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| EFEITOS FITOTERÁPICOS DO Stryphnodendron adstringens NA CANDIDÍASE VULVOVAGINAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1GIOVANNA MARY YAMAMOTO, 2CECILIA ALINE LOPES DE SOUZA, 3MARIA BEATRIZ MATOS LIMA, 4LUIZA MARTINASSO FABRICIO, 5MARIA FERNANDA PAPINI DO NASCIMENTO, 6GIULIANA ZARDETO | |
| 1Acadêmico de Medicina PIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O Stryphnodendron adstringens, conhecido popularmente como barbatimão, é uma planta nativa brasileira com efeitos fitoterápicos, conferindo importantes resultados farmacológicos como antisséptico, anti-inflamatório, hemostático, antiedematogênico, antioxidante, antidiabético, adstringente, anti-hipertensivo, analgésico, cicatrizante e antimicrobiano (Vieira; Pereira; Frey, 2019). A candidíase vulvovaginal é ocasionada devido ao crescimento exacerbado da levedura Candida albicans, que é encontrado naturalmente na microbiota vaginal, que, em situação de desequilíbrio, gera a enfermidade (Lima et al., 2024). A casca do barbatimão é capaz de inibir o fungo da C. albicans, considerado um problema de saúde pública (Cruz; Brito; Freitas; Monteiro, 2020). Objetivo: Descrever como o barbatimão age diante da candidíase. Desenvolvimento: As plantas medicinais englobam aquelas cuja composição química possui propriedades terapêuticas, quando usados e manuseados pelo homem. Já os fitoterápicos são medicamentos derivados de plantas medicinais; quando o tratamento envolve plantas medicinais em suas diversas formas farmacêuticas, o processo é denominado fitoterapia (Tintel, 2020). O S. adstringens, conhecido popularmente como barbatimão, é uma planta medicinal típica do Cerrado brasileiro, com comprovada utilidade terapêutica (Vieira; Pereira; Frey, 2019). Sendo elas provenientes da alta concentração de taninos, que são compostos fenólicos solúveis em água, caracterizados pela capacidade de provocar adstringência e de precipitar proteínas, celulose e pectinas. Estudos desenvolvidos por Tintel (2020) com a subfração de taninos condensados do S. adstringens mostraram resultados em que é responsável por inibir o crescimento da levedura C. albicans (Tintel, 2020). A planta nativa brasileira possui potencial antiulcerogênico, anti-inflamatório, anti-protozoário, antimicrobiana e efeitos na cicatrização de feridas (Nascimento et al., 2021). Além disso, outros estudos mostraram que foram observados que a temperatura de extração da composição da casca do barbatimão tem efeito direto no seu rendimento de sólidos, sendo mais efetiva entre as temperaturas de 60ºC e 90ºC (Ferreira; Souza, 2024). O uso do barbatimão aponta um novo potencial de tratamento para a candidíase, baseado em uma abordagem complementar, como a fitoterapia, que pode substituir os antifúngicos sintéticos convencionais, fator que contribui para o evitamento de efeitos colaterais que, somados ao uso de antibióticos e anti-inflamatórios corticoides, podem prejudicar a qualidade de vida de mulheres em idade reprodutiva. Dessa maneira, é essencial buscar opções terapêuticas viáveis à população, assim como a prática médica passe a indicar fitoterápicos e oriente o uso seguro de plantas populares, escolhendo-as com base em estudos confiáveis que demonstrem eficácia, bem como a existência ou não de toxicidade aguda ou crônica e seus efeitos colaterais (Vieira; Pereira; Frey, 2019). Conclusão: Perante o exposto, conclui-se que o barbatimão é efetivo no tratamento da candidíase vulvovaginal, que representa uma ameaça à saúde coletiva, devido aos seus resultados antifúngicos e anti-inflamatórios. Dessa forma, por ser uma alternativa natural e acessível à população, seu uso é uma possibilidade promissora à saúde publica. |
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| Referências: CRUZ GS, BRITO EHS de, FREITAS LV, MONTEIRO FPM. Candidíase vulvovaginal da Atenção Primária à Saúde: diagnóstico e tratameno. Enferm. Atual In Derme [Internet]. 9 de dezembro de 2020. Revista Enfermagem Atual. Edição v.94 n.32 (2020) FERREIRA, Logan Bianca de Lima; SOUZA, Samira Costa de; CANHAMERO, Magali. Análise da ação antifúngica e antibacteriana do barbatimão e da camomila. ETEC Júlio de Mesquita – Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, São Paulo, 2024. LIMA, Joelson Sousa et al. Atividade antifúngica de barbatimão (Stryphnodendron adstringens) e unha-de-gato (Uncaria tomentosa) sobre Candida albicans. Revista Observatorio de la Economía Latinoamericana, Curitiba, v. 22, n. 5, p. 1-15, 2024. DOI: 10.55905/oelv22n5-017. NASCIMENTO, Cristiane Araújo et al. Evidence about properties of the extract of Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville (Barbatimão) for clinical practice. Research, Society and Development, v. 10, n. 1, p. e3010111350, 2 jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i1.11350. TINTEL, Camila de Andrade. Desenvolvimento de um creme vaginal à base de Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville (Barbatimão) e avaliação de sua eficácia contra cepas de Candida albicans. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Farmácia) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020. VIEIRA, Rosalinda dos Santos; PEREIRA, Diego; FREY, Jaqueline Almeida. Stryphnodendron adstringens (barbatimão): caracterização fitoquímica com ação na inibição do fungo causador da Candida albicans. Faculdade Integrada Carajás, Redenção-PA, 2019. |
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