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| DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: ASPECTOS CLÍNICOS E TERAPÊUTICOS ATUAIS | |
| 1MARIA LUIZA PELUCI DE PAULA, 2NIARA ARANTES OLIVEIRA SILVA, 3MARIA FERNANDA PAPINI DO NASCIMENTO, 4JOÃO VITOR GENARO POUBEL DE SOUZA, 5PAULO ROBERTO SCARPANTE | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição em que o conteúdo do estômago retorna para o esôfago de forma anormal. Os sintomas mais comuns são a pirose (sensação de queimação retroesternal) e/ou a regurgitação (sensação de retorno do conteúdo gástrico até a boca ou hipofaringe). Além desses, a doença pode se manifestar por sinais extraesofágicos ou incomuns, como tosse persistente, laringite, crises de asma e erosões dentárias (Guimarães; Corrêa; Ferraz, 2022). Objetivo: Descrever os principais aspectos clínicos e terapêuticos da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), abordando manifestações, diagnóstico e estratégias de tratamentos através da revisão de literaturas científicas. Desenvolvimento: A DRGE pode ser classificada como primária ou secundária. A forma primária ocorre quando os sintomas se manifestam antes do surgimento de complicações, como esofagia de refluxo, estenose esofágica, esôfago de Barrett, apneia do sono, desnutrição, entre outras. Já a forma secundária está associada a doenças pré-existentes ou a alterações anatômicas e funcionais do trato digestório. Além dos fatores fisiopatológicos, a DRGE também pode ser desencadeada por traumas, estresse, ansiedade e outros fatores emocionais (Bortoli et al., 2021). De acordo com De Souza Fernandes et al., (2023), contribuem para o desenvolvimento da doença a obesidade, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a gravidez, certos medicamentos e condições médicas, como hérnia de hiato e esclerodermia. Esses fatores podem levar ao enfraquecimento do esfíncter esofágico inferior, prejudicar a motilidade esofágica ou aumentar a secreção ácida, facilitando o refluxo. O diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é feito por meio de uma abordagem clínica completa, que considera tanto a análise dos sintomas relatados pelo paciente quanto a anamnese detalhada. Para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade do comprometimento esofágico, são utilizados diversos exames complementares. Entre eles, a endoscopia tem papel central, pois permite a visualização direta do esôfago, estômago e duodeno. Esse procedimento possibilita identificar inflamações, erosões ou úlceras na mucosa esofágica, além de detectar a presença de hérnia de hiato, uma condição comumente associada à DRGE (De Souza Fernandes et al., 2023). O tratamento adota uma abordagem multifacetada, combinando medidas farmacológicas e não farmacológicas com o objetivo de aliviar os sintomas, evitar complicações e promover uma melhor qualidade de vida para o paciente. A terapia medicamentosa tem como objetivo a diminuição da produção de ácido gástrico, a neutralização do ácido já presente no estômago e o fortalecimento do esfíncter esofágico inferior para impedir o refluxo. Os principais medicamentos utilizados incluem os antiácidos, os inibidores da bomba de prótons (IBPs) e os antagonistas dos receptores histamina (Souza; Seba; Fialho, 2025). Conclusão: A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição de alta prevalência que impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes, podendo se manifestar por sintomas típicos e atípicos, com potencial para gerar complicações clínicas importantes. A compreensão dos aspectos clínicos, etiológicos e fisiopatológicos é essencial para um diagnóstico preciso e para a escolha do tratamento mais adequado. A abordagem terapêutica deve ser individualizada, envolvendo tanto medidas comportamentais quanto farmacológicas, com ênfase no controle da acidez gástrica e na proteção do esfíncter esofágico inferior. A identificação e o manejo de fatores de risco, como obesidade, tabagismo e uso de determinados medicamentos, também são fundamentais na prevenção da progressão da doença. Dessa forma, a DRGE requer uma abordagem multidisciplinar para garantir o controle eficaz dos sintomas, a prevenção de complicações e a promoção da saúde do paciente. |
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| Referências: BORTOLI, Victor Fajardo et al. Doença do refluxo gastroesofágico – uma revisão da literatura / Gastroesophageal reflux disease – a review of the literature. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 3, p. 14245-14253, 2021. DE SOUZA FERNANDES, Giovanna et al. Abordagens diagnósticas e terapêuticas para a doença do Refluxo Gastroesofágico: perspectivas e desafios. Brazilian Journal of Health Review, v. 6, n. 4, p. 15125-15135, 2023. Guimarães, I. M. F.; Corrêa, L. S. G.; Ferraz, A. R. Doença do Refluxo Gastroesofágico: revisão de literatura. Revista Eletrônica Acervo Médico, v. 15, p. e10828, 17 ago. 2022. Souza, E. dos S.; Seba, J. P. C.; Fialho, E. M. S. Desafios no tratamento farmacológico e não farmacológico da doença do refluxo gastroesofágico. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 25, n. 6, p. e20655, 6 jun. 2025. |
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