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| RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS: UM RELATO DE CASO | |
| 1ANA PAULA MELLO DE ALMEIDA, 2EMANUELA ATÁLIA DAHMER SCHRÄDER, 3JOCELENE PEREIRA ANJOS DE SOUZA, 4KETLIN MARGARIDA WARMLING DE OLIVEIRA | |
| 1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O envelhecimento fisiológico ou senescência é um processo natural do corpo que ocorre gradativamente, causando perda fisiológica mínima, preservando a qualidade de vida. As alterações fisiológicas que impactam essa faixa etária comumente são declínio da força muscular, equilíbrio, memória, acuidade visual. Essas mudanças aumentam a chance de acidentes e podem levar à perda da autonomia (SOARES; DELINOCENTE; DATI., 2023).Ademais, as alterações neurobiológicas sofridas durante esse processo são fatores importantes para o aumento do risco de queda (CAETANO et al., 2023). Conforme a OMS (2021) os idosos são o grupo que mais sofre quedas fatais, o que torna esse acidente a segunda principal causa de óbitos acidentais. Deste modo, o presente possui como objetivo analisar os riscos de quedas na pessoa idosa. Relato do caso: J.M., 68 anos, parda, brasileira, ensino fundamental incompleto, aposentada com dois salários. O ambiente onde reside tem a presença de tapetes, não possui barras de apoio no banheiro e no degrau. Nega alergias, não usa substâncias. Relata ter hipertensão, sopro no coração e dificuldade para enxergar, o que diminuiu suas atividades diárias. Ainda relata perda do paladar e olfato, o que afetou sua alimentação. Não apresenta sintomas de depressão, nem tristeza relacionada ao processo de envelhecimento. Usa medicamentos para controle da pressão arterial - captopril e hidroclorotiazida. Foi aplicado o teste TUG (Timed up and go) e a paciente levou 21 segundos para concluir o circuito, classificando-se como médio risco de queda. Discussão: O processo de envelhecimento causa ao idoso dificuldades de locomoção e mobilidade. Dessa forma, em conjunto com os declínios fisiológicos e patológicos, a vulnerabilidade para a ocorrência de quedas aumenta e passa a ser um desafio para a manutenção da saúde. Em estudo realizado por Pereira e Silva e colaboradores (2024), avaliou-se o risco de quedas de uma população de 193 idosos com média de idade de 69 anos a partir da Escala de Tinetti, onde se avaliava 16 itens relacionados à marcha e ao equilíbrio. Dentre os resultados, observou-se que 52,5% apresentavam baixo risco de queda e 47,5% apresentavam um risco médio/alto. A partir disso, o estudo concluiu que a alteração na funcionalidade, principalmente com relação ao domínio da mobilidade reduzida, impactam diretamente o risco de queda, apresentando 6,6 vezes mais chance para o acontecimento e configurando-se como um dos principais fatores de risco para a queda.Ademais, a velocidade da marcha (VM) tem interação direta com a incidência de quedas na população idosa. Uma vez que evidencia comprometimentos físicos e cognitivos que corroboram para a fragilidade física. A fragilidade física é uma síndrome de origem multicausal que aumenta a dependência funcional e gera alterações fisiológicas, favorecendo desfechos negativos para a saúde. Nesse sentido, a VM é utilizada como um importante marcador da fragilidade, pois quanto menor for, maior a predisposição para quedas, por apresentar uma relação direta com a capacidade de controle e equilíbrio do corpo (SPEKALSKI, 2024). Outrossim, em estudo de Lenardt e colaboradores (2019), foi avaliado a redução da VM como marcador de fragilidade e o histórico de quedas no último ano. O achado foi que 45% do total de idosos avaliados apresentaram episódios de queda e 20% tinham a VM reduzida, sendo a maioria do sexo feminino. Ao avaliar a relação entre os dois indicadores encontrou-se que 60% dos idosos com a marcha lentificada também tinham histórico de queda, concluindo haver uma relação significativa entre a ocorrência de quedas e VM reduzida. Além disso, a prevalência de quedas, em um período de três anos, é maior em quadros de menor velocidade de caminhada. Nesta pesquisa, foi aplicado o TUG, onde os participantes com VM reduzida apresentaram 70% de risco de queda e tinham um histórico de queda no último ano de 43%. Em suma, a pesquisa apresenta que o risco de quedas se eleva em 4,07 vezes mais chances de ocorrer em pessoas com a VM reduzida (SPEKALSKI, 2024). Contudo, apesar dos fatores intrínsecos e extrínsecos, existem formas de controlar e minimizar a ocorrência tanto do risco como da queda. Sendo formas de controle, a implementação de diagnósticos relacionados a quedas e o uso de tecnologias para capacitar profissionais. Sabe-se que a maioria das quedas ocorre devido às limitações de locomoção e desassistência do idoso. Assim, por meio de intervenções isoladas ou combinadas pode se realizar estratégias de prevenção a quedas, enfatizando a educação, o treinamento, a investigação de fraquezas e a criação de ambientes seguros (WONDRACEK; DULLIUS, 2024). Conclusão: Portanto, ao relacionar o relato de caso da paciente com estudos, vê-se que a diminuição da velocidade da marcha é um fator que se deve avaliar e intervir para prevenir quedas futuras. Os idosos apresentam maior predisposição para quedas, tornando essencial a intervenção profissional para garantir segurança e qualidade e vida. |
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| Referências: BRASIL.Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. 2007. Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad19.pdf. Acesso em: 19 mar. 2025 CAETANO, G. M. et al. Risco de quedas e seus fatores associados na pessoa idosa hospitalizada. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 26, p. e230155, 2023. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Falls. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/falls. Acesso em: 20 mar. 2025. LENARDT, M.H. et al. Gait speed and occurrence of falls in the long-lived elderly. REME Revista Mineira de Enfermagem, v. 23, n. 1190, p.1-5, 2019. DOI: 10.5935/1415-2762.20190038. Acesso em: 20 mar. 2025. SILVA, MARIA C. P.; et al. Avaliação dos domínios da funcionalidade e sua associação com o risco de quedas em idosos. Estudos interdisciplinares sobre o Envelhecimento, Porto Alegre, v. 29, e131960, 2024. DOI: 10.22456/2316-2171.131960. SOARES,N.C.S ; DELINOCENTE.M.L.B; DATI, L.M.M. Fisiologia do envelhecimento: da plasticidade às consequências cognitivas. Revista Neurociências. v. 29. 2021. DOI:10.34024/rnc.2021.v29.12447. Acesso em: 20 mar. 2025 SPEKALSKI, MIDIÃ V. dos S. Variação da velocidade de marcha e fatores clínicos associados em pessoas idosas da atenção primária à saúde: estudo longitudinal [recurso eletrônico] / Midiã Vanessa dos Santos Spekalski - Curitiba, 2024. Acesso em: 20 mar. 2025 WONDRACEK, ANNA E.; DULLIUS, WILLIAN R. Riscos extrínsecos e estratégias de prevenção de quedas em pessoas idosas: uma revisão sistemática na perspectiva da enfermagem. Estudos interdisciplinares sobre o Envelhecimento, Porto Alegre, v. 29, e133733, 2024. DOI: 10.22456/2316-2171.133733. Acesso em: 20 mar. 2025 |
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