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| OSTEOPOROSE: BASES FISIOPATOLÓGICAS, DIAGNÓSTICO E IMPLICAÇÕES NA PRATICA CLÍNICA | |
| 1ANA CECÍLIA DEMAY MARTINS GOES, 2NABILLE DE GOUVEIA BASSO, 3STEFANY FRANCO TEIXEIRA, 4WILLIAN DAVID COSTA MARQUES, 5LAINY LEINY DE LIMA | |
| 1Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 2Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 3Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 4Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente do Curso de Medicina da UNIPAR |
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| Introdução: Segundo a Organização Mundial de Saúde (WHO, 1994) a osteoporose é uma doença esquelética sistêmica com diminuição da massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, tendo como consequência a fragilidade óssea e risco de fratura. A osteoporose pode surgir por diferentes motivos, quando ocorre por fatores naturais, como a menopausa ou o envelhecimento, é chamada de osteoporose primária, já quando está associada a outras condições, como o uso de determinados medicamentos, presença de doenças ou sedentarismo, é denominada osteoporose secundária e quando a causa não é identificada, recebe o nome de osteoporose idiopática (Souza, 2010). Objetivo: Analisar os principais aspectos fisiopatológicos da osteoporose, descrever os métodos utilizados para seu diagnóstico e discutir as implicações ortopédicas dessa condição na prática clínica, visando promover uma abordagem mais eficaz na prevenção e no manejo das fraturas associadas à fragilidade óssea. Desenvolvimento: A osteoporose é resultado de um desequilíbrio no processo natural de remodelação óssea, que envolve a ação coordenada de osteoclastos (responsáveis pela reabsorção óssea) e osteoblastos (formadores de osso). Na osteoporose senil, há predominância da reabsorção sobre a formação óssea, devido ao aumento da atividade osteoclástica, à redução da função osteoblástica ou à combinação de ambos os fatores. O envelhecimento reduz a atividade física e a ação de proteínas que estimulam a formação óssea, contribuindo para a doença (Zazula; Pereira, 2008). Osteoporose é uma doença osteometabólica que afeta principalmente mulheres após a menopausa, cerca de um terço das mulheres brancas com mais de 65 anos são portadoras da doença, porém, estima-se que homens brancos aos 60 anos tenham aproximadamente 25% de risco de sofrer uma fratura por osteoporose (Gali, 2001). Está indicado o uso da densitometria óssea em mulheres acima de 65 anos ou naquelas com 55 ou mais anos com um ou mais fatores de risco para fraturas osteoporóticas (Radominski et al., 2004). Fraturas por traumas leves em adultos acima dos 40 a 45 anos indicam alta vulnerabilidade e risco futuro de novas fraturas. Embora os fatores clínicos de risco não sejam suficientes para diagnosticar ou excluir a osteoporose, a densitometria óssea é a única forma eficaz de detectar a redução da massa óssea (Neto et al., 2002). Os autores ainda reforçam que a avaliar os fatores clínicos ajuda a identificar pessoas com alto risco de fraturas, aumenta a conscientização e desenvolve estratégias de prevenção e tratamento. A osteoporose possui causa multifatorial, sendo influenciada tanto por fatores genéticos (que determinam 46% a 62% da densidade mineral óssea) quanto por fatores relacionados ao estilo de vida, especialmente a nutrição. A suplementação de cálcio é considerada uma estratégia fundamental na prevenção e tratamento da osteoporose pós-menopausa, pois, embora não interrompa totalmente a perda óssea, consegue reduzir a taxa de declínio da massa óssea em cerca de 30 a 50%. A vitamina D também desempenha papel essencial, já que sua deficiência é comum em idosos frágeis, especialmente em países sem políticas de fortificação alimentar. O tratamento dessa deficiência está associado a reduções significativas na incidência de fraturas de quadril. Além disso, a prática regular de exercícios físicos mostra benefícios modestos na densidade mineral óssea, mas, de forma ainda mais relevante, contribui para diminuir em aproximadamente 10% a frequência de quedas, o que pode ter impacto direto na redução do risco de fraturas (Reid, 1996). Conclusão: A osteoporose é uma condição multifatorial que resulta de alterações no processo de remodelação óssea, sendo influenciada tanto por fatores genéticos quanto por aspectos ambientais, como nutrição e o processo de envelhecimento. Sua prevalência é significativa, especialmente em mulheres após a menopausa, e representa um importante problema de saúde pública devido ao aumento do risco de fraturas. A identificação precoce dos fatores de risco, aliada a estratégias de prevenção e diagnóstico, como a densitometria óssea, é essencial para reduzir o impacto clínico e funcional da doença, especialmente no contexto ortopédico. |
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| Referências: GALI, J. C. Osteoporose. Acta Ortopédica Brasileira, São Paulo, v. 9, p. 53-62, 2001. NETO, A. M. et al.Consenso brasileiro de osteoporose 2002. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, p. 343-354, 2002. RADOMINSKI, S. C. et al. Osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 44, p. 426–434, 2004. REID, I. R. Therapy of osteoporosis: calcium, vitamin D, and exercise. The American Journal of the Medical Sciences, v. 312, n. 6, p. 278-286, 1996. SOUZA, M. P. G. Diagnóstico e tratamento da osteoporose. Revista Brasileira de Ortopedia, São Paulo, v. 45, p. 220-229, 2010. WHO. Assessment of fracture risk and its application to screening for postmenopausal osteoporosis: technical report series 843.WHO, Geneva, 1994 ZAZULA, F. C.; PEREIRA, M. A. S.. Fisiopatologia da osteoporose e o exercício físico como medida preventiva. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, Umuarama, v. 7, n. 3, 2003. |
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