PRÁTICAS INCLUSIVAS E DESAFIOS PEDAGÓGICOS NO ATENDIMENTO A ESTUDANTES COM TEA: UMA REVISÃO NARRATIVA   
1GISELE MARIA ANDRADE CAOBIANCO MACAGNAN, 2GILSON ROBERTO MACAGNAN, 3DÉRICK DE ALMEIDA MARCHI, 4RICARDO DE MELO GERMANO
1Discente do programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR. Professora da Educação Básica.
2Discente do programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR
3Discente do programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR.
4Docente Titular de Fisiologia e do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR.
Introdução: Nos últimos anos, observa-se um aumento significativo no número de diagnósticos de transtorno do espectro autista, o que evidencia a necessidade de ampliar os estudos que investiguem suas causas, características e intervenções eficazes. O transtorno autista (ou autismo infantil) faz parte de um grupo de transtornos do neurodesenvolvimento denominados Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGDs), Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TIDs) ou Transtornos do Espectro do Autismo (TEAs) (Silva; Mulick, 2009). Segundo o Paraná (2022), “o transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades”.
Objetivo: Investigar, no contexto escolar, as práticas inclusivas e os desafios enfrentados no processo de ensino-aprendizagem de estudantes com transtorno do espectro autista (TEA), com foco na identificação de estratégias pedagógicas, recursos de apoio e ações institucionais que favoreçam sua participação plena e o desenvolvimento de suas potencialidades.
Desenvolvimento: O estudo foi desenvolvido como revisão narrativa da literatura, abrangendo publicações em bases científicas nacionais e internacionais, como SciELO (Scientific Electronic Library Online), Google acadêmico. Foram utilizados os seguintes descritores: “Educação inclusiva”; “Práticas pedagógicas”; Transtorno do espectro autista”: Foram incluídos os artigos que estivessem de acordo com o objeto da pesquisa, independente do ano, sendo levado em consideração o conteúdo abordado e sua relevância temática. O transtorno do espectro autista (TEA) apresenta-se como um desafio significativo para o sistema educacional, exigindo práticas pedagógicas inclusivas e recursos adequados para atender as necessidades dos estudantes. De acordo com Machado (2019) a inclusão de crianças com TEA no ambiente escolar contempla não somente a sua permanência em sala de aula, mas também, sua inserção no meio social e nas atividades em grupo e individuais. Com isso, faz se necessário que toda equipe escolar esteja preparada para receber esses alunos, a adaptação também deve ocorrer no material escolar, que precisa ser preparado de acordo com as necessidades individuais de cada aluno. É importante perceber se há necessidade de adequação de material, utilizando-se a tecnologia assistiva, para que melhore seu desempenho acadêmico e possibilite uma aprendizagem real e autônoma (Machado, 2019). A relação harmoniosa entre a família e a escola é capaz de proporcionar segurança aos alunos, que se sentem acolhidos, aceitos e responsáveis por seus atos, que são observados e recebem o devido valor de perto, ressalta Pereira, (2024).
Conclusão: Diante do exposto, a inclusão de estudantes com TEA demanda adaptações pedagógicas, formação continuada de profissionais e integração escola-família, configurando um processo que transcende a mera presença física em sala de aula. A consolidação de práticas inclusivas e de políticas institucionais consistentes constitui requisito fundamental para assegurar a participação plena e o desenvolvimento das potencialidades desses estudantes no contexto educacional.
Referências:
MACHADO, G. D. S. A importância da rotina para crianças autistas na educação básica. Revista GepesVida, v. 9, n. 1, p. 100-112, 2019. Disponível em: http://www.icepsc.com.br/ojs/index.php/gepesvida . Acesso em: 8 ago. 2025.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde. Transtorno do Espectro Autista (TEA). Curitiba: SESA, 2022. Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Transtorno-do-Espectro-Autista-TEA. Acesso em: 8 ago. 2025.
PEREIRA, RONYERRE SOUZA et al. A Inclusão do Aluno Autista na Escola Pública Brasileira. Revista Científica do Tocantins, v. 4, n. 1, 2024.
SILVA, M.; MULICK, J. A. Diagnosticando o transtorno autista: aspectos fundamentais e considerações práticas. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 29, n. 1, p. 116-131, 2009. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-98932009000100010.