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| O USO INDISCRIMINADO DE MEDICAMENTOS INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE-5 ENTRE JOVENS ADULTOS | |
| 1ANTONELLA PERUSO LIRA SCHEIDT, 2AMANDA MAYUMI COSTA GUINOZA, 3GABRIELLA GABARRÃO SILVA, 4KELORI PAVLAK MORETTO, 5PAOLA TROJAN FEROLDI, 6ALBERTO SANTIAGO MENDES TOME | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Paranaense (UNIPAR) 2Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Paranaense (UNIPAR) 3Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Paranaense (UNIPAR) 4Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Paranaense (UNIPAR) 5Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Paranaense (UNIPAR) 6Docente do Curso de Medicina da Universidade Paranaense (UNIPAR). |
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| Introdução: O processo de iniciação sexual do jovem é cercado por desafios, conflitos e necessidade de aceitação social, em alguns casos essa fase tende a ser dificultada pela distorção causada pela mídia gerando falsas expectativas (COSTA,2021). Caracteriza-se pela incapacidade de atingir ou manter uma ereção suficiente, para o desempenho sexual satisfatório, não se limitando a homens idosos e podendo ocorrer devido a fatores neurológicos, endocrinológicos e psicológicos. A disfunção erétil (DE) é historicamente limitada em opções de tratamento, após a recomendação das Associações Americana e Europeia de Urologia, os inibidores da fosfodiesterase-5 (IPDE5) tornaram-se a primeira escolha de tratamento para DE (HUANG,2013). Objetivo: Conscientizar a respeito da problemática relacionada ao uso irracional de medicamentos inibidores da fosfodiesterase-5 entre homens jovens. Desenvolvimento: O distúrbio sexual em homens jovens ocorre devido a ansiedade ou imaturidade juvenil, agravando a DE, este quadro, inicialmente solucionável, torna-se agravado em razão da automedicação. Em casos de dependência psicológica o paciente acredita depender do medicamento para um bom desempenho sexual, a utilização deste artifício também possui caráter social, visto que muitos jovens o utilizam para impressionar o(a) parceiro(a) sexual e até mesmo os amigos, principalmente em períodos de insegurança (COSTA,2021). Os IPDE5 atuam na enzima responsável pela degradação da guanosina monofosfato cíclica (GMPc) essencial para a manutenção da ereção e relaxamento do músculo liso peniano, o uso do medicamento leva ao acúmulo de GMPc, a ereção torna-se prolongada, entretanto, não altera as respostas fisiológicas naturais, ou seja, a ereção só ocorre após o estímulo sexual. Os destaques desta classe farmacológica são o citrato de sildenafila, vardenafila e tadalafila, a popularização destes medicamentos ressalta a importância da atuação do profissional de saúde na orientação a respeito dos perigos da automedicação, efeitos a longo prazo e dependência psicológica (DA SILVA,2024). Tais medicamentos não possuem controle especial ou exigência de receituário médico para a dispensação, ou seja, homens sem o diagnóstico prévio de disfunção erétil dispõem de fácil aquisição do medicamento. Em uma análise com trezentos e sessenta alunos, entre dezoito e trinta anos, nenhum entrevistado confirmou o diagnóstico prévio de DE ou dificuldade para manter a ereção, dentre os motivos para a utilização do medicamento destacam-se a potencialização da ereção, curiosidade, contra ejaculação precoce e aumento de prazer (FREITAS, 2008). Torna-se indispensável o acompanhamento cardiovascular em pacientes que desejam utilizar os inibidores da fosfodiesterase-5, em razão do risco cardiovascular associado à atividade sexual. Destaca-se, ainda, a contraindicação da combinação destes fármacos com medicamentos à base de nitratos, usados no tratamento de angina do peito, a combinação pode levar a hipotensão grave. Dentre os possíveis efeitos colaterais encontrados após o uso, ressalta-se a cefaleia, indigestão, dores nas costas e músculos, rubor, coriza e congestão nasal, o uso concomitante de dois medicamentos da mesma classe de IPDE-5 pode causar perda de visão em certos pacientes. Um estudo brasileiro, entrevistando jovens estudantes revelou que os principais motivos que levaram a utilização do medicamento ocorreu devido a curiosidade, potencialização da ereção e evitar ejaculação precoce. Em contrapartida, outra análise revelou que o uso inadequado desses medicamentos estava relacionado não apenas a busca por melhora do desempenho sexual, mas também ao uso recreativo, em combinação com drogas ilícitas, como cocaína e ecstasy (REZENDE,2021). Conclusão: Todo homem jovem está sujeito a vivenciar situações relacionadas ao seu desempenho sexual, a utilização de medicamentos inibidores da fosfodiesterase-5 contribui negativamente com a resolução da disfunção erétil principalmente quando causada por fatores psicológicos, destaca-se também a importância da conscientização sobre o uso recreativo do medicamento, torna-se indispensável a orientação do profissional de saúde a respeito das contraindicações e forma de uso. |
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| Referências: COSTA, Eduardo Sousa; COSTA, Leonardo Sousa; DE PAIVA, Maykon Jhuly Martins. Reflexões sobre o uso de medicamentos para disfunção erétil pela população jovem. Research, Society and Development, [S.l.], v. 10, n. 15, p. e322101522829-e322101522829, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/22829. Acesso em: 23 jul. 2025. DA SILVA, Joane Cristina Macêdo et al. Problemática da automedicação com inibidores da fosfodiesterase 5: uma abordagem farmacêutica. Revista Foco, v. 17, n. 11, p. e7047-e7047, 2024. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/7047/5066. Acesso em: 24 jul. 2025. FREITAS, V. M. de et al. Freqüência de uso de inibidores de fosfodiesterase-5 por estudantes universitários. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 42, p. 965-967, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/a/8mRTqtvv9fN69L7pmnhzj6y/?format=html&lang=pt . Acesso em: 01 set. 2025. HUANG, Sharon A.; LIE, Janette D. Phosphodiesterase-5 (PDE5) inhibitors in the management of erectile dysfunction. Pharmacy and Therapeutics, v. 38, n. 7, p. 407, 2013. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3776492/. Acesso em: 24 jul. 2025. REZENDE, Patrícia Mendes; DA SILVA COIMBRA, Marcus Vinicius. Indicação de uso indiscriminado de sildenafila e tadalafila por jovens. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, [S.l.], v. 4, n. 9, p. 66–77, 2021. Disponível em: https://www.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/279. Acesso em: 23 jul. 2025. |
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