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| POLIFARMÁCIA NA GERIATRIA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE IDOSO | |
| 1MARIANE DE ALMEIDA MACHADO, 2SYMARA RODRIGUES BERNARDELLI OLIVEIRA, 3KENNY TSUYOSHI SAKANE, 4NADIR SILVA DOS SANTOS PEREIRA, 5ZILDA CRISTIANI GAZIM | |
| 1Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 4Farmacêutica 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A longevidade vem sendo uma realidade na população mundial, trazendo alterações demográficas sendo elas decorrentes da diminuição da fecundidade, juntamente com o aumento da expectativa de vida e avanços em diagnósticos e técnicas, com o crescimento da população idosa implica diretamente na prevalência de doenças crônicas, demandando uma maior assistência de saúde, aumentando assim prescrições medicamentosas, trazendo conceitos como a polifarmácia que é definida pelo uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos e aumento do risco de efeitos adversos, automedicação, interação medicamentosa como também o risco de consumo de Medicamentos Potencialmente Inapropriados (podendo causar graves danos à saúde do idoso) (Andrade, 2024). Encontram-se cada vez mais prescrições com redundância farmacológica, dosagens inadequadas e interações medicamentosas de importância clínica potencialmente graves, aumentando efeitos colaterais graves de reações relacionadas ao uso dos medicamentos ou mesmo relativas às prescrições dos chamados fármacos potencialmente inapropriados, devido às suas interações fármaco-doença e farmaco-síndrome (Leite, 2024). Objetivo: Identificar os desafios da polifarmácia em idosos, seus impactos na saúde e as estratégias para uma gestão farmacoterapêutica mais segura e eficaz. Desenvolvimento: A polifarmácia traz consigo uma reflexão necessária pois está associada a diversos desfechos como reações adversas, aumento do risco de interações medicamentosas, hospitalizações e com elas uma superlotação em ambientes hospitalares que poderiam terem sido evitadas, declínio funcional e mortalidade (Delara, 2022). Um estudo realizado em diversos países mostrou que mais de 90% da população com 65 anos ou mais, usavam pelo menos um tipo de medicamento por semana e um total de mais de 40% tomavam 5 medicamentos ou mais, tem uma espera de que a polifarmácia tenha um impacto positivo relacionado à morbidade (Li, 2022). A maioria dos medicamentos que são utilizados por pessoa idosas são para o tratamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), estando entre elas doenças cardiovasculares, pulmonares, do aparelho locomotor, endócrinas e metabólicas, neoplasias, diabetes e demências (Licoviski, 2025). Os Medicamentos Potencialmente Inapropriados são fármacos que apresentam alto risco para efeitos adversos, ou quando utilizados por um período de tempo inadequado ou sem indicação, e os que não deveriam ser prescritos para pessoas idosas, há evidências que o uso desses medicamentos MPI está relacionado à ocorrência de eventos adversos como quedas, fraturas, hospitalizações, constipação, insuficiência cardíaca, depressão, déficit cognitivo e disfunção renal, estudos mostram que a prevalência do MPI em pessoas idosas atinge uma porcentagem de 50% na maioria dos grupos estudados (Coelho, 2023). Segundo Licoviski (2025) em relação à DCNT em pessoas idosas, todas apresentaram uma relação com a polifarmácia, resultados mostram que indivíduos que apresentam alguma DCNT têm uma maior probabilidade de fazerem o uso de cinco ou mais medicamentos, considerados como uma polifarmácia, quando comparados a indivíduos que não apresentem DCNT. É importante considerar a população idosa tenha respaldo de familiares em seus cuidados diários assim como de profissionais de saúde que o cercam para que seja feita uma terapia medicamentosa adequada ao idoso, essa situação pode estar relacionado à profissionais prescritores e a falta de técnica com a população geriatra, escassez de especialistas voltado à esse cuidado com idoso, isso nos traz a reflexão sobre os papeis dos profissionais de saúde e a importância de cada um deles, os prescritores com o cuidado da prescrição para a população idosa e um profissional farmacêutico habilitado para prestar a atenção farmacêutica devidamente correta para garantir o uso racional de medicamentos limitando assim a ocorrência de reações adversas (Almeida, 2017). O metabolismo de fármacos é mais lento durante a senescência, resultando em maior concentração e ação do fármaco no organismo devido à diminuição da depuração hepática e renal como também a redução do fluxo sanguíneo, resultando em baixa taxa de eliminação do fármaco, além da metabolização, a diminuição da capacidade de reserva homeostática do organismo podendo causar um declínio das funções e aumentando a sensibilidade para alguns fármacos, o qual resulta no aumento do tempo de exposição do fármaco no organismo e gradativamente aumentando o risco de danos irreversíveis (Pagno, 2018). Resultados vem nos mostrando a necessidade de implementação de protocolos de tratamento para hipertensão e diabetes por exemplo em instituições de saúde juntamente com a conscientização de prescritores de medicamentos sobre a utilização deles, visando uma melhoria da qualidade à assistência à população geriatra, favorecendo um tratamento seguro e eficaz (Costa, 2017). Conclusão: A polifarmácia é um desafio crescente na geriatria, associada a reações adversas, interações medicamentosas, hospitalizações evitáveis e maior mortalidade. O uso frequente de medicamentos potencialmente inapropriados reforça a necessidade de revisão periódica das prescrições, protocolos clínicos e atuação multiprofissional, com destaque para os profissionais prescritores e farmacêuticos. |
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| Referências: ALMEIDA, NA DE . et al.. Prevalência e fatores associados à polifarmácia em idosos residentes na comunidade. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia , v. 20, n. 1, p. 138–148, jan. 2017. ANDRADE, R. C. DE . et al.. Polifarmácia, medicamentos potencialmente inapropriados e a vulnerabilidade de pessoas idosas. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 27, p. e230191, 2024. COSTA, GM DA.; OLIVEIRA, MLC DE.; NOVAES, MRCG. Fatores associados à polifarmácia entre idosos atendidos na estratégia saúde da família. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia , v. 4, pág. 525–533, jul. 2017. COELHO, C. O. et al.. Uso de medicamentos potencialmente inapropriados em pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde: estudo transversal. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 26, p. e230129, 2023. DELARA, M. et al. Prevalence and factors associated with polypharmacy: a systematic review and meta-analysis. BMC Geriatrics, v. 22, n. 1, p. 601, 2022. DOI: https://doi.org/10.1186/s12877-022-03279-x. LI, Y.; ZHANG, X.; YANG, L.; YANG, Y.; QIAO, G.; LU, C.; LIU, K. Association between polypharmacy and mortality in the older adults: a systematic review and meta-analysis. Archives of Gerontology and Geriatrics, Amsterdam, v. 100, p. 104630, Jan.–Jun. 2022. DOI: 10.1016/j.archger.2022.104630. Disponível em: ScienceDirect. Acesso em: 18/08/2025 LICOVISKI, P. T. et al.. Polifarmácia na população idosa brasileira e as doenças crônicas não transmissíveis associadas: estudo de base nacional. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 28, p. e240165, 2025. LEITE, I. M. DE O. et al.. Quais condições se associam à polifarmácia em uma população geriátrica?. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 27, p. e230242, 2024. LICOVISKI, PT et al.. Polifarmácia na população idosa brasileira e as doenças crônicas não transmissíveis associadas: estudo de base nacional. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia , v. 28, p. e240165, 2025. PAGNO, AR et al.. Terapia medicamentosa, potenciais interações e iatrogenia como fatores relacionados à fragilidade em idosos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia , v. 21, n. 5, p. 588–596, set. 2018. |
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