medicina da Unicesumar |
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| Introdução: Segundo Castro-Feijóo et al. (2024) e Marchioro et al. (2024), a terapia de reposição com hormônio do crescimento (GH) é fundamental no desenvolvimento pôndero-estatural, sendo o principal recurso no manejo da deficiência de hormônio do crescimento (DGH). O tratamento é feito por aplicações subcutâneas, preferencialmente à noite, de seis a sete vezes por semana, com doses ajustadas conforme o peso corporal. Destaca-se a importância do acompanhamento com especialista para ajustes terapêuticos e monitoramento rigoroso por meio de parâmetros auxológicos, que avaliam a idade óssea e os marcadores bioquímicos, visando a manutenção da estatura adulta final (CRUVINEL et al., 2022). Objetivo: Realizar uma revisão de literatura com busca de cinco artigos sobre o tratamento com hormônio de crescimento, a fim de avaliar os efeitos do manejo clínico e os níveis hormonais ao longo do processo. Desenvolvimento: Nos distúrbios de crescimento relacionados à deficiência do hormônio do crescimento (GH), o diagnóstico precoce é fundamental, pois possibilita maior eficácia terapêutica. Essa abordagem consiste na administração de somatropina recombinante (rhGH) por via subcutânea, preferencialmente no período noturno, em regime de 6 a 7 aplicações semanais, com doses de 0,075 a 0,10 UI/kg/dia (MARCHIORO et al., 2024). Diante disso, sabe-se que essa deficiência está correlacionada com a glândula pituitária, a qual regula o crescimento desde a infância, e que a terapia proposta tem como objetivo o aumento significativo do desenvolvimento pôndero-estatural, visando promover benefícios na melhoria da composição corporal. A resposta do crescimento é o principal parâmetro para monitoramento da terapia, sendo essencial a realização da avaliação auxológica e da idade óssea de forma anual (CASTRO-FEIJÓO et al., 2024). Além disso, essa abordagem é indicada para diversas síndromes de crescimento de baixa estatura, como deficiência comprovada do hormônio de crescimento, síndrome de Turner, síndrome de Prader-Willi, baixa estatura por doença renal, pequenos para idade gestacional, baixa estatura idiopática, deficiência do SHOX, síndrome de Noonan e de Russell-Silver (VIEGAS MEIRELES et al., 2024). Dessa forma, os níveis de IGF-1 e IGFBP-3 são marcadores bioquímicos fundamentais para avaliar a adesão e a segurança do tratamento. Recomenda-se dosar o IGF-1 no quarto dia após a aplicação da LAGH para maior precisão. O IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1), produzido no fígado sob estímulo do GH, medeia seus efeitos nos tecidos, enquanto a IGFBP-3 regula sua disponibilidade na circulação (DIXIT et al., 2021). O monitoramento do tratamento deve ser feito por um endocrinologista pediátrico a cada 3-6 meses, preferencialmente a cada três no caso do Hormônio do crescimento de ação prolongada (LAGH), solicitado hemograma, glicemia, T4L e TSH e a cada 12 meses verificar a idade, com o fim de garantir que os pacientes atinjam a altura mais próxima possível da altura normal de um adulto (CASTRO-FEIJÓO et al., 2024). Conclusão: Diante do exposto, evidencia-se que o tratamento terapêutico com hormônio do crescimento é essencial no manejo da deficiência de GH e de condições associadas à baixa estatura. Quando bem conduzido, otimiza o crescimento, melhora a composição corporal e a qualidade de vida. Sua eficácia e segurança dependem do acompanhamento rigoroso, com avaliações clínicas, auxológicas e bioquímicas, garantindo melhores resultados e potencial de crescimento. |
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| Referências: CASTRO-FEIJÓO, Lidia et al. Mesa Redonda: Nuevas Terapias Endocrinología Pediátrica. Revista Espanhola de Endocrinologia Pediátrica, v. 15, n. 2, p. 47-55, 2024. CRUVINEL, Gabriel Neil, et al. Relação entre tratamento e estatura de meninas com puberdade precoce central idiopática: Uma revisão bibliográfica. Brazilian Journal of Health Review, 5.1: 3606–3614, 2022. DIXIT, Manisha, et al. “Effects of GH/IGF Axis on Bone and Cartilage.” Molecular and Cellular Endocrinology, vol. 519, p. 111052, 2021. MARCHIORO, Gabriel, et al. Crescimento infantil e principais distúrbios associados. Fundamentos e práticas pediátricas e neonatais, vol. 24, n. 7, p. 53-62, 2024. VIEGAS MEIRELES, Marcela, et al. “Baixa e alta estatura.” Guia Prático de Pediatria - Edição I, pp. 259–264, 2024. |
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