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| APRENDIZAGEM SEM ESQUECIMENTO: ESTRATÉGIAS CIENTÍFICAS PARA CONSOLIDAR A MEMÓRIA A LONGO PRAZO | |
| 1TAINAH LETICIA MACHADO, 2GIOVANNA AMATUZI ULIANO, 3DOUGLAS HENRIQUE CUSTODIO HOTZ, 4ROSILEY BERTON PACHECO | |
| 1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 4Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A aprendizagem é um processo dinâmico que envolve modificações no Sistema Nervoso Central (SNC) a partir de estímulos e experiências, resultando em alterações nas conexões neuronais e na consolidação de memórias (Costa, 2023). Dessa forma, esse fenômeno está intrinsecamente ligado à neuroplasticidade, capacidade adaptativa do cérebro que favorece tanto a aquisição quanto a recuperação de informações ao longo da vida (Marques et al., 2021). No entanto, apesar dos avanços no entendimento, muitos estudantes desconhecem estratégias eficazes para retenção do conhecimento, o que compromete o desempenho. Por conseguinte, as mudanças sociais e acadêmicas tornam os métodos tradicionais menos eficientes, reforçando a necessidade de atualização nas formas de aprendizagem (Brighenti; Biavatti; de Souza, 2015). Objetivo: Investigar, por meio de revisão bibliográfica, as metodologias de ensino e aprendizagem que favorecem a consolidação da memória a longo prazo, com foco em estratégias comprovadas pela neurociência, como repetição espaçada, recordação ativa e metodologias ativas. Desenvolvimento: A formação e consolidação da memória está relacionada a diferentes fatores, como a repetição, a motivação e as emoções, que atuam diretamente no processo de armazenamento das informações na memória de longo prazo (Costa, 2023). Além disso, a memória de longo prazo pode ser explícita (declarativa) ou implícita (procedural), sendo fortalecida por técnicas que promovem a recuperação ativa das informações (Xu et al., 2024). Nesse contexto, a motivação assume papel fundamental, uma vez que está relacionada à liberação de dopamina neurotransmissor envolvido na atenção, no prazer e no reforço positivo, elementos que contribuem para a retenção de informações e potencializam o desempenho acadêmico (Costa, 2023). De igual modo, outro ponto relevante refere-se à sincronização neural, processo pelo qual os cérebros entram em sintonia durante interações sociais, favorecendo a aprendizagem colaborativa e a assimilação de informações (Haraki, 2023). Ademais, as emoções exercem influência direta sobre o aprendizado, uma vez que cognição e afetividade são processos indissociáveis. Contudo, em contextos educacionais, essa relação frequentemente é subestimada, o que pode comprometer a eficácia pedagógica (Oliveira; Stein, 2018). Diante disso, metodologias ativas têm se destacado como alternativas eficazes aos métodos tradicionais, promovendo maior engajamento, compreensão e protagonismo do aluno (Marques et al., 2021). Consequentemente, essas estratégias favorecem conexões neurais mais robustas, aumentando a retenção de informações. Entre as ferramentas comprovadas, a repetição espaçada consiste na revisão de conteúdos em intervalos crescentes, prevenindo o esquecimento e favorecendo a consolidação sináptica (Haraki, 2023). Por sua vez, pesquisas em neurociência demonstram que a recordação ativa é mais eficiente do que métodos passivos, como a simples releitura de anotações (Marques et al., 2021). Além do mais, outro aspecto relevante é a autorregulação da aprendizagem, ou seja, a capacidade de planejar, monitorar e avaliar o estudo. A realização frequente de testes, conhecida como efeito de teste, fortalece o conhecimento e reduz a interferência de novos conteúdos (Oliveira; Stein, 2018). Paralelamente, os recursos tecnológicos têm adquirido destaque no processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, aplicativos como o Anki, baseados nesse princípio e na recordação ativa, demonstram eficácia no aprendizado de idiomas, termos técnicos e conteúdos acadêmicos (Haraki, 2023). Do mesmo modo, outra ferramenta útil é o Notion que é uma plataforma de organização e produtividade que possibilita integrar anotações, tarefas e materiais de estudo em um único ambiente digital, promovendo a personalização e a gestão eficiente do aprendizado (Silva et al., 2023). Por fim, a autorregulação da aprendizagem, com monitoramento e planejamento, é essencial para manter a constância do estudo. Logo, o efeito de teste, isto é, recuperação repetida de conteúdos por meio de provas e exercícios, fortalece representações neurais e previne a interferência de novos aprendizados (Oliveira; Stein, 2018) Conclusão: A consolidação da memória a longo prazo depende da interação entre mecanismos neurobiológicos, fatores emocionais e estratégias metodológicas. A aplicação de técnicas como repetição espaçada, recordação ativa e metodologias ativas, aliada ao uso de ferramentas digitais, potencializa a aprendizagem significativa. A compreensão e aplicação prática desses conceitos podem contribuir para o aprimoramento do desempenho acadêmico e para a autonomia dos estudantes no gerenciamento do próprio aprendizado. |
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| Referências: BRIGHENTI, Josiane; BIAVATTI, Vania Tanira; DE SOUZA, Taciana Rodrigues. Metodologias de ensino-aprendizagem: uma abordagem sob a percepção dos alunos. Revista Gestão Universitária na América Latina-GUAL, p. 281-304, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.5007/1983-4535.2015v8n3p281. Acesso em: 20 de Ago. 2025. COSTA, R. L. S. Neurociência e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, v. 28, p. e280010, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-24782023280010. Acesso em: 13 de Ago. 2025. HARAKI, L. K. C. Anki: aplicativo de sistema de repetição espaçada na educação. Revista da Avaliação da Educação Superior, v. 26, n. 3, p. 718-741, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/248930. Acesso em: 13 de Ago. 2025. MARQUES, H. R. et al. Inovação no ensino: uma revisão sistemática das metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Revista da Avaliação da Educação Superior, v. 26, n. 3, p. 718-741, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1414-40772021000300005. Acesso em: 13 de Ago. 2025. OLIVEIRA, L. H.; STEIN, L. M. A autorregulação, avaliação e promoção da aprendizagem por meio da prática de recuperação da memória. Psicologia Escolar e Educacional, v. 22, p. 55-62, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-35392018018540. Acesso em: 14 de Ago. 2025. SILVA, A. C. B. et al. Inteligência Artificial no Processo de Aprendizagem: softwares usados para complementar o conhecimento e auxiliar a rotina de estudos. 2023. Disponível em: http://repositorio.ifg.edu.br:8080/handle/prefix/1960. Acesso em: 18 de Ago. 2025. XU, J. et al. Active recall strategies associated with academic achievement in young adults: A systematic review. Journal of Affective Disorders, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jad.2024.03.010. Acesso em: 18 de Ago. 2025. |
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