![]() | |
|---|---|
![]() | |
| HEPATITE B: EPIDEMIOLOGIA, TRANSMISSÃO E PREVENÇÃO | |
| 1BRENDA ANTONIELLY FATORE DOS SANTOS, 2MARIA EDUARDA ROCHA LOPES, 3HELLEN SABRINA DA SILVA RODRIGUES, 4MARIA VITÓRIA GUIDO PEREIRA, 5KARY SANTIAGO DOS SANTOS, 6GIULIANA ZARDETO | |
| 1Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 3Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 5Acadêmico do curso de Biomedicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
|
| Introdução: A hepatite B destaca-se como uma das principais causas de morbidade e mortalidade associadas a doenças virais crônicas, exigindo esforços globais coordenados para sua prevenção, diagnóstico e tratamento. Apesar da disponibilidade de uma vacina segura e eficaz, a infecção ainda é prevalente em diversas regiões, especialmente em áreas com acesso limitado a serviços de saúde e informação (BRASIL, 2020). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu metas ambiciosas para a eliminação da hepatite B como ameaça à saúde pública até 2030, o que reforça a necessidade de fortalecimento das políticas públicas, educação em saúde e ampliação do acesso aos serviços essenciais (WHO, 2021). Objetivo: Descrever os aspectos epidemiológicos, as principais formas de transmissão e as estratégias de prevenção da hepatite B, destacando a importância da conscientização e da vacinação para o controle da doença. Desenvolvimento: A hepatite B é causada pelo HBV, um vírus DNA da família Hepadnaviridae, que infecta hepatócitos e pode gerar infecção aguda ou crônica. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado, fluidos corporais, como sêmen e saliva, relações sexuais desprotegidas e pela via vertical da mãe para o bebê durante o parto. Por isso, o acompanhamento pré-natal é crucial para a prevenção da transmissão perinatal (BRASIL, 2023). A infecção pelo HBV apresenta diferentes fases clínicas que impactam diretamente no prognóstico e no manejo terapêutico. Na fase imunotolerante, há alta replicação viral com baixa atividade inflamatória no fígado, geralmente observada em crianças e jovens. Na fase imunorreativa, o sistema imune reage contra o vírus, causando inflamação hepática e elevação das enzimas hepáticas, com risco de dano progressivo. O portador inativo apresenta replicação viral controlada e menor risco de progressão, mas ainda necessita de acompanhamento. A fase de reativação pode levar a nova lesão hepática e piora clínica (BRASIL, 2020). Esses estágios evidenciam a importância do diagnóstico preciso e do monitoramento regular para definir o momento ideal de intervenção. Os principais exames laboratoriais para diagnóstico incluem a detecção do antígeno de superfície do HBV (HBsAg), anticorpos contra o core do vírus (anti-HBc), anticorpos contra o antígeno de superfície (anti-HBs), carga viral por PCR e testes bioquímicos como a alanina aminotransferase (ALT), que avalia o grau de inflamação hepática (MENEZES, 2024). O tratamento da hepatite B crônica baseia-se em antivirais potentes, como entecavir e tenofovir, que suprimem a replicação viral e reduzem o risco de complicações hepáticas. Apesar de não eliminarem completamente o vírus, estes medicamentos controlam a doença e melhoram a sobrevida dos pacientes. O tratamento exige monitoramento contínuo para detectar resistência viral e avaliar a resposta terapêutica (DUARTE, 2021). Além dos impactos físicos, a hepatite B pode causar sofrimento emocional e desafios sociais. A conscientização, o suporte familiar e as campanhas educativas contribuem para minimizar essas dificuldades e promover inclusão social. A vacinação contra a hepatite B, administrada em três doses, iniciando preferencialmente nas primeiras 24 horas de vida, é a medida preventiva mais eficaz e faz parte do calendário nacional de imunização. É essencial garantir a proteção de grupos de risco, incluindo profissionais da saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, usuários de drogas injetáveis e contatos domiciliares de portadores crônicos. Todas essas medidas reforçam a prevenção da transmissão e a promoção da saúde da população (BRASIL, 2023).. Medidas complementares, como o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a esterilização correta de instrumentos e a triagem rigorosa nas doações de sangue, são fundamentais para reforçar a prevenção da transmissão.. Campanhas nacionais de conscientização, como o Julho Amarelo, desempenham papel importante na mobilização da população, promovendo o conhecimento sobre a doença, a importância da vacinação, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Essas ações contribuem para a redução da incidência e para a melhoria da qualidade de vida dos infectados. Ainda assim, a desinformação, o estigma e a limitação de acesso ao diagnóstico e tratamento dificultam o enfrentamento da doença em muitas regiões. Portanto, o controle da hepatite B exige uma abordagem multiprofissional e intersetorial, unindo esforços da saúde pública, educação e políticas sociais para promover diagnóstico precoce, vacinação, tratamento e conscientização da população. Conclusão: A hepatite B é uma doença hepática grave e contagiosa, cuja prevenção é amplamente possível por meio da vacinação. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir complicações, como cirrose e câncer hepático. Investir em educação em saúde, ampliar o acesso à testagem e fortalecer políticas públicas são medidas essenciais para diminuir a incidência e o impacto da doença na população. |
|
| Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatites virais. In: BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/tdp58gJ9X5WC6VfbQ3px/pS/*. Acesso em: 19 maio 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico de hepatites virais - 2023. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-bra. Acesso em: 20 maio 2025. DUARTE, G. Hepatites virais: Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 30, supl. 1, e2020834, 2021.Disponível em: https://www.scielosp.org/article/ress/2021.y30nspel/e2020834/r. Acesso em: 19 maio 2025. MENEZES, A. J. Hepatites virais de potencial cronicidade. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 12, J 1, p. 45-52, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/artive/view/3430 x. Acesso em: 19 maio 2025. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global progress report on HIV, viral hepatitis and sexually transmitted infections, 2021. Geneva: WHO, 2021. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240027977 . Acesso em: 20 maio 2025. |
|