LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO- MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E TRATAMENTO  
1ANA LUIZA NASCIMENTO CATANEO, 2EMILY FREITAS TREVISAN, 3FABIO RONQUI DE SOUZA JÚNIOR, 4MATEUS ALBUQUERQUE CALDEIRA DA SILVA, 5MARILIA MORAES QUEIROZ SOUZA, 6ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI
1Acadêmico do curso de medicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmico do curso de medicina da UNIPAR
4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
6Docente Dra do curso de Medicina da UNICESUMAR
 Introdução: O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença não contagiosa, autoimune e crônica (PONTE et al., 2023). Essa patologia é classificada como multissistêmica, afeta principalmente as células sanguíneas,  pele, articulações, vasos sanguíneos, cérebro e rins; podendo comprometer o funcionamento desses órgãos. Além disso, segundo resultados de pesquisas apontados por Siegel; Sammaritano (2024)  atualmente, á estimativa é que aproximadamente 3,4 milhões de pessoas no mundo receberam um diagnóstico de LES; a partir disso, o tratamento com  hidroxicloroquina é padronizado, entretanto, nos últimos anos, outras alternativas de tratamento vêm sendo estudadas.
Objetivo: Foi realizada uma revisão de literatura com busca nos trabalhos nas plataformas Google acadêmico e Pubmed com a palavra “Lúpus Eritematoso Sistêmico” e foram selecionados 5 trabalhos para discussão. O intuito do resumo se baseia em estudar o lúpus eritematoso sistêmico, com foco na compreensão de suas manifestações clínicas mais comuns e em sua abordagem terapêutica, visando reconhecer a complexidade da doença e as estratégias utilizadas atualmente para seu controle.  
Desenvolvimento: O lúpus eritematoso sistêmico é uma enfermidade crônica, de natureza autoimune e com múltiplas causas, cuja necessidade de tratamento constante afeta de maneira relevante a vida diária dos pacientes e de seus familiares (SILVA et al., 2021) . De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, existem dois principais tipos de lúpus:  o sistêmico, que afeta um ou mais órgãos internos; e o cutâneo, que apresenta lesões na pele, geralmente manchas avermelhadas, chamadas de eritematosas, o que originou o nome lúpus eritematoso. Na doença, uma combinação complexa entre fatores genéticos e a alteração nas respostas imunes inatas e adaptativas resulta na produção excessiva de interferons do tipo I e outras citocinas, no acúmulo de imunocomplexos e, por fim, em processos inflamatórios que causam lesões nos tecidos (LAZAR; KAHLENBERG, 2023). Dito isso, os sintomas podem estar incluídos nos sistemas mucocutâneo, musculoesquelético, renal e até hematológico (SIEGEL; SAMMARITANO, 2024). Além disso, a evolução clínica da doença é marcada por fases de atividade e remissão, durante as quais os sintomas se apresentam de forma variada e com intensidades diferentes, conforme o estágio em que a doença se encontra (SILVA et al., 2021). Adicionalmente, sobre o tratamento, a hidroxicloroquina é padronizada em cuidados para o LES e tem sido associada a uma redução  da mortalidade em portadores da doença. Nos últimos anos, medicamentos para LES foram aprovados pela Food and Drug Administration, sendo esses a belimumab e anifrolumabe  (SIEGEL; SAMMARITANO, 2024) . Ademais, o manejo não farmacológico é personalizado para cada pessoa, incluindo mudanças no estilo de vida e orientações educativas, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente e otimizar o uso da medicação (HOI et al., 2024). O tratamento busca alcançar a remissão ou inatividade da doença, definida por sintomas mínimos, menores níveis de marcadores inflamatórios autoimunes e baixa necessidade de glicocorticóide sistêmico; enquanto o paciente faz o tratamento com doses de manutenção de imunossupressoras ou imunomoduladoras (SIEGEL; SAMMARITANO, 2024). Outrossim, A apresentação clínica do paciente e sua resposta ao tratamento podem variar, devido à intensa desregulação do sistema imunológico envolvida na patogênese do lúpus eritematoso sistêmico (LAZAR; KAHLENBERG, 2023).
Conclusão: Em síntese, o lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune complexa, de curso crônico e manifestações clínicas variadas, que afeta múltiplos sistemas do organismo. Sua fisiopatologia envolve uma desregulação imunológica significativa, levando à inflamação e lesão tecidual. O manejo da doença exige acompanhamento contínuo e terapias imunomoduladoras ou imunossupressoras, com o objetivo de alcançar a remissão ou controle da atividade inflamatória. Apesar dos desafios, avanços terapêuticos recentes têm contribuído para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico dos pacientes.
Referências:
HOI, A. et al. Systemic lupus erythematosus. Lancet, v. 403, n. 10441, 1 abr. 2024.
LAZAR, S.; KAHLENBERG, J. M. Systemic Lupus Erythematosus: New Diagnostic and Therapeutic Approaches. Annual Review of Medicine, v. 74, n. 1, 8 jul. 2022. 
PONTE, A. C. V. et al. LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Scientia: Revista Científica Multidisciplinar, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 157–171, 2023. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/scientia/article/view/17129. Acesso em: 25 jun. 2025
SIEGEL, C. H.; SAMMARITANO, L. R. Systemic Lupus Erythematosus. JAMA, v. 331, n. 17, 8 abr. 2024. 
SILVA, H. A. DE M. E et al. Lúpus Eritematoso Sistêmico: uma revisão atualizada da fisiopatologia ao tratamento. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 6, p. 24074–24084, 9 nov. 2021b.